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O ATIVISMO DOS JOVENS DA AMAZÔNIA



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Humanitas.doc - Volume 3
O ATIVISMO DOS JOVENS DA AMAZÔNIA 
Enquanto a juventude dos países desenvolvidos ganha notoriedade e fortalece 
o debate da crise ambiental, principalmente, em torno das mudanças climáti-
cas e suas implicações futuras, há jovens originários das florestas que lutam 
pela sobrevivência. Isso porque as comunidades indígenas e extrativistas estão 
na linha de frente na luta contra o desmatamento e a expropriação de terras que 
inviabilizam a existência e a manutenção dessas culturas.
Muitos dos jovens amazônicos se articulam com suas comunidades no 
âmbito local primeiramente, pois o objetivo imediato é conseguir manter as 
provisões de comida, segurança, proteção e acesso às terras. Ou seja, para 
esses jovens, a luta pelo meio ambiente se faz em outra escala, em que as 
condições objetivas de existência aparecem em primeiro lugar. Sua luta é 
contra o 
etnoc’dio
e pela manutenção de seus modos de vida. 
Essas populações também se engajam contra a destruição dos ecossiste-
mas provocada pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, atividades 
mineradoras e garimpeiras, que ameaçam a floresta. Sua luta é essencial para 
a existência da floresta e exemplifica um modelo socioeconômico de relação 
sustentável com a natureza.
O S A N T E C E S S O R E S 
No entanto, a sueca não é a primeira jovem envol-
vida na causa ambiental a se destacar pelo mundo. 
Em outros momentos cruciais do debate ambiental 
internacional, outros jovens já roubaram a cena, como 
durante a Eco-92, no Rio de Janeiro. Aos 12 anos de 
idade, Severn Cullis-Suzuki viajou ao Brasil com um 
grupo de adolescentes da cidade de Vancouver, no Ca-
nadá. Eles angariaram fundos para realizar a viagem.
Na sessão de abertura da Confe-
rência Internacional, o discurso de 
Severn a fez ficar conhecida como “a 
garota que calou o mundo”. Ela cla-
mou aos líderes mundiais ali reunidos 
que detivessem a poluição das águas, 
a morte de animais, a derrubada de 
florestas, o buraco da camada de ozô-
nio, entre outros impactos graves à 
natureza. 
R
eprodução/www
.youtube.com/Canal: United Nations
Reprodução/Revista Time
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9/27/20 1:05 PM


O jovem Mitã Xipaya é um líder ativista da juventude indígena 
da região do rio Xingu. Assim como ele, há milhares de 
outros jovens originários das florestas que estão engajados 
na luta pela sobrevivência de suas comunidades e de sua 
cultura, e pela possibilidade de futuro. Na foto, Mitã em 
Vitória do Xingu (PA), em 2020.

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