Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação


Festa do orixá Xangô em Ifanhin,  Benin, c. 1950. 2



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Arte - Volume único
1
Festa do orixá Xangô em Ifanhin, 
Benin, c. 1950.
2
Festa no candomblé do Cosme, com 
orixá Oxum manifestado. Salvador, 
Bahia (décadas de 1940-1950).
Duas fotografias de Pierre Verger 
(1902-1996), fotógrafo e antropó-
logo francês que veio para o Brasil 
em 1946 e passou a viver em Sal-
vador, Bahia, seduzido pela riqueza 
da cultura afro-brasileira. Verger 
documentou os rituais feitos para 
os orixás em países da África, em 
Cuba e no Brasil, revelando as di-
ferenças e semelhanças dessas 
práticas em cada lugar. Os resul-
tados de suas investigações foram 
publicados em artigos e livros que 
tratam do trânsito da cultura negra 
no Atlântico.
Fotos: Pierre Verger ©Fundação Pierre Verger, Salvador, BA.
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A rota comercial do deserto
A rota através do deserto do Saara, ligando a costa oeste da África ao 
Mediterrâneo, tão antiga quanto o próprio deserto, era conhecida dos povos 
berberes e dos tuaregues que viviam nessas terras áridas e nos oásis. As mer-
cadorias tradicionalmente transportadas pelo deserto eram o sal retirado nas 
minas do norte e o ouro das nascentes dos rios Níger e Senegal.
Esse comércio fez surgir importantes centros urbanos no delta interior do 
Níger, onde uma rede de rios e canais fertiliza a região próxima do deserto. 
Ali, cidades como Jené, no século VIII, e mais tarde Tombuctu, cresceram e se 
tornaram pontos de encontro entre mercadores do oeste da África e caravanas 
vindas do Mediterrâneo. 
Um povo de língua mande dominou a região e fundou o reino de Mali. Koi 
Konboro, o 26
o
rei dessa dinastia, converteu-se ao islamismo no século XIII 
e construiu, em Jené, uma mesquita no local antes ocupado por seu palácio. 
Tombuctu se tornou também um importante centro de ensino islâmico.
A arquitetura de terra, que utiliza a técnica do adobe, aparece com fre-
quência nas culturas tradicionais africanas. Essa técnica facilita a construção 
de espaços com formas arredondadas. Esse método construtivo é hoje consi-
derado menos agressivo ao meio ambiente e vem sendo estudado e adotado 
como alternativa para criar espaços mais humanizados.
Attila Jandi/Shutterstock/Glow Images
Grande mesquita de 
Jené
, Mali, fundada no século XII.
A mesquita de Jené foi refeita em 1907, mantendo porém as características originais. Além dos 
adobes (tijolos de argila com palha, não cozidos) foram usados os tradicionais torons, vigas de 
madeira que se projetam para fora das paredes. Cada uma das três torres é coroada por um ovo de 
avestruz, que representa pureza e fertilidade.
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TEMAS INTERDISCIPLINARES
ARTE E RELIGIÃO
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