Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
PARA AQUECER
Siga as instruções do professor para construir um personagem farsesco.
PARA VALER
Em duplas, vocês vão combinar o ponto de partida para uma cena improvisada com seus personagens farsescos. Lembre que 
o personagem é uma coisa viva, não uma construção estática. Trabalhar com a linguagem farsesca é muito cansativo; se você 
não estiver cansado no final do exercício é porque não participou plenamente.
Para completar o trabalho, você vai improvisar uma pequena cena com o seu personagem. Siga as instruções do professor. 
Ação
 comédias
Pesquisa
 teatro barroco
Na sua opinião o que torna uma 
cena engraçada
?
um elemento importante do período barroco é a representação do cotidiano popular, bem distante dos luxuosos salões da 
nobreza. os artistas, incentivados pela burguesia nascente, elegem como inspiração o dia a dia das pessoas comuns. Isso 
fica muito claro no teatro da Commedia dell’Arte, gênero que satirizava pessoas e situações da época, encenando um teatro de 
improviso com personagens cômicas grotescas.
TEoRiA – Commedia dell’Arte 
Para saber mais sobre a Commedia dell’Arte
, leia um artigo da atriz, diretora e pesquisadora Tiche Vianna. Disponível 
em: . Acesso em: maio 2013.
Para ver os personagens da Commedia dell’Arte em ação, digite num 
site de busca as palavras commedia dellarte
vídeos. Depois de ler o texto e assistir aos vídeos, converse com o professor e os colegas sobre as seguintes questões: 
como representar nosso cotidiano? Que situações representam com maior precisão o que é o nosso tempo? Se você 
tivesse que inventar um conjunto de personagens para representar os dias atuais, que personagens seriam esses?
PRáTiCA – corpo e voz 
Vamos explorar agora maneiras de construir em cena as personagens que imaginamos na pesquisa teórica. Vamos 
fazer um jogo de construção corporal e vocal, para explorar o corpo e a voz, visitando lugares inusitados, que você não 
costuma explorar. Não fique envergonhado, exagere em tudo. A ideia aqui é provocar boas risadas. 
Seguindo as instruções do professor, faça o jogo imitar o andar. 
PARA ENCERRAR
Converse com a turma sobre quais são as dificuldades de fazer cenas cômicas. 
Il Capitano, ilustração francesa do século XIX.
O terceiro personagem da Commedia dell’Arte a envolver-se 
nas tramoias dos Zanni era este militar vaidoso e fanfarrão. 
Falador, altivo, narrava seu passado heroico na guerra, mas 
tornava-se um covarde quando as coisas se complicavam. 
| CApítulo 20 | Arte e soCiedAde |
275
Alô, alô, chanchadas!
Grande Otelo e Oscarito em 
Matar ou correr, filme de 1954.
87 minutos, preto e branco. Direção de Carlos Manga.
Kid Bolha (Oscarito) e Cisco Kada (Grande Otelo) são aqui 
pistoleiros que sem querer nocauteiam o vilão da história. O 
filme é uma paródia do 
western americano Matar ou morrer, 
de 1952. 
Carmen Miranda e sua irmã Aurora 
Miranda no filme 
Alô, alô, Carnaval, de 
1936. Branco e preto, 75 min. Direção de 
Adhemar Gonzaga.
Alô, alô, Brasil e Alô, alô, carnaval mar-
caram a presença do rádio no cinema, 
pois contavam com a participação dos 
principais astros e estrelas radiofôni-
cos da época. A expressão “alô, alô” era 
uma forma de saudação usada pelos 
radialistas. 
Chanchada é o nome de um gênero do cinema brasileiro surgido 
na década de 1930: uma mescla de números musicais carnavalescos 
com histórias bem-humoradas vividas por personagens populares 
como o galã, o malandro, a mocinha e o vilão. As chanchadas surgem 
no momento em que o cinema hollywoodiano conquistava cada vez 
mais espaço no cenário mundial, em razão da chegada do cinema so-
noro. A presença maciça de filmes estrangeiros nas salas brasileiras 
incomodava a classe cinematográfica nacional, que defendia a in-
dustrialização do cinema no modelo de produção norte-americano. 
A primeira empresa cinematográfica a investir na construção de 
um estúdio moderno e bem equipado foi a Cinédia. O primeiro su-
cesso veio com A voz do Carnaval (1933), de Humberto Mauro. O fil-
me intercalava sequências filmadas nas ruas cariocas com cenas em 
estúdio. Com o bom resultado, a Cinédia seguiu produzindo filmes 
carnavalescos e obteve as duas maiores bilheterias da década, com 
Alô, alô, Brasil (1935), dirigido por Wallace Downey, Alberto Ribeiro 
e João de Barro, e Alô, alô, carnaval (1936), de Adhemar Gonzaga.
No início da década de 1940, com a criação da Atlântida Cine-
matográfica, o cinema nacional ganhou novo fôlego. Inspirada no 
sistema dos grandes estúdios de Hollywood, a Atlântida tinha a 
chanchada como “carro-chefe” da empresa. Embora os elementos 
carnavalescos continuassem presentes, a música deixava de ser a 
atração principal. Tramas de suspense foram misturadas a sátiras de 
acontecimentos políticos da época e paródias da cultura norte-ame-
ricana. Surgiram os ídolos cinematográficos, não mais vinculados ao 
mundo da música. 
A dupla mais famosa da época era formada por Grande Otelo 
(1915-1993) e Oscarito (1906-1970), geralmente interpretando tipos 
populares, que com humor e carisma conseguiam gerar identifica-
ção imediata com a plateia.
As chanchadas constituíram no Brasil o maior fenômeno de bi-
lheteria de todos os tempos. Após um período de apogeu, o gênero 
foi se desgastando pela repetição das mesmas fórmulas. Vários ele-
mentos das chanchadas, já presentes no imaginário popular, foram 
incorporados à televisão por figuras como 
José Abelardo Barbosa de Medeiros (1917- 
-1988), o Chacrinha, Dercy Gonçalves (1905-
-2008) e Chico Anysio (1931-2012). Até hoje 
se pode notar a forte influência das comé-
dias cinematográficas cariocas em progra-
mas de humor da televisão.
R
eprodução/Edg
ard Brasil/Cinédia
Reprodução/Amleto Daissé/Atlântida Cinematográfica
| CApítulo 8 | poVoS Do NíGER |
105
endo sobre a cultura ioruba
1
As religiões trazidas antigamente por diversas nações da 
costa da África inegavelmente aqui se conservaram. Se 
aquelas do Congo e de Angola mostraram maior persistên-
cia nos ritos realizados no Rio de Janeiro, as de Daomé e 
da parte sudoeste da atual Nigéria mantiveram-se princi-
palmente nos candomblés da Bahia e, em menor grau, nos 
xangôs de Recife.
Todas estas religiões envolvem a adoção de deuses ances-
trais. [...] Sacrifícios de animais e oferendas de alimentos 
são feitos aos deuses durante as cerimônias privadas. Os 
deuses são, a seguir, invocados e chamados a voltar à terra 
por meio de canções, durante danças simbólicas executa-
das pelas filhas e filhos de santo, ao som dos atabaques 
e de um sino chamado agogô. A presença dos deuses se 
manifesta pelo transe das filhas e filhos de santo. Em cada 
filha e filho de santo manifesta-se somente o orixá ao qual 
estes são consagrados quando da sua iniciação. Os princi-
pais orixás assim invocados são Ogum, deus do ferro, dos 
ferreiros e de todos os que usam este metal; Oxóssi, deus 
da caça; Omolu e Obaluayê, deuses da varíola e das molés-
tias contagiosas; Xangô, deus do trovão; Oyá, divindade 
das tempestades e do rio Níger; Oxum, divindade das águas 
doces; Yemanjá, das águas salgadas; Nanan Buruku, a mais 
velha das divindades das águas e mãe de Omulu; Oxumarê, 
o arco-íris; Oxaguian e Oxalufan, duas manifestações de 
Oxalá, a divindade da criação dos seres humanos.
Cada orixá tem cores que lhe são consagradas e vem dan-
çar em público vestido de belas roupas e portando objetos 
simbólicos.
As cerimônias públicas são celebradas com muito brilho em 
mais de mil terreiros da Bahia e atraem sempre numerosa 
assistência de devotos sinceros, ou simples curiosos. Têm 
lugar em grandes barracões decorados com grinaldas de 
papel recortado nas cores dos orixás que se festejam nesse 
dia, e duram várias horas, durante as quais canções nagôs 
são cantadas, mantendo-se assim com grande vitalidade o 
patrimônio espiritual legado por seus ancestrais.
VERGER, Pierre, Negras Memórias, Memórias de Negro – O imaginário 
Luso-Afro-Brasileiro e a Herança da Escravidão, Catálogo de exposição 
realizada no Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2003.

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