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Arte - Volume único
partir de 1945.
São Paulo: Martins Fontes, 2006.
PEDROSA, Mario. Dos murais de Portinari aos espaços 
de Brasília.
São Paulo: Perspectiva, 1981.
SARAIVA, Roberta (Org.). Calder no Brasil. São Paulo: 
CosacNaify, 2006.
SCHWARTZ, Jorge (Org.). Da Antropofagia a Brasília: 
Brasil 1920-1950. Valência: IVAM Institut Valencià d`art 
Modern/São Paulo: FAAP e CosacNaify, 2002.
SYLVESTER, David. Sobre a arte moderna. São Paulo: 
CosacNaify, 2006.
BiBliografia do TeaTro
CASTRO, Ruy. O anjo pornográfico: a vida de Nelson Ro-
drigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
MAGALDI, Sábato. Nelson Rodrigues: dramaturgia e en-
cenações. São Paulo: Perspectiva, 1992.
Panorama do teatro brasileiro. 6. ed. São Paulo: 
Global, 2004.
MICHALSKI, Yan. Ziembinski e o teatro brasileiro. São 
Paulo: Hucitec, 1995.
RODRIGUES, Nelson. Teatro completo. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 1981.
22. Os anos cinquenta
Este capítulo aborda a década de 1950, a produ-
ção industrial e o estímulo ao consumo, os musicais 
hollywoodianos, o jazz, o design e a arquitetura es-
tadunidense, a arte abstrata e a geométrica, o rigor 
do design europeu. Abarca também o Brasil mo-
derno; a arte e a poesia concreta, o nascimento do 
design
brasileiro, a construção de Brasília, a bossa 
nova e o Teatro Brasileiro de Comédia.
O capítulo focaliza a questão do consumismo, 
da obsolescência programada e o desenvolvimento 
do design industrial. Mostra a arte geométrica e ra-
cional dos artistas concretos. E afirma que o Brasil 
nesta época almeja ser moderno.
Nas quatro imagens da abertura vemos: uma 
pintura, uma cadeira, uma ilustração de um livro, 
uma capa de disco. O professor pode interrogar a 
organizar suas memórias, surge a personagem 
que a acompanha em toda a sua jornada: Mada-
me Clessi, uma senhora polêmica que, em 1905, 
fora assassinada por seu amante, um menino de 
17 anos, com uma navalhada no rosto. Alaíde, já 
casada, se mudara para a casa de Madame Clessi
onde encontrara um diário contando a vida e as 
aventuras amorosas da antiga moradora. Na leitu-
ra desse relato, a protagonista projeta seus dese-
jos reprimidos, outro tema constante na obra de 
Nelson Rodrigues.
O teatro de Nelson Rodrigues, constituído de perso-
nagens obsessivos, temas mórbidos, ironia feroz
diálogos diretos e secos, deu à dramaturgia nacio-
nal uma dimensão inédita. No entanto, para que 
os textos do dramaturgo tivessem êxito, era ne-
cessário realizar sua criação teatral: a encenação. 
Esse foi o papel de Ziembinski. Adepto da estética 
expressionista, Ziembinski conhecia a função do 
diretor: alguém que compõe os elementos da cena 
– texto, atores, cenários, figurinos, iluminação, so-
noplastia – como um todo orgânico. 
Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues, sob 
direção de Zbignew Ziembinski, em foto de 1943.
Nenhuma renovação, no entanto, se limita a uma 
única origem. Outras iniciativas pioneiras despon-
taram na mesma época, como o Teatro de Amado-
res de Pernambuco, criado em 1941 no Recife, e 
o Grupo de Teatro Experimental, de 1942, do qual 
surgiria a Escola de Arte Dramática, em São Paulo. A 
montagem de Vestido de noiva, porém, é um divisor 
de águas que marca a evolução do pensamento te-
atral e da prática cênica no Brasil.
Acerv
o Idar
t/Centro Cultural São P
aulo, SP
.
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manual do professor |
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turma: O que estas imagens nos dizem sobre a dé-
cada de 1950? Vocês reconhecem algum destes ele-
mentos? Estes objetos são obras de arte?
As frases nos ajudam a responder algumas 
destas perguntas, elas falam de arte abstrata, de 
plástico, produção em massa, cidade do futuro
bossa nova, poesia. O trabalho do artista venezue-
lano Cruz Diez (1923-) é uma obra de arte, uma 
pintura abstrata que tem um efeito óptico. A cadei-
ra projetada por um designer finlandês é um ob-
jeto de consumo, a ilustração é do livro Doorway 
to Brasília
, criado pelo artista gráfico brasileiro 
Aloísio Magalhães e com colaboração do norte-
-americano Eugene Feldman. Eles usaram uma 
série de gravuras realizadas a partir de fotogra-
fias da construção de Brasília com reprodução em
offset
, com recurso experimental, deixando mar-
gem ampla para o acaso. O pernambucano Aloísio 
Magalhães (1927-1982) foi pioneiro do design grá-
fico brasileiro. As capas de disco de César Villela 
marcaram o design gráfico brasileiro da década e 
se tornaram sinônimo da bossa nova.
O Cenário histórico descreve a tensão entre 
as duas maiores potências do mundo na época, que 
ficou conhecida como Guerra Fria.
O tema subjacente deste capítulo é Design e 
consumo
. O tema aparece em todo o capítulo, que 
mostra o design de objeto e o design gráfico nos 
Estados Unidos, na Europa e no Brasil. Mas é especial-
mente comentado no boxe Lendo um texto sobre 

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