Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
Festas populares
– trecho do livro Por amor 
às cidades
, de um dos grandes especialistas sobre 
a Idade Média, o professor francês Jacques Le Goff,
que fala sobre as festas populares. Ele discorre so-
bre as festas pagãs, como o carnaval e as procis-
sões religiosas.
pesquisa – imagens para ilusTrar 
Professor, dê prioridade para visitar os sites do 
ilustrador espanhol Mariscal e do brasileiro Andrés
Sandoval. Estimule a turma a explorar realmente
os sites, que têm material em diversas linguagens. 
Pode ser muito interessante fazer essa ponte entre
as formas de comunicação e conhecimento na Ida-
de Média e no mundo contemporâneo.
para encerrar
Que tipo de ilustração vocês mais gostam?
A pergunta pode ser respondida de várias formas.
No caso de livros infantis, as ilustrações colaboram 
para construir o universo sugerido pela narrativa. 
Mas podem também seduzir o leitor, sugerir um clima
lúdico ou de terror para uma história. As ilustrações 
podem também ajudar a visualizar rapidamente as in-
formações: é o caso dos gráficos ilustrados. Estimule
a troca de referências entre os alunos. Aproveite o 
final deste encontro para preparar a próxima ação.
ação – livro ilusTrado
Professor, esta atividade pode ser feita de duas 
maneiras bem diferentes. Uma possibilidade é pedir 
aos alunos que comprem livros bem baratos e antigos 
em um sebo de livros, trazê-los para escola e traba-
lhar sobre as páginas de texto fazendo intervenções
coerentes ou não com o texto. A ideia é transformar 
um livro em objeto visual. A outra possibilidade é pe-
dir que os alunos escolham pequenos contos ou le-
tras de músicas para produzir um livrinho ilustrado
em sala de aula. Neste caso você pode cortar pedaços 
de papel kraft
de aproximadamente 80

20 cm e dis-
tribuir para os alunos que vão dobrar o papel para 
fazer um livro sanfonado. Ou ainda cada um dos alu-
nos poderá fazer um mini livro de uma única folha de
papel, seguindo as instruções da figura:
textos complementares
.. 
as peregrinações na idade média
O entusiasmo religioso da Idade Média se revelava 
também no movimento cada vez maior das pere-
grinações aos lugares sagrados. Estradas rústicas 
levavam a essas destinações, dentre as quais as 
mais procuradas nos séculos XI e XII eram as ba-
sílicas da época do Imperador Constantino, em 
Roma, a igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e 
a catedral de Santiago de Compostela, no noroeste 
da Espanha.
Na catedral de Compostela, o portal voltado para oes-
te, conhecido como Pórtico da Glória, tem um relevo 
que representa as almas no limbo, o Juízo Final e a 
glória de Cristo no final dos tempos. Entre os após-
tolos e profetas, a figura de Jesus, a maior de todas 
e situada ao centro, nos mostra suas chagas. São 
Tiago, na coluna abaixo de Jesus, aguarda sentado o 
peregrino, para lhe dar as boas-vindas.
Os peregrinos enfrentavam bandidos e toda sorte 
de riscos nas viagens, que podiam durar até mais 
que um ano. Diziam que as estrelas da Via Láctea 
marcavam o caminho para Santiago de Compos-
tela. No século XII um padre francês escreveu um 
guia para os peregrinos, dando conselhos sobre as 
rotas que cruzavam a França.
O guia indicava os monastérios e igrejas que ofere-
ciam comida e alojamento e apontava os santuários 
a serem visitados, por conterem relíquias de santos 
importantes (ou atribuídas a eles). Igrejas associa-
das a curas milagrosas ficavam repletas de enfer-
mos e outros peregrinos.
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A popularidade das peregrinações facilitou a organiza-
ção da primeira cruzada, pelo papa Urbano II, em 1095. 
Reunindo exércitos de reinos poderosos e um enorme 
contingente de camponeses, as cruzadas marchavam 
em direção à Terra Santa por se considerar que Jeru-
salém precisava ser libertada do domínio islâmico.
sugesTões de leiTura
ARGAN, Giulio Carlo. História da arte italiana. De 
Giotto a Leonardo, v. 1. São Paulo: CosacNaify, 2003.
BARRUCAND, Marianne; BEDNORZ, Achim. Arquitec-
tura Islámica em Andalucía
. Köln: Taschen, 1992.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro:
LTC, 1999.
KEMP, Martin (Coord.). História da arte no ocidente
Lisboa: Editorial Verbo, 2006.
LE GOFF, Jacques. Por amor às cidades. São Paulo: Ed.
da Unesp, 2000.
RAMALHO, Germán. Saber ver a arte românica. São 
Paulo: Martins Fontes, 1992.
STOKSTAD, Marilyn. Art History. New Jersey: Pearson
Education, 2005. (Em inglês.)
WERTHEIM, Margaret. Uma história do espaço de Dan-
te à internet
. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
12. Renascimento
Este capítulo aborda o Renascimento, o ressur-
gimento do Humanismo, a pintura e a perspectiva, 
o relacionamento entre arte e ciência, a gravura e o 
livro impresso, as navegações e as primeiras ima-
gens do Novo Mundo, o maneirismo, Shakespeare
e o teatro elisabetano. O Renascimento é uma re-
tomada do racionalismo e do humanismo da épo-
ca clássica. Neste novo ambiente europeu, que se
estabelece com a vida urbana e comerciantes en-
riquecidos, há o desafio de conciliar a concepção
do espaço cristão e o que é próprio do homem. No 
Renascimento, arte é ação e ciência.
Nas imagens da abertura 
vemos: um livro, uma
pintura representando um espaço em perspectiva 
e três autorretratos de artistas. O professor pode 
interrogar a turma: O que estas imagens nos dizem
sobre o Renascimento? O que elas representam?
qual a novidade que estas imagens trazem?
As frases nos ajudam a responder algumas destas 
perguntas; elas falam de livro impresso, de interesse
pela cultura grega e de mestres do Renascimento. A 
representação do espaço em perspectiva, a descri-
ção detalhada da natureza e a tecnologia que possi-
bilitou o livro impresso são algumas das transforma-
ções ocorridas no Renascimento. A pintura foi feita 
por Rafael para a Sala das Assinaturas, no Vaticano, 
em Roma. Trata-se do afresco A escola de Atenas
1510-1511, a obra mais conhecida de Rafael. Bem no
centro da imagem, envolto em um manto azul, está
o pensador grego Aristóteles. Ele tem a mão espal-
mada para baixo apontando para a importância da 
natureza e do mundo material. Ao seu lado, Platão
aponta o dedo para o alto afirmando o poder do pen-
samento e das ideias abstratas. 
O Cenário histórico descreve o enriqueci-
mento das cidades na Península italiana, o surgi-
mento de regimes monárquicos em outras nações
europeias e o florescimento de Portugal e Espanha
como potências que conquistaram terras além-mar.
tema subjacente deste capítulo é Arte e Ciên-
cia
. Como é dito no capítulo, a arte neste momento é 
também ciência. Através da arte é possível observar e 
refletir sobre a natureza. Várias imagens que figuram
no capítulo podem ser entendidas como arte e como 
ciência: O esquema da perspectiva na gravura de Vre-
deman de Vries e o perspectógrafo de Dürer que es-
tão na página 152, o estudo sobre o feto no útero, de
Leonardo da Vinci, na página 153 e o mapa Terra Bra-
silis
que está na página 155. A invenção de sistemas
de representação do espaço tridimensional, por meio 
de regras geométricas é uma conquista científica fei-
ta por artistas, os desenhos de observação do corpo 
humano de Leonardo são estudos de anatomia e os 
mapas portulanos são cartas de navegação.
Na seção Lendo sobre o Renascimento – A 

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