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Humanitas.doc - Volume 3
Professor indicado: História ou Filosofia 
O estudo da Revolução Científica ocorrida na Europa 
a partir do século XVII é de importância para o tema do 
capítulo porque foi com o fortalecimento da autonomia 
e da primazia da ciência que a concepção de uma nature-
za separada e diferente do ser humano e do mundo social 
pôde se consolidar. A Revolução Científica restituiu o ca-
ráter não dogmático da busca pelo conhecimento, valori-
zado pela tradição greco-romana, pouco a pouco desafian-
do tanto a autoridade da Bíblia e do clero quanto a própria 
autoridade dos filósofos clássicos da Antiguidade, como 
Aristóteles.
O humanismo do Renascimento era antropocêntrico, 
punha o homem no centro das coisas. Nesse período, ope-
raram-se dois passos importantes em direção à Revolução 
Científica: o reconhecimento do valor do homem em sua 
totalidade de alma e corpo, ou seja, a valorização do que 
o ser humano tem de natural, e o reconhecimento do ho-
mem como ser destinado a viver no mundo e a dominá-lo. 
Essa perspectiva estimula a busca da compreensão dos 
processos de conhecimento do homem e também o de-
senvolvimento de pesquisas científicas baseadas no méto-
do empírico experimental, necessário para que se pudesse 
compreender os demais seres. A Revolução Científica foi 
vivida como um conflito intenso entre a Igreja católica e, 
em alguns países, as igrejas protestantes, de um lado, e os 
filósofos e cientistas, de outro. É importante reforçar que 
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ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS |
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isso não significa que esses pensadores eram sem fé, mas 
que separavam o plano espiritual da explicação das coisas 
terrenas. Apesar das perseguições sofridas pelos que pro-
moviam esse pensamento, a perspectiva científica e racio-
nal progressivamente ganhou terreno.
É importante que os estudantes identifiquem no mé-
todo matemático-experimental de Galileu e nas criações 
de outros pensadores do período um novo paradigma, 
o paradigma científico, que vai levar a uma considerável 
transformação na relação dos povos ocidentais com o 
mundo, seja com outros povos, seja com o mundo natu-
ral. A Revolução Industrial e a expansão capitalista foram 
uma etapa crucial para que esse processo de intervenção 
no meio se tornasse exponencial. É nesse sentido que os 
estudantes devem entender, também, a ideia de desen-
cantamento do mundo em Weber: abre-se mão da ex-
plicação mágica; passa-se a ter regras passíveis de com-
preensão geral, pessoas treinadas para exercer cada função 
em uma sociedade organizada sem hierarquias de nasci-
mento, etc.
Ao mesmo tempo, o avanço da ciência contribuiu 
com o crescente esgotamento das fontes naturais de ener-
gia do planeta e também levou à construção de arma-
mentos nucleares capazes de destruir cidades inteiras. 
Não à toa, a filosofia do século XX, notadamente os pen-
sadores da Escola de Frankfurt, mantém a perspectiva do 
pensamento racional, mas rejeitam a ideia de progresso, 
uma vez que fica demonstrado seu potencial destrutivo 
e mesmo autodestrutivo. Nas últimas décadas, novas 
perspectivas se somaram a essa reavaliação do antropo-
centrismo e da ideologia do progresso, pondo em ques-
tão a separação entre cultura e natureza.
Os temas da área de Ciências Humanas e Sociais Apli-
cadas “Indivíduo, Natureza, Sociedade, Cultura e Ética” e 
dos TCTs “Ciência e Tecnologia – Ciência e tecnologia” e 
“Meio Ambiente – Educação Ambiental” são tratados 
aqui, com os estudantes identificando, contextualizando 
e posicionando-se de acordo com o significado da ciência 
e suas consequências práticas negativas, aprendendo o 
que é necessário para um futuro de conservação do meio 
ambiente e para o aumento da qualidade de vida. O tó-
pico permite o desenvolvimento das habilidades EM-
13CHS101, EM13CHS102, EM13CHS105, EM13CHS202, 
EM13CHS203, EM13CHS501 e EM13CHS504, na medida 
em que analisa o desenvolvimento científico moderno, 
problematizando a ideia de civilização e de esclarecimen-
to através do estudo das consequências desastrosas do 
progresso científico para o meio ambiente, assim como 
apresenta os questionamentos dos ambientalistas diante 
da ciência e da tecnologia, levando os estudantes a se po-
sicionarem eticamente por meio da cooperação e da so-
lidariedade diante dos atingidos com a destruição do meio 
ambiente.
A etapa permite, ainda, a consolidação dos conheci-
mentos adquiridos durante o Ensino Fundamental – Anos 
Finais com a retomada de conteúdos e conceitos do com-
ponente curricular História (“Humanismos: uma nova visão 
de ser humano e de mundo”, “Renascimentos artísticos e 
culturais” e “As descobertas científicas”) abordados no
7º ano.
Ao iniciar o trabalho, retome o contexto das mudanças 
dos séculos XV e XVI, como as Grandes Navegações, a re-
volução copernicana e a Reforma Protestante. Pode-se ini-
ciar um debate perguntando aos estudantes: Vocês aceitam 
argumentos que não são racionais? Ou precisam ser intei-
ramente convencidos de forma a concordar com o enten-
dimento? Foi legítimo a razão ter adquirido essa função de 
grande relevância que estrutura toda a nossa sociedade? 
Outras problematizações também podem ser bem-vindas, 
com perguntas como: A relação que temos hoje com o 
meio ambiente é racional? É possível que eles discordem, 
considerando os extensos danos ao meio ambiente e à 
saúde humana decorrentes da sociedade moderna.
Analisar e refletir 
p. 25
1-3. É interessante promover um trabalho conjunto com as 
disciplinas de Matemática e Física para explicar estes sistemas 
e concepções e suas diferenças: as concepções de Universo se-
gundo Aristóteles e Ptolomeu, as ideias de Copérnico sobre a 
mobilidade da Terra e de Kepler sobre o movimento dos as-
tros. Também é importante que, em paralelo, se apresente o 
que se sabe hoje sobre os sistemas planetários. Também pode 
ser útil falar sobre a dinâmica moderna, fundada por Galileu 
e desenvolvida por Isaac Newton. Pode-se discutir a noção de 
movimento ou da física aristotélica, considerada impulsionada 
por agente externo, e as leis da mecânica de Newton, para 
quem os corpos podiam ser animados de um movimento re-
tilíneo uniforme sem esse impulso externo. 
O objetivo é levar os estudantes a entender as transformações 
nesses campos do saber a partir de processos não necessaria-
mente cumulativos, mas selecionados e escolhidos pela época 
e pelo lugar, ou seja, inseridos na história. Por outro lado, as 
mudanças nas concepções e nas explicações sobre os fenôme-
nos físicos vão resultar em transformações culturais, objetos 
privilegiados das Ciências Humanas.
Essa atividade trabalha as habilidades EM13CHS101 
e EM13CHS102.
Questões em foco: Ciência e 
religiosidade 
p. 26
1-4. O resultado das atividades vai depender do enfoque esco-
lhido pelos grupos e do desenrolar da mesa-redonda. Dois pon-
tos importantes a se tratar são a diferença entre dogma e prá-
tica religiosa individual e os limites éticos que uma crença de 
foro íntimo pode ou não impor à atividade de um cientista. É 
importante manter-se atento durante a condução da atividade, 
com respeito às posições religiosas (ou antirreligiosas) indivi-
duais. Oriente os grupos em todo o processo e faça a mediação 
da mesa-redonda, garantindo igual tempo de fala a cada repre-
sentante. Os grupos devem ser estimulados a mobilizar a cria-
tividade no material de divulgação dos resultados, explorando 
as possibilidades apresentadas pelos diferentes gêneros textuais.
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Ao abordar conhecimentos historicamente construí-
dos, incentivar a pesquisa de informações confiáveis, a 
argumentação com base nessas informações, o debate e 
a utilização de diversas linguagens e meios de comunica-
ção e informação, as atividades auxiliam o desenvolvi-
mento das competências gerais 1, 4, 5, 7.
Saberes conectados: Ciências da 
Natureza e suas Tecnologias 
p. 28
1. a) Reino: seres pluricelulares heterotróficos com tecidos bio-
lógicos, incluindo os nervosos. Filo: presença de coluna verte-
bral. Classe: hábito de mamar. Ordem: cérebro avantajado, 
polegar em geral opositor. Família: primatas de grande porte
sem cauda, com cérebro desenvolvido e maior capacidade de 
expressão e sociabilidade. Gênero: bípedes de cérebro alta-
mente desenvolvido.
b) Espera-se que os estudantes encontrem informações a res-
peito do impacto da teoria da evolução das espécies na forma 
de classificação. Algumas categorias de Lineu foram mantidas 
porque as características distintivas tinham relação com as 
hipóteses de evolução das espécies, enquanto outras foram 
revistas com o tempo.
2. A intenção é que os estudantes reflitam sobre a atividade 
de classificação como uma construção humana a respeito dos 
seres, permitida por meio da observação ou da vivência e pas-
sível de mudanças no tempo e de diferenças conforme a cul-
tura.
Essa atividade trabalha com as habilidades EM13CHS101, 
EM13CHS102 e EM13CNT201. 
Questões em foco: Métodos de 
datação do tempo geológico 
p. 30
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam 
que o estudo promovido por ciências como a Paleontologia e 
a Geologia permite identificar e atestar a dinâmica da vida e 
dos elementos no planeta no decorrer dos anos, fato que per-
mite o entendimento de processos atuais e futuros, como o 
vulcanismo, bem como as possibilidades e os limites da explo-
ração de recursos.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes façam a pes-
quisa em campo ou virtualmente e componham o relatório.
A Ecologia e a história ambiental 
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