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Retrato do imperador Qin Shi Huang



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Arte - Volume único
Retrato do imperador Qin Shi Huang
em ilustração do século XVIII.
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Formação da civilização chinesa
Vestígios dos povoados neolíticos mais antigos da China foram 
encontrados em sítios arqueológicos próximos à cidade de Xi’an, no 
vale do rio Amarelo, onde ruínas foram datadas de 4000 a.C.
Mais de dez povos diferentes viveram inicialmente na região 
que hoje constitui a China. Uma dessas culturas foi a Liangzhu 
(3300 a.C.-2250 a.C.), que floresceu no leste, perto da foz do rio 
Yang-tsé. A cultura Liangzhu produzia cerâmica, mas os objetos 
mais instigantes encontrados nos sepultamentos dessa civiliza-
ção eram feitos de jade. Essa pedra foi utilizada desde o Neolíti-
co em várias regiões da China em objetos cerimoniais que podem 
ter tido função protetora. Esculturas de jade representando tar-
tarugas, pássaros e insetos foram também encontradas próximo a 
cidades e sepultamentos de outras culturas que floresceram na China. 
Peças, chamadas 
bi (disco) e cong (tubo), feitas de jade e de outras pedras rígidas. 
Liangzhu, c. 3300 a.C.-2500 a.C. 
O jade, encontrado em tons de marrom, verde e, mais raramente, na cor 
branca, é uma pedra de alta dureza. Isso permite deduzir que o povo
Liangzhu utilizava areia para polir essas peças com tamanha precisão. Até 
hoje não se conhece exatamente o significado desses objetos encontrados 
em sepultamentos, mas sabemos que para os chineses antigos o círculo 
representava o céu e o quadrado, a terra.
Vaso de bronze jia, dinastia Shang, séculos 15 a.C.-14 a.C. Altura: 23 cm. Coleção Peter e Irene Ludwig.
Ao longo dos anos, os chineses desenvolveram diferentes tipos dessas peças, como o vaso 
jia, com três pés e um par de protuberâncias que emergem das bordas como cogumelos. 
Os vasos eram decorados com motivos geométricos e zoomórficos altamente comple-
xos, que podiam formar faces de criaturas míticas em relevo.
Os vasos de bronze e 
a dinastia Shang
Os Shang, que a partir de 1500 a.C. dominaram um grande ter-
ritório, viviam a leste do vale do rio Amarelo, onde os arqueólogos 
encontraram cidades muradas, palácios e tumbas reais.
Em 2000 a.C., vários povos na China já fabricavam artefatos de 
bronze. Os Shang, entretanto, aproveitando os recursos minerais 
da região, produziram armas e objetos de bronze numa escala sem 
paralelo em nenhum lugar do mundo nessa época. 
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| CApÍtulo 5 | CHINA |
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Conjunto de 65 sinos da tumba do marquês Yi, de 
Zeng, na atual província de Hubei. Dinastia Zhou, 
433 a.C. Museu da Província de Hubei, Wuhan. 
Foto de 2003.
O achado arqueológico mais interessante 
dessa época é este conjunto de 65 sinos de 
bronze encontrado na tumba de um nobre 
do pequeno Estado de Zeng, falecido em 
433 a.C. Cada sino foi fabricado de modo 
a emitir dois tons diferentes. Na mesma 
tumba havia cítaras, flautas e tambores, 
sugerindo que a música tinha papel impor-
tante nos rituais da dinastia Zhou.
Em vez de martelar o metal para transformá-
-lo em folhas finas, como era prática em outras 
sociedades da época, fundiam o bronze usando 
moldes de argila, técnica chamada cera perdi-
da (Capítulo 8). Dentre os objetos de bronze, 
os mais valiosos eram os vasos, usados princi-
palmente para oferecer alimentos e vinho em 
rituais de veneração aos ancestrais. Muitos des-
ses vasos apresentam inscrições e símbolos que 
expressam o desejo de prosperidade para futuras 
gerações.
Com o decorrer do tempo, os vasos passaram 
a simbolizar os ancestrais, a riqueza e as conquis-
tas. Ao derrotar seus inimigos, os chineses guar-
davam os vasos encontrados, acreditando que 
esses objetos, tal como talismãs, trariam bom 
agouro. Assim, os vasos cerimoniais passaram a 
ser colecionados já na Antiguidade. A tradição de 
colecionar objetos de valor estético e cerimonial, 
presente desde os primórdios da cultura chinesa, 
está relacionada com a crença de manter conexão 
com o passado e com os ancestrais. O grande va-
lor atribuído aos vasos antigos fez esses objetos 
serem alvo de falsificação desde tempos remotos, 
o que dificulta sua datação pelos arqueólogos.
Nas tumbas reais da dinastia Shang, foram en-
contrados objetos de jade e marfim, ornamentos 
de ouro e prata e vasos de bronze. Uma única 
rainha dessa dinastia, por exemplo, foi enterrada 
com 195 desses vasos.
Entre os rituais da cultura Shang, está o da co-
municação dos sacerdotes com os ancestrais e 
com o mundo sobrenatural através de um oráculo 
de ossos. As primeiras formas da escrita chinesa 
foram encontradas em ossos do final do segundo 
milênio antes de nossa era.
A Filosofia e a dinastia Zhou
Por volta de 1050 a.C., os Shang foram conquistados pelos Zhou. 
Esse povo guerreiro fundou a dinastia Zhou, a mais longa da história 
da China, que estabeleceu uma sociedade feudal com uma classe de 
nobres e um rei que governava sobre vários pequenos Estados. 
No final dessa dinastia, os chineses viveram tempos conturbados, de 
guerras e conflitos constantes 
entre os Estados. Nesse cená-
rio de grande agitação social, 
surgiram as bases filosóficas 
da cultura chinesa: o confucio-
nismo e o taoísmo.
Na Antiguidade, os 

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