Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação


percepção  e é tratado no boxe de Temas inter-



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Arte - Volume único
percepção 
e é tratado no boxe de Temas inter-
disciplinares Arte e Física – Impressionismo 
e ciência
, que aborda as questões científicas, físi-
cas e biológicas ligadas à visão das cores. A cor era 
questão central na pintura de Monet, mas também
foi tratada de forma especial pelos pós-impressio-
nistas Van Gogh e Gauguin. Muitos fatores interfe-
rem na visão das cores: a cor da luz que ilumina
determinado objeto modifica a cor do objeto; a cor
que está próxima de um objeto também modifi-
ca sua cor; a forma como as células nervosas que
constituem o tecido da retina no fundo do olho são 
sensibilizadas pela imagem também pode interferir
na visão das cores.
Cézanne se debruçou na questão da visão. Ele
tentou por meio da pintura refletir sobre a visão este-
reóptica que temos dos objetos tridimensionais. Nos-
sos olhos formam duas imagens diferentes, que são 
unificadas no cérebro, para formar uma única ima-
gem tridimensional. Essa imagem não corresponde
exatamente à construção geométrica da perspectiva.
6) Próximo do final do filme, Saramago e Wim Wenders refletem sobre o excesso de pro-
dução e circulação de informação no mundo contemporâneo. Segundo Wim Wenders, 
“A superabundância de imagens significa, basicamente, que somos incapazes de pres-
tar atenção. Somos incapazes de nos emocionarmos com as imagens. Atualmente as 
histórias têm que ser extraordinárias para nos comoverem. As histórias simples... não 
conseguimos mais vê-las”. Você concorda com o cineasta? Como estamos nos relacio-
nando com as imagens e as informações que chegam até nós? 
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texto complementar
.. 
a invesTigação de cézanne
A dúvida de Cézanne
A perspectiva vivida, a de nossa percepção, não é a 
perspectiva geométrica ou fotográfica: na percep-
ção, os objetos próximos aparecem menores, e os 
objetos afastados maiores, do que numa fotografia, 
como se vê no cinema quando um trem se apro-
xima e aumenta de tamanho muito mais rápido 
que um trem real nas mesmas condições. Dizer que 
um círculo visto obliquamente é visto como uma 
elipse é substituir a percepção efetiva pelo esque-
ma daquilo que veríamos se fôssemos aparelhos 
fotográficos: vemos, na realidade, uma forma que 
oscila em torno da elipse sem ser uma elipse. Num 
retrato da senhora Cézanne, o friso do revesti-
mento da parede, de um lado e de outro do corpo, 
não forma uma linha reta; mas sabemos que, se 
uma linha passa por uma larga faixa de papel, os 
dois segmentos visíveis parecem desarticulados.
maurice merleau-ponty. a dúvida de Cézanne. In: O olho e o 
espírito. são paulo: Cosacnaify, 2004, p.129
A invenção do cinema, tratada brevemente no 
capítulo, também se relaciona com a compreensão 
de como as imagens sucessivas se formam no cére-
bro, criando a sensação de movimento. 
Na seção Pesquisa 
há sugestões de buscas para
obras do alemão Josef Albers, do venezuelano Cruz
Diez e do estadunidense David Batchelor, que de
maneiras diferentes tomaram a cor como questão 
central de suas obras. Para compreender melhor 
a invenção do cinema, há sugestão de assistir ao
documentário Um truque de luz, de Wim Wenders.
leiTura das imagens
Professor, para ajudar a perceber as especifici-
dades dos quatro pintores mais importantes do Im-
pressionismo e Pós-Impressionismo, veja a seguir
quatro trabalhos reproduzidos neste capítulo (pági-
nas 209, 212 e 213).
Monet, Montes: efeito de neve. Óleo sobre tela, 1891.
Pintura a óleo
Paisagem
Cor
Gestualidade
Luz
Paul Cézanne, Mont Sainte-Victoire (1904 – 1906).
Pintura a óleo
Paisagem
Formas simplificadas
Composição Volumetria
Van Gogh. Trigal 
com cipreste
1889.
Pintura a óleo
Paisagem
Cor
Gestualidade
Emoção
Paul Gauguin. Nafea faa 
ipoipo? Óleo sobre tela, 
1892.
Pintura a óleo
Retrato
Cor
Imaginação
Composição
R
eprodução/Galeria Nacional, L
ondres, Inglater
ra.
The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone/F
undação R
udolph Staec
helin, Basiléia, Suiça.
The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone/ Museu K
unsthaus, 
Zurique, Suiça.
R
eprodução/Galeria Nacional da Escócia, 
Edimburgo, Escócia.
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manual do professor |
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boxe caracTerísTicas culTurais da polinésia – 
os povos do pacífico sul
Aproveitando a relação de Gauguin com os po-
vos do Pacífico Sul, neste boxe exploramos algu-
mas das propriedades distintivas dos povos que 
vivem na Polinésia. A fotografia do século XIX, per-
tencente ao acervo do Museu do quai Branly, em
Paris, mostra um chefe maori com o rosto tatuado 
nos padrões ornamentais típicos da região. 
Gauguin escreveu um diário ilustrado sobre suas
aventuras da primeira viagem à Polinésia e tentou 
editar um livro, só publicado postumamente, intitu-
lado Noa Noa, termo que significa no idioma local 
‘muito perfumada’. 
Um dia tive que ir a Papeete. Prometi voltar naquela mesma 
noite. Na volta a charrete quebrou no meio do caminho; tive 
que continuar a pé. Cheguei à minha casa a uma hora da 
manhã. Como eu tinha naquela ocasião muito pouco óleo 
guardado – precisava reabastecer o estoque – a lampari-
na havia se apagado e o aposento estava em completa es-
curidão quando entrei. Senti medo e, mais ainda, descon-
fiança. [...] Risquei fósforos e vi... Imóvel, nua deitada de 
bruços sobre o leito, os olhos arregalados de medo, Tehau-
rana me olhava e parecia não me reconhecer. E se ela me 
tomasse por um tupapau, um dos demônios de sua raça?
GauGuIn, paul. Noa Noa. rio de Janeiro: philobiblion, 1993. p. 39.
pesquisa – arTe e a cor
Professor, deixe os alunos pesquisarem à von-
tade os artistas sugeridos. Há diversidade em seus
trabalhos e visitá-los vai contribuir para uma re-
flexão mais profunda sobre a visão das cores. Se 
possível, passe o filme do cineasta alemão Wim 
Wenders, Um truque de luz
, que tem apenas 80
minutos. Trata-se de uma mistura de documentá-
rio e ficção sobre a descoberta do cinema. O filme 
também mostra questões ópticas e complementa o 
tema subjacente.
para encerrar
A que você atribui o sucesso que a pintura im-

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