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Humanitas.doc - Volume 3
ORIENTAÇÕES GERAIS |
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A familiarização dos estudantes com métodos e téc-
nicas de pesquisa também pode ser importante para que 
eles aprendam a utilizar o conhecimento empírico para 
reelaborar suas próprias concepções e serem estimulados 
a realizar a conexão entre teoria e prática em ciências so-
ciais. Podemos citar, por exemplo, a pesquisa com um 
grupo focal sobre a ideia de juventude.
A pesquisa com grupos focais parte da observação da 
interação de grupos ao discutirem um tema proposto a par-
tir de suas vivências pessoais, podendo contar com um es-
tímulo inicial externo – no caso, um vídeo. Os agrupamentos 
são compostos por indivíduos previamente selecionados 
pelos pesquisadores. Essa metodologia é bastante utilizada 
na área de ciências humanas para aferir diferentes hábitos e 
comportamentos de indivíduos de um grupo selecionado 
com base em uma ou mais características em comum. Os 
pesquisadores estimulam as interações espontâneas entre 
os participantes com perguntas para examinar as opiniões 
vigentes, como também suas reações. No caso em questão, 
cada grupo de estudantes ficará responsável por um grupo 
focal de determinada faixa etária, o que permitirá que, no 
compartilhamento final, em sala, dos resultados da pesquisa, 
eles possam compor um quadro amplo das concepções de 
juventude ao longo das idades.
 
A importância do ensino 
contextualizado: aprender para 
transformar o mundo
Um dos princípios metodológicos defendidos pela 
BNCC é o ensino contextualizado, previsto pelas Diretri-
zes Curriculares Nacionais para a Educação Básica
(DCNs), importante marco legal publicado em 2010 e 
modificado, para o Ensino Médio, em 2018. Esse princípio 
afirma que os processos educativos devem ser pautados 
nos contextos sociais dos estudantes. Além disso, o ensi-
no contextualizado deve valorizar o ensino interdiscipli-
nar, ou seja, o currículo deve se estruturar no entrecruza-
mento dos saberes disciplinares.
Essa perspectiva educativa tem como objetivo princi-
pal oferecer uma educação integral aos estudantes. Por 
meio da proposição de aprendizagens significativas, eles 
são preparados tanto para o entendimento e leitura crítica 
da realidade quanto para a avaliação, o reconhecimento e 
o cuidado de si e do próximo, ambos aspectos fundamen-
tais para a participação social. Nesse sentido, as experiên-
cias educativas precisam também abranger as culturas ju-
venis e seus modos de vida. Seja qual for a modalidade de 
ensino implementada, os processos educativos devem con
-
templar os interesses, as necessidades e as problemáticas 
que afetam os estudantes em seus cotidianos.
Logo, o conceito de educação integral sugerido pela 
BNCC ultrapassa a questão da duração da jornada esco-
lar, referindo-se à oferta de uma formação que vincule os 
conteúdos curriculares às questões que preocupam e in-
teressam ao indivíduo e que atingem a sociedade. 
A mediação dos professores é fundamental para que 
os jovens utilizem os conhecimentos da área de Ciências 
Humanas e Sociais Aplicadas no entendimento dessas pro-
blemáticas e na busca por soluções ou intervenções am-
paradas no saber científico. As já mencionadas categorias, 
ou objetos de conhecimento, da BNCC, subdivididas em 
temas integradores, permitem articular inúmeros compo-
nentes curriculares das áreas de conhecimento. Os temas 
abrangem as experiências cotidianas dos estudantes, vi-
sando, para além das dimensões cognitiva e emocional, 
sua formação ética, política e identitária. 
Os estudantes, assim, devem ser preparados para: 
compreender a imensa quantidade de informações dis-
poníveis na contemporaneidade e selecioná-las; reconhe-
cer-se como sujeitos históricos em seus contextos; inves-
tigar as problemáticas do momento presente referentes 
ao meio ambiente, ao mundo do trabalho, às diferentes 
formas de violência e intolerância, etc.; participar do de-
bate público de modo crítico e responsável; tomar deci-
sões autonomamente; trabalhar em pares ou em equipe, 
respeitando as diferenças e adotando a empatia; e formu-
lar soluções e propostas de intervenção sustentadas pelo 
conhecimento científico.
Os professores, conforme proposição do Caderno de 
Práticas da Base, também devem traçar avaliações diagnós-
ticas para identificar os saberes prévios dos estudantes e suas 
dificuldades, tópico que será aprofundado adiante. Devem, 
ainda, atentar tanto para as características singulares da co-
munidade atendida como para os projetos de vida dos es-
tudantes. Esse diagnóstico abrangente possibilitará selecionar 
uma maior diversidade de materiais e estratégias pedagógi-
cas para serem usados em sala de aula e fora dela. 

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