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Arte - Volume único
Propileu
Templo de 
Atena Nike
Partenon
Erectéion
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A religião grega era cívica, isto é, os templos 
tinham finalidade religiosa e política. Eram cons-
truídos para celebrar o orgulho da cidade e para 
abrigar e honrar as esculturas de suas divindades 
protetoras. Os santuários consistiam em um vo-
lume simétrico erguido sobre colunas de mármo-
re, com um frontão triangular sobre o pórtico de 
entrada. Havia um altar externo para sacrifícios 
rituais, situado na frente do templo. 
As comunidades despendiam grandes somas 
para encomendar imagens dos deuses aos melhores 
escultores da época. É o caso da estátua de Atena, 
com 12 metros de altura, feita de marfim e ouro para 
o Partenon, pelo escultor Fídias.
Essas obras, assim como a maior parte das 
esculturas gregas, não se conservaram. Ao lon-
go da Idade Média (Capítulo 11), as estátuas 
de ouro e marfim desapareceram. Os bronzes 
foram derretidos para a confecção de armas e 
utensílios e os mármores foram usados como 
pedras tumulares.
Métopa do Partenon, 447 a.C.-432 a.C., mármore, altura 134 cm. Museu Britânico, Londres. 
Métopas são placas de mármore com altos-relevos de cenas mitológicas, ins-
taladas nas paredes externas dos templos. Esta peça do Partenon mostra uma 
cena da Centauromaquia, a guerra mitológica contra os centauros, figuras meio 
homem, meio cavalo, que representavam para os gregos o que não era civilizado
o ilícito. Esta imagem pode se referir à lenda de uma batalha que teria ocorrido 
nas comemorações do casamento de um rei lápita. Os centauros, incapazes de 
controlar a embriaguez, passaram a molestar as mulheres e os jovens. A vitória 
dos gregos sobre os centauros pode ser vista como um símbolo do triunfo da 
ordem sobre o caos.
O Partenon. 447a.C.- 438 a.C. Foto de 2006.
O Partenon, o maior templo antigo da península grega, tem, através dos tempos, evocado a ideia de perfeição. As formas destas ruínas 
de mármore tornaram-se um ícone da democracia. Por meio da excelência do material, da qualidade do trabalho e da racionalidade de 
sua estrutura simples e elegante, o templo expressa a sabedoria da deusa Atena. Para os gregos antigos, o Partenon simbolizava força, 
prosperidade e a vitória sobre os invasores. 
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Fergus McNeill/Alamy/Glow Images
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A cor tinha forte presença no mundo da Grécia clássica. 
Tons vivos de vermelho e azul contrastavam com o mármore 
branco dos templos. As estátuas dos deuses eram vestidas 
com tecidos estampados. Os edifícios públicos tinham 
grandes murais e a vida cotidiana era enriquecida com 
imagens pintadas em madeira, argila e pedra dispostas por 
toda parte. No entanto, essas peças frágeis se perderam e 
hoje conhecemos apenas os vasos decorados, encontrados 
em grande quantidade em toda a região.
Aos poucos, os padrões geométricos da decoração dos 
vasos foram substituídos por cenas da vida cotidiana ou 
passagens de textos literários do período arcaico.
Exekias. O suicídio de Ajax. Cerâmica, 530 a.C. 
Chateau-Musée, Boulogne-sur-Mer, França.
Em meados do século VI a.C. os trabalhos 
mais refinados de cerâmica eram feitos por 
Exekias, que assinou muitos vasos como 
ceramista e pintor. Nesta ânfora, ele repre-
sentou o suicídio de Ajax, um epi-
sódio da guerra de Troia. Ajax era o melhor guerreiro depois de Aquiles. 
Com a morte de Aquiles, entretanto, os gregos entregaram suas armas 
a Ulisses. Humilhado, Ajax se matou. Exekias o representou preparan-
do-se para a morte, no momento em que, deixando de lado o capacete e 
as armas, fixa no chão a espada contra a qual se atirará. 
Discóbolo, de Míron. Cópia romana do original grego de 450 a.C. Museu Nacional, Roma.
Os vencedores das competições esportivas eram celebrados pelos poetas e suas 
imagens eram eternizadas em extraordinárias esculturas, como este discóbolo (ati-
rador de discos), originalmente feito em bronze pelo escultor Míron durante o pe-
ríodo clássico.
O corpo e a beleza
Em pouco mais de cem anos, os escultores gregos superaram o 
modelo estático egípcio. A escultura grega passou a ser uma repre-
sentação bem mais próxima da “verdade”.
Na Grécia do século V a.C., “beleza” era sinônimo de “bem”. 
Para o filósofo Platão, a beleza deveria exprimir a perfeição e a 
verdade. Para Aristóteles, a beleza residia no equilíbrio e na or-
dem. Para expressá-la, os escultores esmeravam-se em represen-
tações da figura humana em bronze e em mármore, particularmen-
te com modelos masculinos.
Reprodução/Museu Castelo de Boulogne-sur-Mer, França.
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Museu Nacional, R
oma, Itália.
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| CApÍtulo 6 | GRÉCIA |
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Hermes adolescente, bronze. Cerca de 340 a.C.-330 a.C. Museu 
Nacional de Arqueologia, Atenas.
Observando a harmonia entre as partes do corpo humano 
e dando grande atenção aos detalhes da relação entre os 
músculos, a pele e os ossos, os artistas gregos deram 
vida a suas esculturas.
A nudez era considerada natural. Nos 
jogos, os jovens atletas competiam nus e as 
mulheres costumavam cobrir o corpo com 
tecidos tão finos que às vezes eram transpa-
rentes. Os rapazes cultivavam o corpo, manten-
do-se fortes e em boa condição física, de modo 
a se tornarem eficientes soldados e notáveis atletas. 
Praticar esportes era uma forma de honrar os deuses e de 
manter-se preparado para guerra. O ritual dos jogos desenvolvia 
nos jovens o espírito heroico.
Assim como os arquitetos definiram uma série de padrões para 
o projeto de um templo, os escultores gregos do perío do clássico 
pensaram num ideal de beleza humana. Estudando o corpo huma-
no, combinaram os atributos que consideravam os mais desejáveis 
em um modelo de perfeição física. O escultor grego Policleto de-
senvolveu um conjunto de regras para construir uma figura humana 
ideal e as registrou num tratado intitulado Cânone (que em grego 
significa ‘medida’ ou ‘regra’). Para demonstrar sua teoria, criou uma 
escultura representando Aquiles em escala maior que a humana. 
Nem o tratado nem a peça original sobreviveram, mas Policleto pa-
rece ter sugerido aos artistas que respeitassem quatro parâmetros 
para uma bela escultura da figura humana: medidas proporcionais, 
ritmo na postura e na composição, exatidão e verdade.
A Grécia helênica
No século IV a.C., o rei Filipe II transformou a região da Mace-
dônia, uma província ao norte da Grécia, no mais poderoso Estado 
grego. Esse rei contratou o filósofo ateniense Aristóteles para ser 
professor de seu filho Alexandre (353 a.C.-323 a.C.). 
Com o assassinato de seu pai, Alexandre, então com menos de 
20 anos, assumiu o poder sobre toda a Grécia. Usando seu talento 
militar, invadiu a Pérsia, conquistou a Ásia Menor, o Egito, a Bác-
tria (que corresponde aproximadamente ao atual Afeganistão) e 
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