Plano de Aula Tema: Chapeuzinho Amarelo e o Medo Objetivo



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Plano de Aula

Tema: Chapeuzinho Amarelo e o Medo

Objetivo: Conhecer a história do Chapeuzinho Amarelo e conversar sobre alguns medos.

Conteúdo e Metodologia

Sondagem com os alunos sobre os medos que os mesmos tem.

Fazer uma lista sobre os medos diagnosticados na sondagem

Contar a história de Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque

Conversar sobre a história

Pedir para as crianças citar estratégias para vencer o medo (Trabalho Coletivo)

Atividade Prática: Escrever ou desenhar os medos por exemplo: A criança tem medo de rio, ela pode desenhar um rio, sua família e todos se divertindo pode também escrever neste desenho o nome de pessoas que elas desejam que estejam com ela no rio. Assim ela pode pensar vencer o medo mas quando estiver com as pessoas que gostam nada pode acontecer e aos poucos ela vai gostando do rio que vai acabar superando.

Atividade de Letramento: O professor pode elaborar palavras com os personagens da história para as crianças completarem e ao ler a história pode ir anotando no quadro algumas palavras chaves do texto. Pode fazer um ditado ou até mesmo reescrever a história lida.



Recursos: História Chapeuzinho Amarelo, Papel, lápis, hidrocor, lápis de cor, quadro. Piloto.

Avaliação: Através da história escrita pelos alunos o professor avaliara a escrita das palavras e pode ajuda ló a escrever corretamente no caso de algum erro.

Anexos

Chapeuzinho Amarelo

Autor: Chico Buarque de Holanda

Ilustrador: Ziraldo

Assunto: Literatura Infantil



Era a Chapeuzinho Amarelo
Amarelada de medo
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.

Já não ria


Em festa, não aparecia
Não subia escada, nem descia
Não estava resfriada, mas tossia
Ouvia conto de fada, e estremecia
Não brincava mais de nada, nem de amarelinha

Tinha medo de trovão


Minhoca, pra ela, era cobra
E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra

Não ia pra fora pra não se sujar


Não tomava sopa pra não ensopar
Não tomava banho pra não descolar
Não falava nada pra não engasgar
Não ficava em pé com medo de cair
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo
Era a Chapeuzinho Amarelo…

E de todos os medos que tinha


O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
Um LOBO que nunca se via,
que morava lá pra longe,
do outro lado da montanha,
num buraco da Alemanha,
cheio de teia de aranha,
numa terra tão estranha,
que vai ver que o tal do LOBO
nem existia.

Mesmo assim a Chapeuzinho


tinha cada vez mais medo do medo do medo
do medo de um dia encontrar um LOBO
Um LOBO que não existia.

E Chapeuzinho amarelo,


de tanto pensar no LOBO,
de tanto sonhar com o LOBO,
de tanto esperar o LOBO,
um dia topou com ele
que era assim:
carão de LOBO,
olhão de LOBO,
jeitão de LOBO,
e principalmente um bocão
tão grande que era capaz de comer duas avós,
um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…
e um chapéu de sobremesa.

Mas o engraçado é que,


assim que encontrou o LOBO,
a Chapeuzinho Amarelo
foi perdendo aquele medo:
o medo do medo do medo do medo que tinha do LOBO.
Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.
Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.

O lobo ficou chateado de ver aquela menina


olhando pra cara dele,
só que sem o medo dele.
Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,
porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.
É feito um lobo sem pelo.
Um lobo pelado.

O lobo ficou chateado.


Ele gritou: sou um LOBO!
Mas a Chapeuzinho, nada.
E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!
E a Chapeuzinho deu risada.
E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!

Chapeuzinho, já meio enjoada,


com vontade de brincar de outra coisa.
Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBO
umas vinte e cinco vezes,
que era pro medo ir voltando e a menininha saber
com quem não estava falando:

LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO

Aí, Chapeuzinho encheu e disse:
“Pára assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!”
E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.
Era um BO-LO.
Um bolo de lobo fofo, tremendo que nem pudim, com medo de Chapeuzim.
Com medo de ser comido, com vela e tudo, inteirim.

Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo,


porque sempre preferiu de chocolate.
Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato.
Não tem mais medo de chuva, nem foge de carrapato.
Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato,
Trepa em árvore, rouba fruta, depois joga amarelinha,
com o primo da vizinha, com a filha do jornaleiro,
com a sobrinha da madrinha
e o neto do sapateiro.

Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.


E transforma em companheiro cada medo que ela tinha:

O raio virou orrái;


barata é tabará;
a bruxa virou xabru;
e o diabo é bodiá.



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