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parte essencial do homem, o espírito, à qual



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Arte - Volume único

parte essencial do homem, o espírito, à qual 
chamavam Ka, podia sobreviver à morte do 
corpo. Para promover o bem-estar do espírito, 
desenvolveram elaboradas praticas funerárias. 
Era preciso, por exemplo, assegurar que Ka con-
tinuasse a ter um corpo para habitar, que podia 
ser o cadáver mumificado ou uma estátua repre-
sentando o morto.
Nas primeiras dinastias foram construídos tú-
mulos trapezoidais chamados mastabas. Feitas 
de tijolos de barro, tinham uma espécie de cape-
la para oferendas e para o sarcófago, no qual era 
colocado o corpo mumificado. A partir da 3ª- di-
nastia, os faraós passaram a construir e decorar 
enormes complexos funerários, que continham 
tumbas, templos e até palácios.
Os maiores monumentos funerários construí-
dos pelos egípcios são as pirâmides de Gizé. O 
conjunto foi considerado pelos gregos uma das 
sete maravilhas do mundo antigo.
Nas tumbas egípcias eram comuns as repre-
sentações de cenas cotidianas, além de relatos e 
preces em escrita hieroglífica. Em geral, o fundo 
das cenas era escavado nas paredes de pedra, de 
modo a produzir imagens em alto-relevo. O tra-
balho era feito em equipe: um artesão traçava 
as linhas do desenho, outro as escavava, dando 
relevo à figura, e um terceiro as pintava. Estes 
pintores e escultores eram considerados traba-
lhadores tal como os carpinteiros e marceneiros, 
pois na sociedade egípcia não havia diferença en-
tre artista e artesão. No entanto, os que sabiam 
ler e escrever – os escribas – pertenciam a uma 
categoria social de grande importância.
Peitoral de Senusret II, tumba da princesa Sithathoryunet, em 
El-Lahun.12ª- dinastia, 1887-1813 a.C. Ouro e pedras semipreciosas. 
Museu Nacional do Cairo, Egito.
Nesta joia duas figuras do falcão simbolizam o rei Hórus. 
Atrás dos falcões, duas serpentes, que representam Ra (o 
Sol), atravessam Ankh, símbolo da vida. No centro, um car-
tucho (forma ovalada) contém o Sol encimando o besouro
também símbolo de Ra, que sugere o renascimento, mani-
festação de Ra. 
Escultores no trabalho, Mastaba de Kaemrehou, em Saqqara, final 
da 5ª- dinastia, 2325 a.C. Baixo-relevo em pedra pintada. Museu 
Egípcio, Cairo, Egito. 
Apenas a representação de seres humanos obedecia à 
regra de frontalidade: cabeça, pernas e braços de perfil; 
olho, boca e ombros de frente. Note que neste relevo, 
que mostra escultores e esculturas, apenas os primeiros 
são representados com esse padrão. (Compare os olhos 
e os ombros de uns e outros.)
The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone/Museu Egípcio, Cairo, Egito.
The Bridgeman Art Library/Keystone/
Museu Nacional do Egito,Cairo, Egito.
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As pirâmides de Gizé, construídas para os faraós Quéops 
(2530 a.C), Quéfren (2500 a.C.) e Miquerinos (2470 a.C.), 
da 4
ª
dinastia.
A maior e mais antiga das pirâmides de Gizé foi cons-
truída pelo faraó Quéops. Com 146 m de altura, tem 
base perfeitamente quadrada. Para garantir que os 
reis jamais fossem perturbados em suas tumbas, os 
construtores posicionaram as câmaras de sepulta-
mento muitos metros abaixo das pirâmide.
Estela (lápide funerária) de Amenemhat I, em Assasif, 12ª- Dinastia, 
2055 a.C.-1985 a.C. Museu Egípcio, Cairo, Egito.
Nesta cena em relevo pintado, vê-se o faraó Amenemhat I abraçado 
pela esposa, enquanto abraça e é abraçado por seu filho. Ao lado há 
uma mesa repleta de oferendas funerárias. 
Pirâmide e ruínas do complexo funerário de Zoser, 
em Saqqara, 3ª- dinastia, 2667 a.C.-2648 a.C. Altura 
da pirâmide: 62 m. 
Zoser, rei da 3ª- Dinastia, construiu o mais anti-
go complexo funerário conhecido do Egito, con-
sistindo de uma pirâmide funerária escalonada, 
um templo, dois palácios e um pátio interno.
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Templo de Amon, em Karnak, 1295 a.C.-1186 a.C.
O santuário de Amon, em Karnak, construído, renovado 
e expandido durante mais de 500 anos, consistia em um 
complexo de templos, portais, pátios, salões e um lago 
sagrado para rituais purificadores. Um grande saguão era 
sustentado por 134 colunas com capitéis representando 
flores ou brotos de lótus. Apenas os reis e sacerdotes eram 
autorizados a circular no interior do santuário. Outras 
pessoas só podiam entrar no saguão das colunas, repleto 
de pinturas e relevos que exibiam o poder do faraó. 
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Templos
Para agradecer aos deuses e garantir a continuidade de suas 
bênçãos sobre o Estado, os faraós egípcios construíram templos 
esplêndidos e destinaram sacerdotes para mantê-los. Os sacerdo-
tes se ocupavam diariamente em prover de comida fresca, banhar 
e vestir as estátuas dos deuses. 
A construção de templos e monumentos 
era uma forma de preservar a ideia de Es-
tado na memória coletiva do povo. Mas era 
também uma maneira de cada monarca im-
primir sua memória individual, esperando 
que esses edifícios se tornassem perenes.
Muitos templos foram construídos du-
rante o Novo Império, uma época de gran-
des conquistas militares. Nessa época a 
devoção ao deus Amon, divindade solar e 
protetor de Tebas, a capital do império, se 
difundiu por todo o reino. Dos muitos tem-
plos construídos em sua homenagem, dois 
se conservam até hoje: um ao norte de Te-
bas, em Karnak, e outro ao sul, em Luxor.
endo sobre o Egito

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