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Brasil: interpretação de um fato



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Humanitas.doc - Volume 3
Brasil: interpretação de um fato
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A Usina de Belo Monte é a terceira maior hidrelétrica do mundo. Tal projeto foi visto como estratégico para 
o país, a fim de garantir o suprimento de energia elétrica no futuro. Apesar de importante, sua construção 
causou impactos ambientais e sociais em toda a microrregião de Altamira, Pará. Mais de 40 mil pessoas 
foram removidas para que as obras fossem realizadas, o que também implicou a alteração do curso das 
águas, causando alagamentos, mudando o meio ambiente e ameaçando a biodiversidade, o que afetou o 
modo de vida de populações ribeirinhas.
Leia os textos a seguir, que falam dos impactos de Belo Monte sobre os moradores da região:
T E X T O I
O aumento do nível da água com a barragem também causou o deslocamento de 22 mil pessoas 
que viviam às margens do rio Xingu e na cidade de Altamira, em áreas baixas que seriam inundadas 
pelo reservatório, para cinco reassentamentos urbanos coletivos (RUCs), construídos pelo consórcio 
responsável pela obra em áreas periféricas de Altamira, a mais de dois quilômetros do centro.
[…] As comunidades reuniam pescadores e ribeirinhos citadinos – que, além de morar em ilhas no 
Xingu, também tinham uma casa de palafita na cidade para ter acesso aos serviços de saúde, edu-
cação e comercializar a pesca.
“Essas pessoas perderam o contato com vizinhos e familiares que moravam próximas a elas nessas 
comunidades de palafitas e ‘baixões’, além da ligação com o rio, e foram reassentadas a mais de 
dois quilômetros do centro da cidade”, disse Leturcq.
ALISSON, E. Belo Monte descumpre promessa de desenvolvimento sustentável na Amazônia, dizem 
pesquisadores. Folha de S.Paulo, 4 set. 2019. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/09/
belo-monte-descumpre-promessa-de-desenvolvimento-sustentavel-na-amazonia-dizem-pesquisadores.shtml. 
Acesso em: 20 ago. 2020.
Delfim Mar
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T E X T O I I
“Uma coisa é você ser pescador, outra coisa 
agricultor”, continua Aranô. “Uma mandioca, 
um feijão, um arroz – isso aí é normal, qual-
quer um cuida. Mas passa pro cacau, pra pi-
menta, urucum… Precisa ter um técnico pra 
lhe ensinar, você era um pescador e não sabe 
cuidar daquilo. Nosso peixe, nossas ilhas, nos-
sas praias. Isso daí acabou. Mas em cima disso 
tudo, nós queremos ver como vai ser a recom-
posição dos modos de vida.”
Aranô deveria ser reassentado em agosto de 
2018. Como isso não aconteceu, em maio ele 
ocupou um terreno à margem do rio e vive em 
um barraco de lona. A biodiversidade da região 
já não é mais a mesma. Pacu, piau, surubim, fi-
dalgo – os peixes que os ribeirinhos pescavam 
migraram quando a mata ciliar, cujas frutas os 
alimentavam, foi devastada. Habitam a região 
apenas alguns tucunarés e pescadas.
DAMASIO, K. Ribeirinhos deslocados pela 
usina de Belo Monte ainda aguardam moradia. 
National Geographic, 17 set. 2019. Disponível 
em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/
fotografia/2019/09/ribeirinhos-deslocados-pela-
usina-de-belo-monte-ainda-aguardam-moradia. 
Acesso em: 20 ago. 2020.
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