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Arte - Volume único
O filme e o livro: 
A força do filme revela-se na construção de um futuro decadente que marca, assim como a 
arquitetura dos anos 1980, o fim da expectativa modernista de um mundo novo melhor. É in-
teressante perceber como as artes criam mundos fantásticos, baseados em previsões cien-
tíficas, e invocam o futuro para pensarmos o presente. No filme, o diretor projeta um mundo 
sombrio, caótico e desorganizado, onde a ciência está totalmente a serviço do consumo e os 
seres vivos vivem crises de identidade. 
Sugestões para aprofundar o filme em sala de aula:
1) O gênero da ficção científica surgiu primeiramente na literatura e alcançou as telas de 
cinema desde seus primórdios, com o filme Viagem à lua (1902), de Georges Méliès. Peça 
que os alunos definam esse gênero e depois compare as respostas até chegarem juntos 
a uma definição que seja a mais completa e satisfatória. 
2) Blade Runner nos apresenta um mundo caótico, superpopuloso e escuro no qual convivem 
elementos diversos. Nesse sentido, o filme se diferencia de outros filmes do gênero ao fa-
zer conviver elementos modernos e futurísticos com outros que remetem a décadas mais 
antigas. Peça aos alunos que identifiquem quais são os elementos modernos e antigos 
utilizados para representar a Los Angeles de 2019. 
3) Ao tratar da vida produzida em laboratório, o filme aborda questões mais profundas, como 
as fronteiras entre o que é humano e o que não é, assim como a importância da memória 
como fator constitutivo do sujeito. Proponha uma discussão acerca das questões éticas 
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sugestões de leiturA
BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação: conflitos/acertos. 
São Paulo: Max Limonad, 1984.
BELL, Julian. Uma nova história da arte. São Paulo: 
Martins Fontes, 2008.
CARDOSO, Rafael. Uma introdução à história do design. 
3. ed. São Paulo: Blucher, 2008.
COHEN, Renato. Performance como linguagem. São 
Paulo: Perspectiva, 1989.
FISCHER, Stela. Processo colaborativo e experiências de 
companhias teatrais brasileiras. 
São Paulo: Hucitec, 2010.
FRAMPtON, Kenneth. História crítica da arquitetura 
moderna
. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
GIANOttI, Marco. Breve história da pintura contempo-
rânea
. São Paulo: Claridade, 2009.
HOME, Stewart. O assalto à cultura. São Paulo: Conrad 
do Brasil, 2005.
LAGNADO, Lisette. Leonilson: são tantas as verdades.
São Paulo: DBA Editora, 1995. 
LUCIE-SMItH, Edward. Os movimentos artísticos a 
partir de 1945
. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MARINHO, Flávio. Quem tem medo de besteirol? A his-
tória de um movimento teatral carioca. Rio de Janeiro: 
Relume Dumará, 2004.
MAtE, Alexandre Luiz. A produção teatral paulistana 
dos anos 1980: 
r(ab)iscando com faca o chão da histó-
ria: tempo de contar os (pré)juízos em percursos de an-
dançaSão Paulo: Edusp, 2000.
SANtANA, Arão Nogueira P. de. Teatro e formação de pro-
fessores: 
origem dos cursos, situação atual, perspectivas de 
reestruturação. tese de doutorado. São Luís: Edufma, 2000.
SYLVEStER, David. Sobre arte moderna. São Paulo: 
CosacNaify, 2006.
tELESI, Silvia Fernandes. Memória e invenção: Gerald 
thomas em cenaSão Paulo: Perspectiva, 1996.
26. Arte do nosso tempo
Este capítulo aborda a cultura digital, a trans-
formação dos desenhos animados com a tecnologia 
digital disponível no início do século XXI, a rela-
ção da arte com a tecnologia, o mercado de arte. 
Apresenta um percurso possível da arte ao redor do 
mundo, e mostra que hoje o Brasil é matriz cultural. 
Abarca ainda os espaços museológicos contempo-
râneos, a retomada do cinema brasileiro e a união 
entre tecnologia e arte da periferia. Descreve tam-
bém o processo colaborativo no teatro.
Hoje a arte tem papel importante na emancipa-
ção do cidadão. O cenário artístico é múltiplo, há 
produção variada em toda parte, o que torna difícil 
caracterizar o período. Houve uma democratização 
da produção cultural. Em razão das novas tecnolo-
gias acessíveis, a arte cada vez mais está ao alcance 
de todos. Entretanto, a produção parece tomada 
por entraves financeiros. Como conseguir finan-
ciamento para produtos artísticos independentes? 
Como manter instituições sem vínculos corporati-
vos? Essas questões apontam para a necessidade 
de pensar novas formas mercadológicas para a arte.
Nas quatro imagens da abertura vemos: uma foto 
de uma exposição, um jardim, um cartaz de cinema, 
e a foto de uma banda em um show. O professor 
pode interrogar a turma: O que estas imagens nos 
dizem sobre o começo do século XXI? Vocês reco-
nhecem algum destes elementos? O que represen-
tam estas imagens? Estes objetos são obras de arte?
As frases nos ajudam a responder algumas des-
sas perguntas, elas falam de jovens ingleses, arte e 
paisagem, volta do cinema no Brasil, explosão da 
arte da periferia. O Cenário histórico descreve as 
tensões que geraram a guerra na Bósnia e a orga-
nização de grupos extremistas islâmicos no final 
dos anos de 1990. Relata o atentado ao World Trade 
Center 
nos Estados Unidos da América, a organi-
zação da União Europeia e o despontar das econo-
mias de Índia, China e Brasil no mundo.
tema subjacente deste capítulo é Financia-

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