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uma cena? Esta conversa pode alimentar o trabalho que  será realizado na Ação



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Arte - Volume único
uma cena?
Esta conversa pode alimentar o trabalho que 
será realizado na Ação. Mais importante que relatar 
o sonho nesta aula será alertar a turma para ficar 
atenta aos sonhos durante a semana.
ação – animação
Existem várias formas de realizar esta atividade, 
entretanto todas elas são bastante trabalhosas. Orga-
nize bem o tempo da turma. Ajude os grupos a pensar 
em sequências curtas. Mas é importante que captem 
muitas imagens para a animação não ficar truncada. 
Se não for possível fazer uma edição final na escola, 
os grupos podem terminar o trabalho em casa.
texto complementar sobre o cinema nacional 

• Os ciclos regionais e Humberto Mauro
Na década de 1920, a experimentação brasileira 
com a linguagem do cinema extrapolou o eixo Rio-
-São Paulo, estendendo as produções a Minas Ge-
rais e Pernambuco, além de cidades do interior de 
São Paulo e Rio Grande do Sul. Esse fenômeno rece-
beu o nome de Ciclos Regionais. 
Os focos de produção independentes eram fruto da 
iniciativa de cineastas amadores, entusiastas da téc-
nica cinematográfica, que produziram um número 
significativo de filmes silenciosos, entre ficções, do-
cumentários, curtas e longas-metragens, na maioria 
das vezes exibidos apenas na cidade de origem.
Os ciclos tiveram breve duração. O retorno de bi-
lheteria não era suficiente para garantir o finan-
ciamento de novas produções e a concorrência de 
filmes estrangeiros era enorme.
O ciclo de cinema de Cataguases, em Minas Gerais, 
revelou a figura de Humberto Mauro (1897-1983). Aos 
26 anos, Mauro adquiriu uma câmera amadora e fez 
seu primeiro curta-metragem: um filme de aventura. 
No final da década de 1920, produziu Brasa dormida
Tesouro perdido e Sangue mineiro, entre outros, hoje 
apontados como grandes clássicos nacionais. Esses 
filmes deram visibilidade ao diretor, que foi convidado 
a trabalhar no Rio de Janeiro, numa das primeiras em-
presas cinematográficas do país: a Cinédia.
Cartaz e cena de Ganga 
bruta, filme dirigido por 
Humberto Mauro em 
1933. 82 minutos, preto 
e branco.
Na Cinédia Humber-
to Mauro realizou 
Ganga bruta. O filme 
conta a história de 
um engenheiro que 
mata a esposa na 
noite de núpcias 
depois de descobrir 
que ela o traía. Ab-
solvido pela Justiça, 
procura se livrar do 
passado trágico. No 
entanto, segue atormentado por lembranças que 
surgem no filme na forma de flashbacks. Nessa 
obra, além da trilha sonora, o diretor já utiliza al-
guns diálogos e ruídos, embora a tecnologia para 
o cinema sonoro ainda estivesse se firmando.
Carlos Eugênio/Cinédia
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sugesTões de leiTura
Acervo do Museu de Arte Brasileira
. Modernistas, Modernis-
mo. São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado, 1995.
AMARAL, Aracy. Textos do Trópico de Capricórnio. V. 1 
Modernismo, Arte Moderna e compromisso com o lugar. 
São Paulo: Ed. 34, 2006.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Compa-
nhia das Letras, 1992. 
BRADLEY, Fiona. Surrealismo, Movimentos da Arte 
Moderna
. São Paulo: CosacNaify, 1999.
CANTON, Kátia. Retrato da Arte Moderna. São Paulo: 
Martins Fontes, 2002.
Catálogo da exposição Sonhando de Olhos Abertos 
Dada e Surrealismo 
– Coleção Vera e Arturo Schwarz 
do Museu de Israel, Jerusalém. São Paulo: Instituto To-
mie Ohtake, 2004. 
GONÇALVES FILHO, Antônio. Primeira Individual: 25 
anos de crítica de arte. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
OSÓRIO, Luiz Camillo. Flávio de Carvalho. São Pau-
lo: Cosac Naify, 2000.
PAZ, Octavio. Marcel Duchamp ou o castelo da pureza
São Paulo: Perspectiva, 1996.
SCHWARTZ, Jorge (Org.). Da Antropofagia a Brasília
Brasil 1920-1950. Valência: IVAM Institut Valencià d`art 
Modern/São Paulo: FAAP e CosacNaify, 2002.
SYLVESTER, David. Sobre Arte Moderna. São Paulo: Co-
sacNaify, 2006.
20. Arte e sociedade
Este capítulo aborda a década de 1930, a depres-
são depois da crise da bolsa de 1929, o estabeleci-
mento da indústria do cinema em Hollywood, nos 
Estados Unidos, e o muralismo mexicano. Em re-
lação ao Brasil, abarca o teatro de ator, o teatro de 
revista e o teatro modernista de Oswald de Andra-
de, Portinari e a arquitetura moderna brasileira, a 
política cultural da boa vizinhança, a era do rádio, e 
as chanchadas no cinema nacional.
A década de 1930 foi marcada pelo dualismo 
ideológico e pela volta da arte figurativa, com o “re-
A partir de 1936, Humberto Mauro trabalhou no Ins-
tituto Nacional de Cinema Educativo (Ince), órgão 
criado durante o governo de Getúlio Vargas. O Ince 
via o cinema como um instrumento de grande poder 
educacional para as massas. Produzia filmes des-
tinados a escolas, centros operários, agremiações 
esportivas e casas de cultura de todo o país, com 
temáticas variadas: fauna e flora brasileiras, pes-
quisas científicas, higiene e alimentação. Humberto 
Mauro dirigiu mais de 300 desses documentários. 
A partir de meados da década de 1940, Mauro reali-
zou uma série de sete documentários que chamou 
de Brasilianas. O objetivo da série era divulgar a 
música folclórica e as cantigas populares. Em cada 
um desses filmes o universo da zona rural foi abor-
dado de forma diferente. 
Cena de A velha a fiar, filme de 1964 dirigido por Hum-
berto Mauro.
Nos filmes de Humberto Mauro, a música ocupa 
lugar central, ditando o ritmo da montagem. A 
forte influência que a música popular exercia 
sobre o diretor o levou a fazer o primeiro 
videoclipe brasileiro: A velha a fiar, inspirado na 
canção popular de mesmo nome. 
Curta-metragem: A velha a fiar. Direção: Hum-
berto Mauro. Brasil, 1964, 6 min.

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