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Arte - Volume único
Sinopse do filme:
Eu, um negro é resultado de uma viagem do diretor e antropólogo Jean Rouch à África, 
quando acompanhou durante seis meses o cotidiano de jovens nigerianos que migraram 
para a cidade de Treichville. “Propus fazermos um filme em que eles representariam a si 
mesmos, em que eles teriam direito a fazer tudo e a dizer tudo”, narra Jean Rouch. Nesse 
jogo de livre representação, esses jovens, que se apresentam com nomes de ícones es-
tadunidenses, Lenny Caution e Edward G. Robinson, são filmados tanto em situações de 
trabalho como de lazer. O filme foi todo dublado posteriormente. Durante esse processo
os personagens tiveram participação ativa, narrando e criando os diálogos. Essa criação 
inventiva e compartilhada a partir do que já tinha sido filmado é o grande diferencial do 
filme, pois possibilitou uma mistura entre realidade e ficção, sonho e imaginação, 
sequências encenadas e outras de pura observação, tudo dentro de uma mesma obra.
Curiosidades:
Jean Rouch e seu amigo Edgar Morin são considerados os pais do Cinema Verdade. Em 
1960, publicaram na revista France Observateur um manifesto intitulado “Por um novo Ci-
nema Verdade”, no qual a questão central foi a recusa ao modelo de verdade instituído até 
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manual do professor |
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sugesTões de leiTura
ADAMS, Laurie Schneider. Worlds Wiews: Topics in Non-
-Western Art. New York: McGraw-Hill, 2004.
HAHNER-HERZOG, Iris. African Masks from the 
Barbier-Mueller Collection
(Art Flexi Series). New 
York: Prestel, 2007.
LARKIN, Elisa; GÁ, Luiz Carlos (Org.). Adinkra sabedo-
ria em símbolos africanos
. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.
MUSéE DU qUAI BRANLY. La Guia del Museu. Paris:
2006.
VISONÀ, Monica Blackmun. A History of Art in Africa
New Jersey: Prentice Hall, 2001.
WILLET, Frank. African Art. London: Thames and 
Hudson, 2003.
9. Culturas norte e mesoamericanas
Este capítulo aborda algumas das culturas que
habitaram as terras frias no norte das Américas, 
como os inuítes que colonizaram o Ártico; as popu-
lações indígenas que viveram na planície do centro-
-oeste da América do Norte e as culturas Mesoa-
mericanas. Atenção especial foi dada aos maias e 
mexicas, que dominaram vasta extensão territorial, 
construíram centros cerimoniais, cidades e redes de 
caminhos. Essas sociedades guerreiras, que pratica-
vam sacrifícios religiosos, desenvolveram um calen-
dário, a astronomia e um tipo de notação escrita.
Na abertura, 
vemos quatro imagens: totens de
madeira, um utensílio de cerâmica e um de vidro, 
uma ilustração. O professor pode perguntar à tur-
ma: O que estas imagens podem nos dizer sobre
os povos que habitaram a América do Norte e a 
América Central? qual a peça mais antiga? O que
as peças representam? De que material elas foram
feitas? qual a finalidade destes objetos? O que há
em comum entre eles e o que os distingue?
Lendo as frases, recolhemos algumas pistas 
para responder às perguntas: elas falam de animais,
homens, deuses, cerâmica e vidro vulcânico. O de-
senho é uma ilustração de um manuscrito asteca 
dos séculos XV-XVI representando o deus-serpen-
te-emplumada. O Cenário histórico cita algumas 
culturas norte e mesoamericanas que floresceram 
de 1500 a.C. até 1500 d.C. Os mexicas e os maias
ocupavam a Mesoamérica quando os espanhóis
aportaram nos mares do Caribe.
tema subjacente do capítulo são Os rituais
São estudadas diferentes civilizações: o foco são
os rituais, as festas e as celebrações realizadas por
cada um desses povos. Em cada cultura os rituais
se relacionam aos aspectos de seus sistemas de 
crenças. Para os inuítes, o vento tem muitos sig-
então. Rouch explorou o documentário em sua potência falsificante ao trazer elementos da 
ficção para a prática documental. Assim, ele se distanciou de um tipo de discurso calcado 
na imparcialidade e na objetividade para tornar o campo das subjetividades o lugar privile-
giado dos seus filmes, por onde a narrativa é construída.
Época de intensa mobilização política, marcada sobretudo pela contestação das instituições 
e dos valores sociais vigentes, principalmente em relação às questões de etnia e sexuali-
dade, o Cinema Verdade está inserido no contexto do aparecimento dos cinemas novos, que 
tinham como característica principal uma forte oposição ao cinema de espetáculo, além de 
uma mudança de posicionamento do autor dentro da obra.

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