Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



Baixar 87 Mb.
Pdf preview
Página321/353
Encontro16.07.2022
Tamanho87 Mb.
#24280
1   ...   317   318   319   320   321   322   323   324   ...   353
Arte - Volume único
Que elementos contribuem para a constru-
ção da realidade no cinema?
No caso dos filmes do neorrealismo italiano, 
o uso de atores não profissionais contribui para a 
construção da realidade. Filmar na rua em vez de es-
túdios ou cidades cenográficas também aumenta o 
realismo da cena. Inserir cenas reais captadas na ci-
dade e jogar um olhar documental para a cena usan-
do uma câmera em movimento, que tenta reproduzir 
o ponto de vista do observador ocasional, também 
pode contribuir para a construção da realidade.
ação – uma cena de ficção
Professor, antes de formar os grupos, identifique 
os alunos com mais disposição ou facilidade para 
atuar. Eles são indispensáveis para a realização da 
atividade e devem ser integrados em todas as equipes.
Para a filmagem os alunos podem usar uma câ-
mera de vídeo, um celular ou mesmo um computa-
dor de mesa que tenha câmera de vídeo, desde que 
a cena possa ser feita na proximidade deste.
A classe inteira deve assistir a todos os vídeos 
e conversar sobre a produção. Questione os alu-
nos sobre as adaptações: o que foi acrescentado 
em cada produção? Estes acréscimos trouxeram 
contribuições? Questione a atuação dos alunos: 
Eles estão naturais? O que poderia ser feito para 
trazer mais realismo à cena? Sobre a qualidade das 
imagens: Os atores estão bem iluminados? O enqua-
dramento contribui para a dramaticidade da cena? 
A cena está bem inteligível? Uma pessoa que não 
conhece a tirinha entende a cena? E finalmente, o 
que pode ser melhorado?
pesquisa – pinTura aBsTraTa
Professor, dê preferência para mostrar os vídeos 
feitos pelo fotógrafo Hans Namuth nos anos 1950, 
que mostram Jackson Pollock em ação. Depois 
Arte_vu_PNLD2015_MP_075a93.indd 84
6/24/13 1:06 PM


manual do professor |
85
mostre o vídeo do gaúcho Iberê Camargo em pro-
cesso e as pinturas do artista que estão no site da 
Fundação Iberê Camargo.
para encerrar
Para você arte é prazer?
Mais importante que verificar se arte é prazer, 
discuta sobre em que momento do processo artís-
tico seus alunos sentem prazer. Na hora de conce-
ber? Na hora de realizar? Na hora de mostrar? Per-
gunte também em que momento a arte é desprazer 
e frustração.
ação – pinTura e prazer
Professor, o trabalho pode ser feito individual-
mente ou em grupo. Use uma sala que possa ficar 
suja de tinta, ou faça o trabalho no pátio da escola. 
A atividade resultará em muita tinta esparramada 
no chão e nas roupas. Os alunos devem usar rou-
pas velhas que possam ficar manchadas e devem 
ficar descontraídos, porém compenetrados. Se-
ria interessante haver, por exemplo, música para 
instaurar um clima de felicidade. A música pode 
ajudar a manter a ordem na sala e a reduzir con-
versas.
textos complementares
.. 
1. soBre o design
Objetos de desejo
Na linguagem cotidiana [dos países de língua ingle-
sa], a palavra design tem dois significados comuns 
quando aplicada a artefatos. Em um sentido, refere-
-se à aparência das coisas: dizer “eu gosto do 
design
” 
envolve usualmente noções de beleza, e tais julga-
mentos são feitos, em geral, com base nisso. [...]
O segundo e mais exato uso da palavra 
design
refe-
re-se à preparação de instruções para a produção 
de bens manufaturados, e este é o sentido utilizado 
quando, por exemplo, alguém diz “estou trabalhan-
do no 
design
de um carro”.
Pode ser tentador separar os dois sentidos e tratá-
-los de maneira independente, mas isso seria um 
grande equívoco, pois a qualidade especial da pala-
vra design é que ela transmite ambos os sentidos, 
e a conjunção deles em uma única palavra expres-
sa o fato de que são inseparáveis: a aparência das 
coisas é, no sentido mais amplo, uma consequên-
cia das condições de sua produção.
forTY, adrian. Objetos de desejo – design e sociedade desde 1750. 
são paulo: Cosacnaify, 2007. p. 12.
2. o TeaTro do pós-guerra no Brasil
Vestido de noiva
O marco inicial do moderno teatro brasileiro é a 
peça Vestido de noiva, que estreou em 1943 no Tea-
tro Municipal do Rio de Janeiro. Escrita por Nelson 
Rodrigues (1912-1980) a obra foi ali encenada pela 
companhia Os Comediantes e dirigida por Zbignew 
Ziembinsky (1908-1978).
Pela primeira vez em palcos nacionais, viam-se pro-
cessos do inconsciente, uma narrativa entrecorta-
da em diferentes planos, a luz como organizadora 
do discurso, o linguajar e os tipos cariocas da épo-
ca, uma cenografia funcional e a ocorrência de ce-
nas simultâneas. O espetáculo fez muito sucesso e 
teve apresentações lotadas no Rio de Janeiro e em 
São Paulo.
A companhia Os Comediantes, um grupo de teatro 
amador, apostava na figura do diretor encenador, 
convidando diretores nacionais e estrangeiros. De-
pois de cinco anos de trabalho, a nova temporada, 
bastante alardeada, trazia a novidade de um autor 
brasileiro, Nelson Rodrigues, e de um novo integran-
te: o polonês Ziembinski. Em fuga da guerra, o en-
cenador chegara ao Brasil em 1941, trazendo na ba-
gagem o conhecimento das vanguardas europeias.
A narrativa de Nelson Rodrigues constrói progressi-
vamente para o público a personalidade de Alaíde, a 
protagonista à beira da morte. A ação transcorre na 
própria sociedade carioca da época e desenvolve-se 
em três planos: a realidade, a memória e a alucinação. 
No plano da realidade vemos Alaíde, depois de atro-
pelada, cercada por médicos na mesa cirúrgica e 
seu estado é grave. No plano da memória, vemos 
sua trajetória até o momento do acidente. Alaíde 
casara-se com Pedro depois de roubá-lo de Lúcia, 
sua irmã, na época em que estes namoravam. Com 
início já conturbado, o casamento não para de se 
complicar. Depois de violento atrito com a irmã, 
Alaí de vai para a rua e sofre atropelamento.
Apesar da clareza dos acontecimentos nesses dois 
planos, a trama se embaralha, e esse é o aspecto 
explorado mais notavelmente pela peça. Confun-
dem-se os personagens; as cenas se sobrepõem; o 
autor não se ocupa apenas em narrar um enredo, 
mas principalmente em como narrá-lo. O dramatur-
go busca reproduzir o esforço de uma pessoa pres-
tes a morrer para elucidar a realidade, fragmentan-
do e mesclando os planos narrativos. 
Alaíde é mostrada observando simultaneamente 
seu presente e sua memória, tentando compreen-
der a si mesma. Tal observação é feita no plano da 
alucinação, um ambiente onírico, de elementos 
estranhos e diálogos desconexos. Para ajudá-la a
Arte_vu_PNLD2015_MP_075a93.indd 85
6/24/13 1:06 PM


86
sugesTões de leiTura
ARANTES, Otilia Beatriz Fiori. Mario Pedrosa: itinerário 
crítico. São Paulo: CosacNaify, 2004.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Compa-
nhia das Letras, 1992. 
BELL, Julian. Uma nova história da arte. São Paulo: 
Martins Fontes, 2008.
CAVALCANTI, Lauro. Moderno e brasileiro. Rio de Ja-
neiro: Jorge Zahar, 2006.
LUCIE-SMITH, Edward. Os movimentos artísticos a 

Baixar 87 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   317   318   319   320   321   322   323   324   ...   353




©historiapt.info 2023
enviar mensagem

    Página principal