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Educação integral: caminho



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Humanitas.doc - Volume 3
Educação integral: caminho 
para a cidadania
Na contemporaneidade a educação básica sustenta-
-se em redes de aprendizagem colaborativas. Redes que 
propõem processos educativos por meio dos quais os 
estudantes não acumulam informações meramente, mas 
se desenvolvem como sujeitos críticos e atuantes, que 
dominam um conjunto de ferramentas para agir com 
autonomia e ética. A vida num mundo globalizado, alta-
mente interconectado, exige que os estudantes desen-
volvam competências, habilidades, atitudes e valores que 
os auxiliem a enfrentar uma série de mudanças aceleradas 
nos campos do trabalho, da ciência, do comportamento, 
da produção e do consumo. Os conhecimentos e as prá-
ticas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas têm tudo 
a ver com isso, na medida em que buscam compreender 
esses processos e suas consequências de maneira crítica.
A BNCC aventa uma perspectiva pedagógica que bus-
ca ultrapassar a compartimentação disciplinar do conhe-
cimento e garantir sua contextualização, para que os jo-
vens e adultos possam articulá-lo na solução de problemas 
complexos. Ademais, visa ao envolvimento da escola e 
de seus corpos docente, discente e técnico-administrati-
vo em diferentes problemas de ordem política e social, 
uma vez que a escola está envolta por uma comunidade 
de pessoas. Assim, a escola é importante também como 
espaço de inclusão e de combate ao preconceito, à dis-
criminação e à segregação. Ela deve considerar os estu-
dantes em suas individualidades e na pluralidade, respei-
tando-os como cidadãos com direitos e preparando-os 
para atuar de modo autônomo e com responsabilidade. 
Para isso, os estudantes precisam também compreender 
nosso contexto histórico, político e cultural.
Os educadores são, dessa maneira, convocados a re-
fletir sobre o que significa construir uma educação de-
mocrática. Uma educação orientada para acolher as in-
fâncias e juventudes, seus projetos de vida, seus interesses, 
anseios e temores, assim como sua inventividade na cria-
ção de novas formas de sociabilidade. Nesse sentido, a 
BNCC estabelece o compromisso da Educação Básica 
pública com a construção de uma educação de caráter 
integral. Isso significa que o trabalho pedagógico deve 
considerar conjuntamente as dimensões cognitiva, inte-
lectual, afetiva, moral e ética dos estudantes, como indi-
víduos e cidadãos de aprendizagem. 
Trata-se de uma perspectiva abrangente, que se aplica 
aos processos pedagógicos tanto do Ensino Fundamental 
como do Ensino Médio. Além disso, ultrapassa concep-
ções educativas que privilegiam a dimensão cognitiva ou 
somente a formação para o mercado de trabalho.
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No Ensino Fundamental – Anos Finais observamos o 
desafio de lidar com estudantes em fase de transição en-
tre a infância e a adolescência. Os materiais didáticos di-
recionados àquela etapa do ensino devem, então, con-
templar os variáveis tempos não lineares de aprendizado 
e de vivência dos estudantes. 
Essa perspectiva abrangente de ensino faz-se presen-
te, do mesmo modo, no Ensino Médio, dirigido a jovens 
e adultos. Não se privilegia unicamente a dimensão inte-
lectual do estudante ou se pretende somente que a es-
cola o prepare para a escolha de uma carreira e o ingres-
so no Ensino Superior. É certo de que estes continuam a 
ser objetivos válidos, mas não são os únicos nem mesmo 
têm prioridade absoluta sobre os demais.
Assim, esta coleção didática valoriza a integração dos 
conhecimentos, buscando articular e contextualizar os 
saberes da área de conhecimento entre si e com os das 
demais áreas, com a vida cotidiana dos estudantes, sem 
prejuízo de suas especificidades. Desse modo, pretende 
ser um instrumento de apoio essencial para uma escola 
que promova a reflexão sobre o que e como ensinar, e que 
examina suas escolhas teórico-metodológicas visando ao 
aperfeiçoamento e à complexificação proveitosa dos pro-
cessos de ensino e de aprendizagem.
Podemos observar a priorização dessas intenções na 
coleção, no campo das Ciências Humanas, por exemplo, 
nas atividades propostas em que os estudantes são convi-
dados a exercitar a empatia, a valorizar a diversidade de 
identidades e culturas, a buscar o diálogo, o autoconheci-
mento, o autocuidado e a autoapreciação, compreenden-
do-se tanto no plano autobiográfico quanto como mem-
bros da comunidade humana. A seção “Sua experiência 
pessoal” é um espaço privilegiado de debate e reflexão pre-
liminar sobre vivências dos estudantes, mas não é o único. 
Ao longo do capítulo sobre juventude na contemporanei-
dade, para focar em um exemplo, a questão aflora, entre 
outras ocorrências, na seção “Saberes conectados”, que con-
vida à organização coletiva de um evento cultural em que 
os jovens são autores e protagonistas; em uma ocorrência 
da seção “Questões em foco”, que propõe uma reflexão so-
bre fatores de atração e de expulsão da juventude que vive 
no campo; em uma seção “Analisando mensagens”, que, por 
meio da análise de campanhas mundiais contra o bullying 
e o trabalho infantil, conduz a uma reflexão sobre o próprio 
ambiente juvenil em que o estudante se insere.

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