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Humanitas.doc - Volume 3
QUESTÕES EM
FOCO
Cidades, vacinas e saúde global
A descoberta da vacina foi um marco na história, possibilitando a erradicação de várias doenças. Nos 
ambientes urbanos, a alta concentração de pessoas possibilita a rápida difusão de doenças contagiosas, 
podendo ocasionar elevado número de mortes. Assim, as campanhas de vacinação são de fundamental im-
portância, não só para proteger o indivíduo, mas também a própria sociedade. Em 1998 foi publicado no Reino 
Unido um estudo que associava a vacinação ao aumento de casos de autismo, o que impulsionou o avanço do 
movimento antivacina. Leia os textos a seguir.
T E X T O I
No século XVIII, Edward Jenner descobriu a vacina antivariólica, a primeira de que se tem registro. 
Ele fez uma experiência comprovando que, ao inocular uma secreção de alguém com a doença 
em outra pessoa saudável, esta desenvolvia sintomas muito mais brandos e tornava-se imune à 
patologia em si, ou seja, ficava protegida. Jenner desenvolveu a vacina a partir de outra doença, a 
cowpox (tipo de varíola que acometia as vacas), pois percebeu que as pessoas que ordenhavam as 
vacas adquiriam imunidade à varíola humana. Consequentemente, a palavra vacina, que em latim 
significa “de vaca”, por analogia, passou a designar todo o inóculo que tem capacidade de produzir 
anticorpos. 
COMO surgiram as vacinas? 
Fiocruz, 24 mar. 2010. Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/
perguntas-frequentes/69-perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-vacinas/213-como-surgiram-as-vacinas. 
Acesso em: 30 jul. 2020.
T E X T O I I
Em meados de 1904, chegava a 1 800 o número de internações devido à varíola no Hospital São 
Sebastião. Mesmo assim, as camadas populares rejeitavam a vacina, que consistia no líquido de 
pústulas de vacas doentes. Afinal, era esquisita a ideia de ser inoculado com esse líquido. E ainda 
corria o boato de que quem se vacinava ficava com feições bovinas. 
No Brasil, o uso de vacina contra a varíola foi declarado obrigatório para crianças em 1837 e para 
adultos em 1846. Mas essa resolução não era cumprida, até porque a produção da vacina em escala 
industrial no Rio só começou em 1884. Então, em junho de 1904, Oswaldo Cruz motivou o governo 
a enviar ao Congresso um projeto para reinstaurar a obrigatoriedade da vacinação em todo o terri-
tório nacional. Apenas os indivíduos que comprovassem ser vacinados conseguiriam contratos de 
trabalho, matrículas em escolas, certidões de casamento, autorização para viagens etc.
[…] Isso serviu de catalizador para um episódio conhecido como Revolta da Vacina. O povo, já tão 
oprimido, não aceitava ver sua casa invadida e ter que tomar uma injeção contra a vontade: ele foi 
às ruas da capital da República protestar.
[…] Após um saldo total de 945 prisões, 461 deportados, 110 feridos e 30 mortos em menos de duas 
semanas de conflitos, Rodrigues Alves se viu obrigado a desistir da vacinação obrigatória. “[…] A 
ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque interrompeu um movimento ascendente de 
adesão à vacina”, explica Benchimol. Mais tarde, em 1908, quando o Rio foi atingido pela mais vio-
lenta epidemia de varíola de sua história, o povo correu para ser vacinado, em um episódio avesso 
à Revolta da Vacina.
A REVOLTA da Vacina. 
Fiocruz, 25 abr. 2005. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/revolta-da-vacina-2. 
Acesso em: 30 jul. 2020.

 
Faça uma pesquisa e aponte os motivos para que o movimento antivacina seja considerado pela OMS uma 
das dez maiores ameaças à saúde global.
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