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PROBLEMAS SOCIOAMBIENTAIS URBANOS



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Humanitas.doc - Volume 3
PROBLEMAS SOCIOAMBIENTAIS URBANOS
Na contemporaneidade, as cidades são cenário de 
diversos problemas socioambientais. O uso dos re-
cursos naturais e as intervenções humanas no meio 
físico sem os devidos cuidados geram impactos am-
bientais e sociais de grandes proporções, que afetam 
a qualidade de vida da população e ameaçam sua in-
tegridade e manutenção.
Considerando a realidade das cidades brasileiras, 
vários problemas podem ser destacados: imperme-
abilização do solo, escassez de cobertura vegetal
incidência de enchentes e deslizamento de terras, 
ocorrência de fenômenos como ilhas urbanas de 
calor, chuvas ácidas e inversão térmica. Por certo 
que esses problemas não agem de forma isolada, e 
sua mitigação demanda investimentos em pesquisas 
capazes de desenvolver novos produtos e processos 
produtivos mais sustentáveis.
Marcadas por ambientes construídos e concre-
tados, as cidades apresentam a maior parte de seu 
solo impermeabilizada, com a retirada da cobertura 
vegetal, o que afeta de forma considerável a capaci-
dade do terreno de absorver água da chuva. A imper-
meabilização de apenas 7% da área total de um lote 
é capaz de causar a duplicação da água superficial 
que circula por ele.
Sem vegetação e em superfícies concretadas (e, 
portanto, com menos atrito), o escoamento superfi-
cial da água ocorre com maior velocidade. Por isso, 
enchentes e deslizamentos de terra são frequentes 
em muitas cidades brasileiras. Com o objetivo de re-
duzir os índices de impermeabilização nas áreas ur-
banas, estabeleceu-se a preservação de 10% a 15% 
do solo dos lotes para a infiltração da água.
Alagamento na avenida Prudente de Morais, no bairro Cidade Jardim, região centro-sul de Belo Horizonte (MG), após chuva 
intensa em janeiro de 2020. A avenida, que corta esse bairro planejado, foi construída sobre o leito do córrego do Leitão, 
canalizado nos anos 1960. O paradigma de dominação da natureza gera consequências graves mesmo em áreas planejadas, 
quando o projeto urbano não leva em consideração esse tipo de especificidade.
As construções e as atividades desenvolvidas no 
meio urbano afetam de forma significativa sua di-
nâmica ambiental. Fenômenos como ilhas de calor, 
chuvas ácidas e inversão térmica são comuns nas 
grandes cidades. Eles não só afetam a saúde da po-
pulação como geram prejuízos para a biodiversidade 
local e perdas econômicas.
A ilha de calor é um fenômeno climático de grandes 
centros urbanos, nos quais a presença maciça de cons-
truções e a pouca arborização causam maior absorção 
de calor. Os prédios reduzem a circulação dos ventos 
e a renovação do ar, o que resulta em maior concen-
tração de poluentes. Com isso, a temperatura se eleva 
nas áreas mais densas em construções. 
Cristiane 
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Representação sem escala
e em cores fi ctícias.
Dentre as medidas que podem ser adotadas para a contenção desse processo, es-
tão ampliação de ambientes arborizados, uso de materiais que absorvam menos ca-
lor, redução da emissão de gases de efeito estufa e redução das áreas impermeáveis.
Representação sem escala
e em cores fi ctícias.
Os gases poluentes gerados pelas atividades urbanas e lançados na atmosfera 
podem reagir quimicamente com o vapor de água. Como resultado dessas rea-
ções, pode haver a formação de ácido sulfúrico (H
2
SO
4
), nítrico (HNO
3
) ou nitroso 
(HNO
2
), que acidificam as águas das chuvas. A chuva ácida tem o potencial de 
afetar a vegetação, alterar a cadeia alimentar em ambientes aquáticos, causar 
danos à saúde humana e degradar monumentos construídos com materiais que 
possuem carbonatos em sua constituição, como o mármore.
A criação de legislações ambientais específicas, como obrigatoriedade do uso 
de filtros nas chaminés das fábricas, desenvolvimento de sistema energéticos 
mais eficientes e adoção de fontes de energia renováveis, além da ampliação no 
uso de transporte público em detrimento do particular, são ações que podem 
reduzir a incidência de chuvas ácidas. 
A poluição do ar presente nas grandes cidades pode ainda ocasionar o fenô-
meno de inversão térmica, caracterizado pelo impedimento da circulação natural 
dos ventos. Quando ele ocorre, a camada de ar mais quente presente na superfí-
cie não consegue transpor a camada de ar mais frio ou vice-versa, o que impede 
a dissipação dos poluentes.
O contato com esse ar pode 
gerar problemas de saúde, 
como doenças cardiorrespira-
tórias e irritação nos olhos e 
na garganta. Esse fenômeno 
é mais recorrente durante a 
madrugada e nos períodos de 
inverno, em função da queda 
nas temperaturas. Diminuição 
no uso de combustíveis fosseis, 
redução de queimadas e ado-
ção de medidas de preservação 
ambiental são algumas medi-
das que podem diminuir a in-
cidência de inversões térmicas.
Fonte: Elaborado com base em 
PIVETTA, M. Ilhas de calor na 
Amazônia. Revista Pesquisa 
FAPESP. Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/
ilha-de-calor-na-amazonia/. 
Acesso em: 18 ago. 2020.
Fonte: Elaborado com base em O que é, o que é? Inversão térmica. Revista 
Pesquisa Fapesp. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/en/2012/08/07/
what-is-it-7/. Acesso em: 18 ago. 2020.
Adilson S
ecco/Arqui
v
o da 
editora
Luiz F
ernando R
ubio/Arqui
v
o da editora

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