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Arte - Volume único
Sinopse do filme:
Durante a ditadura na Argentina, em 1976, uma família, sentindo-se ameaçada, se esconde 
em um sítio próximo de Buenos Aires. A história é contada sob o olhar do filho mais velho, 
que tem 10 anos, Matias. O pai, advogado, anuncia para a família que eles irão passar um 
tempo afastados da cidade. Escondem o carro atrás da casa e a ocupam com as roupas do 
corpo. O pai introduz as novas regras: nada de telefone, nada de escola, nomes novos e um 
plano de fuga. Matias recebe o nome de Harry, ele sente muito a falta de Bertuccio, seu me-
lhor amigo. Amigos dos pais de Harry estão sendo presos pelos militares, desaparecendo 
e sendo mortos. Inclusive Roberto, sócio dele no escritório. A mãe continua trabalhando 
durante o dia num laboratório. A família recebe Lucas, um jovem refugiado da ditadura. Ele 
passa a conviver com os meninos. Harry encontra um livro de Houdini e se deslumbra com 
a arte do escapismo. Juntamente com seu irmão Simon são matriculados num colégio cató-
lico dirigido por um amigo do pai de Harry, sem registros oficiais, para não ficarem expostos. 
Lucas tenta se aproximar de Harry, mas ele é arredio. Encontra o livro de Houdini com as 
anotações de Harry e usa a preparação física para conquistar o garoto. Se tornam amigos. 
Harry resolve visitar o colega Bertuccio e foge do sítio. Desapontado, Harry volta para casa, 
os pais estavam desesperados. Lucas segue viagem e Harry sofre ao se despedir do novo 
amigo. O cerco dos militares aperta e o pai toca o sinal de alerta. Eles conseguem escapar, 
mas as crianças são entregues ao avô e os pais seguem viagem. 
A ditadura na Argentina durou menos que no Brasil. Começou em 1966, e durou até 1983, 
mas foi mais brutal. O Estado sequestrou mais de 20 mil cidadãos, matou e torturou in-
telectuais, professores, trabalhadores e estudantes. O filme consegue ser muito sutil ao 
mostrar essa realidade sob o olhar de uma criança. No início do filme, Matias percebe a 
tensão da mãe ao passarem por uma barreira militar. O resto do tempo não temos muita 
informação sobre o que está acontecendo. A opressão e o medo são representados de 
forma simbólica pelo escapismo de Houdini e pela série de televisão “O invasor”.
O filme apresenta bem a situação de ameaça à cidadania e a instauração do medo na vida 
cotidiana.
sugestões de leiturA 
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Compa-
nhia das Letras, 1992. 
BANES, Sally. Greenwich Village. Rio de Janeiro: Rocco, 
2000.
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2007.
Minimalismo. São Paulo: CosacNaify, 2001.
BELL, Julian. Uma nova história da arte. São Paulo: 
Martins Fontes, 2008.
BORER, Alain. Joseph Beuys. São Paulo: CosacNaify, 
2001.
CAMERON, Dan; MOSQUERA, Gerardo; HERKENHOFF, 
Paulo. Cildo Meireles. São Paulo: CosacNaify, 2000.
CANONGIA, Ligia. O legado dos anos 60 e 70. Rio de 
Janeiro: Zahar, 2005.
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mas em cena. São Paulo: Perspectiva/FAPESP, 1996.
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: anos 60/70. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
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. São Paulo: Hucitec, 
2010.
FREIRE, Ana Vitória. Angel Vianna: uma biografia da 
dança contemporânea. Rio de Janeiro: Dublin, 2005.
FREIRE, Cristina. Arte Conceitual. Rio de Janeiro: Zahar, 
2006.
GOLDEBERG, Rose Lee. A arte da performance – do Fu-
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Arte_vu_PNLD2015_MP_094a112.indd 101
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HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Asdrúbal trouxe o 
trombone 
– memórias de uma trupe solitária de comedian-
tes que abalou os anos 70. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2004.
JAGUAR; AUGUStO, Sérgio (Org.). O Pasquim: antolo-
gia (1972-1973). Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.
LUCIE-SMItH, Edward. Os movimentos artísticos a 
partir de 1945
. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
NORA, Sigrid (Org.). Temas para a dança brasileira
São Paulo: Edições SESC, 2010.
PEREIRA, Roberto (Org.). Ao Lado da Crítica – 10 anos 
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Janeiro, Edições Funarte, 2009.
SILVA, Maria Auxiliadora da; PINHEIRO, Delio José Fer-
raz. Dança e pós-modernidade. SalvadorEDUFBA, 2007.
WOOD, Paul. Arte Conceitual – Movimentos da Arte Mo-
derna. São Paulo: CosacNaify, 2002.
cAtálogos
MAtE, Alexandre Luiz. A produção teatral paulistana 
dos anos 1980
– r(ab)iscando com faca o chão da his-
tória: tempo de contar os (pré)juízos em percursos de 
andança. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2008.
MEIRELES, Cildo. Cildo Meireles. Catálogo publicado 
na ocasião da exposição Cildo Meireles no Museu de 
Arte Moderna de Estrasburgo, 2003.
MILARÉ, Sebastião. Antunes Filho e a dimensão utópi-
ca
. São Paulo: Perspectiva, 1994.
25. Depois do Modernismo
Este capítulo aborda a arte e a cultura na déca-
da de 1980. O pós-modernismo, a pluralidade cul-
tural, a origem da cultura digital, a unificação da 
Alemanha, a volta da pintura, o surgimento da arte 
de rua, a voz das minorias culturais, o interesse do 
Ocidente pelas culturas periféricas. Abarca tam-
bém a abertura política no Brasil, o punk, o hip 
hop
, a linguagem do vídeo acessível aos jovens 
da classe média quebrando com a hegemonia das 
empresas de comunicação no Brasil, a exposição 
Como vai você geração 80?
, o teatro da abertura 
e o rock brasileiro.
A década de 1980 caracterizou-se pela crítica ao 
Modernismo e o fim das utopias. Instaura-se uma 
visão menos ingênua e volta-se o olhar para o passa-
do. É também o começo do que chamamos de multi-
culturalismo, isto é, o interesse pelas culturas orien-
tais, genuínas, locais, vernaculares, periféricas. É 
nessa década que se inicia a cultura digital com o 
aparecimento de computadores pessoais e câmeras 
de vídeo, que vão causar uma série de transforma-
ções socioculturais nas próximas décadas.
A década de 1980 foi um período de transi-
ção marcado por um paradoxo: de um lado, uma 
abertura política gradual, com forte mobilização 
da sociedade civil; de outro, fortalecia-se o indivi- 
dualismo no campo ideológico. O modelo econômi-
co neoliberal foi visto como solução para a crise 
econômica mundial. 
Na abertura vemos quatro imagens: um projeto 
de arquitetura, uma pintura e duas fotografias. O que 
estas imagens podem nos dizer sobre a década de 
1980? O que elas expressam? Quem elas representam?
As frases nos ajudam a responder algumas 
destas perguntas, elas falam em arquitetura pós-
-moderna, passado, arte na rua, hip hop, periferia e 
rock
brasileiro. O projeto do arquiteto italiano Aldo 
Rossi, é um teatro flutuante em forma de torre, 
construído em madeira para a Bienal de Veneza, em 
1980. O Teatro del mondo era inspirado nos teatros 
flutuantes do século XVIII, que foram populares no 
carnaval de Veneza. Apresentado em aquarela, o 
projeto dá uma impressão de um sonho, uma ilus-
tração antiga.
O Cenário histórico aborda a dissolução da 
União Soviética, o desastre nuclear de Chernobyl e 
a unificação da Alemanha. O início do processo de 
modernização da China e o despontar da economia 
indiana no cenário global.
O tema subjacente deste capítulo é o multi-

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