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Arte - Volume único
 
Sinopse do filme:
Personalidades com graus diferentes de deficiência visual debatem subjetivamente e a 
partir de suas experiências pessoais o ato de olhar para o mundo. Segundo o poeta An-
tonio Cícero, o olho é a janela da alma, mas quem olha é o olho e não a janela. Hermeto 
Pascoal nunca sentiu falta da visão, pois não sabe como os outros veem e nem como o 
enxergam. Walter Lima Júnior descobriu pela falta de foco no cinema que era hora de usar 
óculos. “Cegos também sonham imagens...”
 
O filme e o livro: 
O filme explora de forma subjetiva a questão do olhar, refletindo sobre as diversas 
formas de apreensão da realidade por meio de entrevistas com pessoas que apresen-
tam algum tipo de deficiência visual. Trata-se de uma abordagem contemporânea de 
algo que está por trás das colocações dos pintores realistas e também daqueles que 
investigaram os processos fotográficos no final do século XIX.
 
Sugestões para aprofundar o filme em sala de aula:
1) Durante muito tempo da nossa história, a pintura foi usada com o objetivo de repre-
sentar a realidade tal como ela é. No final do século XIX, o advento da fotografia pôde 
representar o mundo com um nível de realismo nunca antes sentido pela humanidade. 
Que transformações puderam ser observadas na pintura a partir do desenvolvimento 
da técnica fotográfica? A fotografia também pode ser considerada arte? Por quê?
2) Disserte sobre a entrevista que mais gostou. 
3) Durante a entrevista com o vereador Arnaldo Godoy (Timecode: 31:20), sua filha 
conta que um dia, quando ela tinha um ano de idade, os dois estavam no mar e veio 
uma onda que a levou para longe do pai. Ele, cego desde o final da adolescência, só 
conseguiu encontrá-la pelo contraste entre a pele morena da menina e o mar pratea-
do de fim de tarde. O que é o contraste? Procure no livro exemplos de imagens com 
muito contraste e pouco contraste.
4) Vários dos entrevistados apresentam algum tipo de deficiência visual, o que os leva a 
refletir sobre a importância da visão como forma predominante de se relacionar com 
o mundo exterior. Segundo o cineasta Wim Wenders, “ver é algo que se dá em parte 
através dos olhos, mas não totalmente”. Quais são as outras formas e possibilidades 
de ver o mundo? Responda à pergunta usando exemplos do filme.
5) Segundo Saramago, “... nós nunca vivemos tanto na caverna de Platão, como hoje. 
Porque as próprias imagens que nos mostram da realidade de uma certa maneira 
substituem a realidade. Nós estamos efetivamente a repetir a situação das pessoas 
aprisionadas e atadas na caverna do Platão, olhando em frente, vendo sombras, e 
acreditando que essas sombras são a realidade. Foi preciso passarem todos esses 
séculos para que a caverna do Platão aparecesse num momento da história da hu-
manidade, que é hoje”. (Timecode: 56’44’’). Pesquise sobre o mito da caverna de 
Platão e com base nisso explique o que Saramago quis dizer nessa sua fala.
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manual do professor |
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sugesTões de leiTura
CARDOSO, Rafael. A Arte Brasileira em 25 quadros 
(1790-1930). Rio de Janeiro: Record, 2008.
FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura 
moderna
. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
GONÇALVES FILHO, Antônio. Primeira Individual 25 
anos de crítica de arte
. São Paulo: CosaNaify. 2009.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. 6. ed. Rio de Janei-
ro: LTC: 1999.
HOBSBAWN, Eric J. A era do capital. 1848-1875. São
Paulo: Paz e Terra, 1996.
HOCKNEY, David. O conhecimento secreto. São Paulo:
CosacNaify, 2001.
KOBBé, Gustave. Kobbé: o livro completo da ópera. Rio 
de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
KOSSOY, Boris. Hercule Florence – A descoberta isolada 
da fotografia no Brasil. São Paulo: Edusp, 2006.
PALHARES, Taísa (Org.). Arte brasileira na Pinacoteca 
do Estado de São Paulo.
São Paulo: CosacNaify/Impren-
sa Oficial do Estado, 2009.
O Brasil de Marc Ferrez
. Vários autores – São Paulo: Ins-
tituto Moreira Salles, 2005.
Catálogo do Museu Nacional de Belas Artes
. Coordena-
ção editorial Heloisa Aleixo Lustosa. 
16. Impressionismo
Este capítulo aborda o Impressionismo, a pin-
tura e a visão das cores, a invenção do cinema, os 
artistas pós-impressionistas e os povos do Pacífico 
Sul. Abarca ainda a modernização das cidades e a
influência da pintura impressionista no Brasil.
Os impressionistas queriam captar a realidade vi-
sível. A pintura impressionista inicia um processo de 
ruptura da forma, que dá início ao Modernismo. No
final do século XIX, quando floresce o Impressionis-
mo na Europa, a Revolução Industrial está se estabe-
lecendo. É quando começam a aparecer os elementos 
da estética da máquina: a torre Eiffel traz a ideia “o
tecnológico é belo”; o cinema busca captar o tempo e
a reprodutibilidade da imagem que fomenta a ativida-
de publicitária.
Na abertura
vemos quatro imagens: duas pinturas,
um cartaz e uma fotografia. O professor pode interro-
gar a turma: O que estas imagens podem nos dizer so-
bre a arte no final do século XIX? quem as teria exe-
cutado e com que finalidade? O que elas representam?
As frases nos ajudam a responder algumas des-
sas perguntas; elas falam do interesse pela nature-
za e pela luminosidade efêmera. Falam de cinema
e da decoração do Teatro Municipal. Se olharmos
as datas, veremos que o Impressionismo demorou
a chegar ao Brasil. A pintura A pega de Monet é de
1868, enquanto a fotografia de Visconti pintando o
pano de boca do Teatro Municipal é de 1907, quase
40 anos depois.
O Cenário histórico descreve de forma sinté-
tica a situação difícil em que se encontrava o povo 
francês, e o movimento que foi chamado de Comu-
na de Paris. A cidade se transformava e se prepara-
va para ser o centro artístico do Ocidente.
O tema subjacente deste capítulo é Visão e 

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