Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
ferentes povos das Américas?
Com base nessa pergunta, é possível pensar nos 
diversos rituais comentados no capítulo, sobre os 
materiais usados por cada povo (obsidiana, madei-
ra, cerâmica, couro) e na relação que eles têm com 
o ambiente em que cada um desses povos viveu.
ação – objeTos riTuais
Professor, converse com cada grupo e troque 
ideias com os alunos. Essa ação não precisa estar
ligada a um ato religioso ou político. Pode ser algo 
lúdico, uma brincadeira, uma ação teatral. Confec-
cionar máscaras e fazer uma encenação. Recolher
objetos e colocá-los de forma ritual no centro da
sala, formando um círculo. Oriente para que esta-
beleçam ações e trabalhem com materiais viáveis.
Máscara do vento norte, 
cultura inuíte. 
Máscara
Cultura inuíte
Manifesta o vento
Chocalho Haida.
Instrumento musical
Cultura Haida
Usado em danças xamânicas 
e rituais de cura
Festa do dia dos 
mortos.
Arranjo 
ornamental
México 
contemporâneo
Oferenda para os 
mortos
Relevo de pedra, Yaxchilán, México, 
600-900. Pedra. 
Relevo em pedra
Cultura maia
Representa a sangria
Rituais de sangria para 
alimentar os deuses
Coleção Mic
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manual do professor |
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textos complementares
.. 
os miTos mesoamericanos
O mito do Sol e da Lua
Um dos mitos dos mexicas dizia que o Sol trava 
uma luta cósmica com a Lua para voltar a nascer a 
cada dia. Nesse mito, Coatlícue, a Terra, fizera voto 
de castidade após dar à luz a Lua e a quatrocentas 
estrelas. Um dia, porém, enquanto varria o santuá-
rio no pico da montanha sagrada em que morava, 
foi fecundada por uma bola de penas. Seus filhos se 
enfureceram ao saber da gravidez e, liderados por 
Coyolxáuhqui, a Lua, resolveram punir a mãe com 
a morte.
Mas no momento em que a Lua e as estrelas 
vieram matar Coatlícue, o deus Sol emergiu do 
ventre da mãe armado como um guerreiro e des-
pedaçou Coyolxáuhqui, lançando seu corpo des-
membrado do alto da montanha.
a ancesTralidade nos povos ameríndios
Homens, deuses e ancestrais
Na concepção de mundo dos povos ameríndios, 
a ancestralidade está diretamente vinculada ao 
universo sobrenatural ou divino. Na maioria dos ca-
sos os cargos de maior autoridade e de chefia são 
ocupados por indivíduos mais idosos. Nem sempre 
é fácil entender a fronteira entre o papel da ances-
tralidade na vida e na morte. Numerosos objetos 
pré-colombianos representam idosos como enti-
dades divinas ou mesmo como figuras conectadas 
ao mundo dos mortos. No caso mesoamericano, 
Huehueteotl, o deus ancião, um dos principais da 
cosmogonia [narrativa sobre a origem e evolução 
do mundo], é responsável pela manutenção do 
fogo, que permite a vida do homem na terra. Já para 
muitas sociedades andinas, os ancestrais tinham 
um papel fundamental nas decisões sobre a vida 
da comunidade. Relatos do século XVI nos contam 
que os incas traziam as múmias dos antigos go-
vernantes para participar das decisões oficiais do 
Estado, e que os bens e a propriedade da terra eram 
mantidos mesmo após a morte. 
A festa do Dia dos Mortos, vivamente celebrada até 
hoje no México, é outro exemplo da participação 
dos mortos na vida cotidiana. É uma festividade 
preparada para recebê-los, em que lhes são ofere-
cidas músicas, comida e bebida.
arCurI, márcia. Catálogo da exposição Por ti América: arte pré-colombiana. 
rio de Janeiro: pancrom, 2005. p. 213.
a chegada dos espanhóis na américa
A queda da cidade preciosa como jade
Era dezembro de 1519. Do alto de seu cavalo, Cor-
tés contemplava a cidade que pretendia conquistar. 
[...]
O panorama que se oferecia das imediações de 
Tenochtitlán era imponente. Relatou Díaz [o escri-
vão da comitiva]: “Chegamos pela manhã à grande 
estrada. Quando deparamos com tantas cidades e 
vilas construídas sobre a água, além de cidades 
em terra firme e estradas bem niveladas que se 
dirigiam ao México, fomos tomados de grande ad-
miração diante dos templos e torres de pedra que 
se elevavam da água. Segundo alguns de nossos 
soldados, tudo aquilo parecia um sonho; e não é de 
espantar que eu escreva deste modo, pois jamais 
foi visto, nem mesmo em sonhos, aquilo que obser-
vávamos então.” [...]
Não longe da cidade as tropas espanholas se detive-
ram; a casa real vinha ao seu encontro em procissão. 
Como escreveu Díaz: “Montezuma chegava transpor-
tado sob um dossel de maravilhosa riqueza, feito de 
plumas verdes tecidas com intricados entrelaçados 
de ouro e prata, e adornado com pérolas e pedaços 
de torbernita verde, que pendiam de uma espécie de 
bordado maravilhoso de se ver. E o grande Montezu-
ma estava ricamente vestido, de acordo com seus 
costumes, calçando sandálias com a sola de ouro e 
a parte superior feita de pedras preciosas”.
ASTECAS: reInado de sanGue e esplendor. 
rio de Janeiro: editores de Timelife livros, 
1998. p. 22-25. (Civilizações perdidas).
Cocar de Montezuma. Museo Nacional de 
Antropología, Cidade do México. Acredita-se que 
este adereço de 1,2 m de altura, combinando 
penas verdes de quetzal e azuis da ave cotinga e 
adornado com discos de ouro, tenha pertencido 
a Montezuma II, o imperador que acolheu os 
invasores espanhóis. A peça é uma cópia do 
original que hoje está em Viena, Áustria.
Boltin Picture Library/The Bridgeman 
Ar

Library/K
eystone
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sugesTões de leiTura
ASTECAS: REINADO DE SANGUE E ESPLENDOR. Ci-
vilizações Perdidas
. Rio de Janeiro: Editores de TimeLi-
fe Livros. Abril Coleções, 1998.
MUSEU DE ARqUEOLOGIA E ETNOLOGIA (MAE). Ca-
tálogo da exposição. Brasil 50 mil anos: uma viagem 
ao passado pré-colonial
. São Paulo: Universidade de São
Paulo (USP), 2013.
COOK, Michael. Uma breve história do homem. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
POR TI AMéRICA: arte pré-colombiana. Curadoria Már-
cia Arcuri – Rio de Janeiro: Pancrom, 2005.
SOLIS, Felipe. Catálogo do MUSEO NACIONAL DE AN-
TROPOLOGIA, Monclem Ediciones, México.
10. Culturas sul-americanas
Este capítulo aborda as primeiras culturas andi-
nas, tais como a civilização de Caral, os paracas, a
cultura Nasca, os mochicas e o império Inca. Abar-
ca também os povos amazônicos, a sociedade tapa-
jônica e os Marajoaras e traz algumas das práticas
culturais mais importantes dos povos indígenas no 
Brasil, tais como pintura corporal e cestaria. O ca-
pítulo apresenta uma imagem de Caral, importante 
descoberta arqueológica da década de 1990, que re-
velou que as primeiras cidades da América surgiram 
na América do Sul. Ressalta também que as cultu-
ras da América do Sul enfrentavam dificuldades am-
bientais nos Andes e na região do deserto peruano.
As culturas andinas trabalharam com algodão, 
lã, cerâmica e prata, principalmente. Construíram 
centros cerimoniais, cidades e rede de caminhos. 
Apresentavam uma forte tradição musical e grande 
diversidade cultural.
As civilizações tapajônicas trabalharam com ce-
râmica e jade, principalmente a marajoara, construí-
ram aterros e se adaptaram à floresta.
Na abertura, vemos cinco objetos bem diferen-
tes: flautas feitas de ossos, um adorno de ouro, um
tecido, um objeto de cerâmica e um de jade. O pro-
fessor pode perguntar à turma: O que estas imagens
podem nos dizer sobre a América do Sul? De que
material foram feitos os objetos que elas represen-
tam? De que épocas são? O que representam? qual
a finalidade destes objetos? O que há em comum
entre elas e o que as distingue?
As frases 
apontam para algumas respostas: prá-
tica musical, prata e ouro, lã e algodão, encontro de 
grandes rios. A diversidade de materiais indica tam-
bém as diferenças ambientais da região. O Cenário 

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