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Arte - Volume único
Antônio das Mortes:
Pois ‘aprepare’ teu ouvido e ouve
Meu nome é Antônio das Mortes
Pra espanto da covardia
E desgraça da tua sorte
Mas uma coisa eu digo
No território brasileiro
Nem no céu, nem no inferno
Tem lugar pra cangaceiro
2) “Antônio Conselheiro nos Canudos, Beato Lourenço no Caldeirão, Beato Sebastião na Pe-
dra Bonita [...], meu Padim Cícero no Juazeiro e um montão de gente ficaram louco pra 
mudar esse sertão” (Timecode: 31’32’’). Esse trecho aparece como parte de uma fala 
do Coronel. Proponha que os alunos façam uma pesquisa sobre algum dos movimentos 
político-messiânicos citados acima. Peça, em seguida, para compararem com o repre-
sentado no filme.
3) Pode-se considerar o encontro entre Antônio das Mortes e a Santa como o ponto de vira-
da da história, a partir do qual o personagem Antônio das Mortes segue outro rumo no 
filme. (Timecode: 39’20’’). Proponha uma discussão em torno da questão: o que muda 
para esse personagem a partir de então? 
4) O Cinema Novo está inserido dentro de uma concepção de cinema moderno, em que a 
quebra da narrativa cronológica e linear se faz presente como característica predomi-
nante. Com isso em mente, reflita com os alunos o momento em que o Delegado tenta 
matar o Coronel com uma punhalada pelas costas, levando em conta as cenas que es-
tão imediatamente antes e depois dessa passagem. (Timecode: 48’45’’ a 51’47’’).
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sugestões de leiturA
ALMADA, Izaías (Org.). Teatro de arena: uma estética de 
resistência. São Paulo: Boitempo, 2004.
BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas 
políticas
. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
BOSUALDO, Carlos. Tropicália
, uma revolução brasi-
leira
. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
DOCtORS, Marcio. Espaço de instalações permanen-
tes do museu do açude
. Helio Oiticica: Museu do Açude, 
2000.
GARCIA, Miliandre. Do teatro militante à música en-
gajada:
a experiência do CPC da UNE (1958-1964). São 
Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
GUINSBURG, Jacob; SILVA, Amando Sérgio da. A lingua-
gem teatral do Oficina. In Oficina: do teatro ao te-Ato. 
São Paulo: Perspectiva, 1981.
HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Impressões de viagem
CPC, vanguarda e desbunde: 1960/1970. São Paulo: Bra-
siliense, 1980.
HOME, Stewart. O assalto à cultura. São Paulo: Conrad, 
2004.
KRAUSS, Rosalind E. Caminhos da escultura moderna. 
São Paulo: Martins Fontes, 1998.
LUCIE-SMItH, Edward. Os movimentos artísticos a 
partir de 1945.
São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MAGALDI, Sábato. Panorama do teatro brasileiro. São 
Paulo: Global, 2004.
Um palco brasileiro: o Arena de São Paulo. São 
Paulo: Brasiliense, 1984.
McCARtHY, David. Arte Pop. São Paulo: CosacNaify, 
2002.
McLUHAN, Marshall. O meio é a mensagem. Rio de Ja-
neiro: Record, 1969.
MELO, Chico Homem de (Org.). design gráfico brasi-
leiro:
anos 60. São Paulo: CosacNaify, 2008.
MOStAÇO, Edélcio. Teatro e política: arena, oficina e 
opinião. São Paulo: Proposta Editorial, 1981.
OItICICA FILHO, Cesar (Org.). Helio Oiticica, coleção 
encontros. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2009.
PEIXOtO, Fernando (Org.). O melhor teatro do CPC da 
UNE
. São Paulo: Global, 1989.
. Teatro Oficina (1958-1982): trajetória de uma 
rebeldia cultural. São Paulo: Brasiliense, 1982.
RISÉRIO, Antonio. Avant-garde na Bahia. São Paulo: 
Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1995.
SCHWARtZ, Roberto. Cultura e política, 1964-69. In: O pai 
de família e outros estudos
. Rio de Janeiro: Paz e terra, 
1978.
StOKStAD, Marilyn. Art history. New York: Pearson, 
2004.
SYLVEStER, David. Sobre a arte moderna. São Paulo: 
CosacNaify, 2006.
24. Arte e conceito
O capítulo aborda o início gradual da globaliza-
ção da arte com a formação de grupos internacionais 
como o Fluxus e exposições como a Documenta
criada na cidade alemã de Kassel depois da ditadura 
nazista, visando conciliar a nova política alemã com 
a modernidade internacional, e que passou a ser um 
dos mais importantes eventos de arte no mundo.
O capítulo mostra a performance, o minima-
lismo, a arte conceitual, a arte da terra, a dança 
pós-moderna norte-americana, a anarquitetura 
e arquitetura high-tech e a renovação no cinema 
hollywoodiano. Abarca ainda a arte nos anos da 
ditadura e a relação entre arte e questões socioam-
bientais na década de 1970. Apresenta o teatro feito 
nos anos de chumbo e o Movimento Armorial.
A arte dos anos 1970 muitas vezes tinha o propó-
sito de contestar. O ativismo político, o surgimento 
do movimento ecológico e a crítica ao sistema de 
produção e comercialização da arte são questões em 
torno das quais se estabelece o fazer artístico. 
No Brasil, a arte é engajada politicamente: do-
cumentos, fotografias e textos para desvendar as 
contradições sociais. 
Na abertura vemos quatro trabalhos artísticos: 
uma escultura, duas fotografias e uma gravura. 
O professor pode interrogar a turma: o que estas 
imagens podem nos dizer sobre a década de 1970? 
Quem as teria executado e com que finalidade? O 
que elas representam? 
As frases nos ajudam a dialogar com estas 
obras. Elas falam sobre minimalismoperformance
intervenções, censura, repressão, tradição e cultu-
5) No final, Antônio das Mortes vai embora em direção à estrada, enquanto o único que 
permanece na cidade é o Professor. Proponha que os alunos formulem um epílogo con-
tando como deverá ser o destino da cidade e das pessoas que nela vivem. 
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manual do professor |
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ra popular. A obra Monumento, de Flavin, feita de 
luz fluorescente, evoca o monumento para a ter-
ceira internacional do artista russo Vladimir tatlin 
(capítulo 18). Numa série de onze imagens, Bruce 
Nauman (1941-) produziu trocadilhos visuais usan-
do seu corpo como instrumento, como no trabalho 
Autorretrato
. A fotografia de Carlos Zilio, Identi-
dade ignorada, 
é uma denúncia dos numerosos ca-
sos de mortos e desaparecidos durante a ditadura 
militar brasileira. E uma forma de chamar atenção 
para o sofrimento das famílias que não puderam en-
terrar seus mortos.
O Cenário histórico descreve a opressão dos 
governos militares na América Latina, os proble-
mas enfrentados pelos países comunistas do bloco 
soviético, a crise do petróleo e o surgimento do mo-
vimento ecológico.
O tema subjacente deste capítulo é o Ativis-

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