Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
Machu Picchu
é a única cidade inca que não foi destruída pelos espanhóis. Situada no topo de uma íngreme montanha, a cidade é um 
exemplo do planejamento urbano e arquitetura incas. Edificações de pedra se distribuem em terraços em torno de uma praça central. 
Na encosta da montanha, plataformas mais estreitas serviam à agricultura. 
Herber
t Eisengruber/Shut
ter
stoc
k/Glow Images
O centro do poder era a cidade de 
Cuzco
, nas montanhas, de onde partiam mais de 30 mil 
quilômetros de caminhos ligando as quatro regiões do império, habitadas por quase 200 dife-
rentes etnias. 
TEMAS INTERDISCIPLINARES
ARTE E HISTÓRIA
.. 
O quipo
Os povos andinos inventaram uma forma de notação numéri-
ca que utilizava cordões de algodão de cores e comprimentos 
diferentes, formando um conjunto chamado quipo. O quipo é 
formado por um cordão principal ao qual se amarram outros 
cordões, aos quais outros ainda podem ser atados. Os regis-
tros de contagem eram feitos por meio de nós.
Não se sabe ao certo se os quipos permitiam também regis-
trar pensamentos e conceitos, embora haja testemunhos de 
que os incas os usavam como auxílio para as narrativas his-
tóricas de suas linhagens. Os primeiros missionários cristãos 
queimavam esses objetos por estarem associados a relatos 
de culto a ídolos.
O fato é que com isso a civilização andina perdeu uma forma 
de registrar sua história. Contam que Atahualpa, o último im-
perador inca, era fascinado pela capacidade de ler e escrever 
dos espanhóis e se perguntava se essa habilidade era nata 
ou adquirida.
Quipo, 1430-1572, lã, algodão e pigmentos. 
O cultivo do algodão e a prática da tecelagem são tão intrinsecamente ligados ao desenvolvimento da 
civilização andina que até mesmo seu instrumento de notação era feito desse material.
The Granger Collection/Other Images
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Os povos amazônicos
No atual estado do Pará, os arqueólogos en-
contraram vestígios de grupos humanos que por 
volta de 6000 a.C. já produziam cerâmica, em-
bora tivessem um modo de vida apenas parcial-
mente sedentário. Não se sabe se esses habitan-
tes praticavam algum tipo de agricultura, mas 
a planta mais importante para sua alimentação 
era a mandioca. 
Uma vez iniciado o cultivo da mandioca, es-
tabeleceu-se um modo de vida que, de maneira 
geral, é praticado até hoje pelos grupos indíge-
nas da região.
Há cerca de 2000 anos, ocorreu na Amazônia 
um crescimento populacional que levou à forma-
ção de sociedades mais 
complexas. Dentre estas, 
a mais conhecida é a ta-
pajônica, que abrangia vá-
rios grupos que podem ter 
construído um centro ce-
rimonial na confluência 
dos rios Tapajós e Ama-
zonas. Os primeiros eu-
ropeus que percorreram a 
região deixaram relatos 
de haver avistado uma 
cidade nesse local, de 
modo que Santarém 
pode estar assentada 
sobre um importante 
sítio arqueológico.
A cerâmica tapajônica, conhecida também 
como cerâmica Santarém, tem decoração elabo-
rada, com ornamentos em relevo e pinturas que 
representam figuras humanas ou animais. Além da 
cerâmica, foram encontradas na região pequenas 
esculturas zoomórficas chamadas muiraquitãs.
A cultura marajoara floresceu entre os sécu-
los V e XIV nos campos naturais do leste da ilha 
de Marajó. Essa civilização construiu aterros ar-
tificiais, de vários metros de altura e centenas de 
metros de comprimento. Esses aterros serviam 
como locais de habitação, já que essa parte da 
ilha é inundada anualmente, mas também eram 
usados para sepultamentos. Nesses aterros fo-
ram coletados diferentes tipos de cerâmi-
ca bastante elaborada. 
As cerâmicas marajoaras eram orna-
mentadas com relevo ou técnicas de incisão 
e representavam figuras antropomórficas, 
zoomórficas e padrões geométricos. Alguns 
objetos cerâmicos, como urnas e tangas 
funerárias, apitos e chocalhos, eram usa-
dos em rituais. 
Ritos, pintura e cestaria
Mais de trezentos povos indígenas vivem hoje no Brasil. As cul-
turas desses diferentes grupos, que falam cerca de 180 línguas e 
dialetos, são muito diversas e variadas. Cada 
grupo tem seus próprios mitos, costumes e 
rituais de interação com suas divindades, 

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