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Humanitas.doc - Volume 3
ORIENTAÇÕES GERAIS |
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Afinal, essas atividades também representam os inte-
resses e as inquietações dos estudantes; possibilitam a 
elaboração de seus temores; demarcam rituais de passa-
gem; proporcionam o sentimento de pertencimento; e 
viabilizam a elaboração das formas de existir juvenis, sus-
tentando conjuntamente os princípios éticos fundamen-
tais da cooperação, da solidariedade e da justiça social.
Ao mesmo tempo, as expressões das culturas juvenis 
respondem aos dilemas e impasses da sociedade contem-
porânea. Tomemos como exemplo os coletivos feministas 
estudantis que defendem a equidade de gênero em dife-
rentes âmbitos sociais. Logo, essas expressões podem tan-
to tratar de problemas que afetam a comunidade escolar 
como de questões sociais amplas e complexas que tam-
bém têm repercussões no universo escolar. Destacam-se 
também, assim, as manifestações populares e de interven-
ção urbana, cooperativas e propositivas, como coletivos 
artísticos, hackers, LGBTQIA+ e negros. Esses grupos, res-
peitando as múltiplas identidades e a diversidade cultural, 
podem propor diferentes maneiras e expressões para o 
combate às discriminações e às violações de direitos, fa-
vorecendo também o convívio com a diferença.
Desse modo, a realização de atividades pedagógicas 
que contemplam diversificadas expressões, linguagens e 
grupos pode ser bastante profícua no apoio à expressão 
das culturas juvenis, tais como a organização colaborati-
va de grupos esportivos, agremiações estudantis, clubes 
de leitura, cineclubes, rádios comunitárias e rodas de es-
cuta; a criação de eventos como festivais de artes, feiras 
culturais, shows, saraus, slams e debates, em diferentes 
espaços de convívio, como a escola, a família, as comuni-
dades de bairro e as redes sociais; a realização de projetos 
interdisciplinares coletivos como revistas, jornais, fanzines 
e redes sociais temáticas; o uso de mídias digitais para a 
produção autoral de vídeos, documentários, e-zines, blogs, 
vlogs, podcasts, fanfics e gameplays. 
Essas práticas socioculturais possibilitam aos estudan-
tes a aplicação dos conhecimentos com base científica 
na resolução de problemas sociais; o domínio das lingua-
gens e tecnologias digitais; o compartilhamento de con-
cepções e posicionamentos estéticos e ético-políticos; a 
promoção de reflexões; e concomitantemente a viabili-
zação de ações de conscientização e intervenção. Com 
isso, articulam-se às competências gerais 3, 4, 5, 6, 8 e 10, 
e a diferentes competências gerais e específicas, em espe-
cial as das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e as de 
Linguagens e suas Tecnologias.
Logo, no Ensino Médio, os projetos educativos que 
promovem as culturas juvenis não somente apoiam a pro-
dução intelectual e artística dos estudantes, como tam-
bém fundam espaços democráticos de troca de ideias e 
valores ético-políticos divergentes que possibilitam a 
busca pela solução não violenta de conflitos. Essas vivên-
cias, além disso, fortalecem os laços entre os membros da 
comunidade escolar e comumente configuram as primei-
ras genuínas experiências de participação cidadã dos jo-
vens. Nesse sentido, ações de gestão democrática que 
envolvem os estudantes em tomadas de decisão que afe-
tam a comunidade escolar também podem configurar 
vivências favoráveis ao exercício do protagonismo juvenil.

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