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partes para o todo”. As figuras deviam obedecer a



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Arte - Volume único

partes para o todo”. As figuras deviam obedecer a 
um esquema global da sua realidade, proporciona-
lidade comensurável, controlado e verificado por 
medições do corpo real e não por outras imagens.
Rythmos referia-se à postura da figura, tendo em 
conta as suas devidas proporções – à postura real, 
posição e composição da figura estática ou ativa. 
Rythmos e symmetria eram aquilo que as estátuas 
arcaicas nunca tinham manifestado. Akribeia era a 
exatidão ou o refinamento com que eram aplicados 
os sistemas de proporção observados, enquanto o 
último objetivo e toque teórico deste projeto visual 
era aletheia, ou verdade que, neste contexto, se re-
feria à fidelidade ou similitude da imagem em rela-
ção à realidade, ou seja, ao objeto retratado. Apenas 
as estátuas assim construídas podiam ser verda-
deiras, belas e grandiosas.
[...]
A teoria da representação ideal
Só no período helenístico (século III-I a.C.) é que se-
ria formulada uma teoria da representação “ideal”. 
Do ponto de vista do realismo diversificado e da in-
dividualidade sofisticada da arte helenística inicial – 
observada, por exemplo, nas brilhantes estátuas per-
sonificadas de Menandro ou Demóstenes – que fora 
dirigida pela vigorosa aplicação da teoria da verdade, 
a arte do século V afigurava-se, em retrospectiva, 
bastante estranha, e até inadequada, quando medida 
exclusivamente pela escala da verdade. O seu eleva-
do quociente normativo nunca deixou de ser revelado.
Mas dado que esta havia fornecido as represen-
tações definitivas dos deuses e heróis da cultura
dominante a um nível reconhecido, foi crescendo 
uma estratégia teórica onde se reconhecia que a 
arte deste período não estava aquém da realidade, 
na escala da verdade (como na verdade se passava), 
mas acima dela – supra verum – acima da verdade. 
As normas visuais do século V foram simplesmente 
recalibradas como superiores e assim se tornaram 
“ideais” aos nossos olhos: tentaram alcançar algo 
melhor e maior do que a mera realidade represen-
tada, cuja conquista tinha sido agora plenamente 
interiorizada. Assim nasceu a teoria do idealismo fi-
diano, cerca de dois séculos depois que Fídias viveu.
Kemp, martin. História da arte no ocidente. lisboa: 
editorial Verbo, 2006. p. 60-61.
sugestões de Leitura
CARTLEDGE, Paul. Ancient Greece. Cambridge: Cam-
bridge University Press, 1998.
CHAUI, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos 
pré-socráticos a Aristóteles. V. 1. São Paulo: Brasiliense, 
1994.
EPICURO. Carta sobre a felicidade. Tradução de Álvaro 
Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: Ed. da Unesp, 
1997.
FULLERTON, Mark D. Arte grega. São Paulo: Odysseus, 
2002.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro: 
LTC, 2000.
KEMP, Martin (Coord.). História da arte no Ocidente
Lisboa: Editorial Verbo, 2006.
STAFFORD, Emma. Life, Myth, and Art in Ancient 
 Greece
. Los Angeles: Getty Publications, 2004.
STOKSTAD, Marilyn. Art History. New York: Pearson, 2004.
VERNANT, Jean-Pierre. Mito e religião na Grécia anti-
ga
. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
7. Roma
Este capítulo aborda a cultura romana durante 
o período da República e do Império. Engloba os 
temas: a assimilação da cultura grega pelos roma-
nos; o retrato oficial; a escultura e a arquitetura 
monumental; o desenvolvimento de técnicas para 
a construção de estradas e cidades na época do 
Império; o mosaico, a pintura e a sofisticação da 
vida privada dos patrícios; as religiões e a desagre-
gação do Império romano do Ocidente.
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manual do professor |
37
Augusto de Prima Porta, 14-29 d.C. 
Escultura cívica
Arte cívica
Retrato oficial, 
Finalidade de divulgar a 
imagem do poder
Assimilação da cultura grega
Arco de Tito. Roma, ano 81.
Monumento comemorativo
Arte cívica, pública
Finalidade de marcar conquistas
Desenvolvimento de técnica construtiva (o arco)
O chão não varrido. Mosaico, século II a.C.
Mosaico
Decoração doméstica
Assimilação da cultura grega
Finalidade de decorar espaços de lazer
Desenvolvimento de técnica de representação 
(perspectiva e sombra)
Nas quatro imagens da abertura, vemos: uma es-
cultura em terracota, um busto de mármore, um re-
levo em pedra e uma pintura feita na parede de uma 
casa. O professor pode interrogar a turma: O que estas 
imagens nos dizem sobre os romanos? O que elas re-
presentam? Qual a finalidade destes objetos? De que 
material foram feitos? Para quem eles foram feitos? 
O que há em comum entre eles e o que os distingue? 
As frases nos ajudam a responder algumas 
dessas perguntas: elas falam de retrato, gladiado-
res, povo, patrícios, austeridade, Cupido, mitolo-
gia grega e do deus Mitra. Esses objetos têm fina-
lidades diferentes: preservar a memória, decorar, 
ser objeto de devoção. O Cenário histórico des-
taca como um povo de língua latina se organizou 
numa sociedade militarizada e pôs em prática um 
plano de conquista de territórios. Os romanos 
absorveram a cultura dos povos por eles domina-
dos, mas também impuseram a estes um sistema 
legal e administrativo que marcou várias civiliza-
ções que posteriormente emergiriam na Europa.
tema subjacente deste capítulo é A cidade. Os 
romanos usaram a arte e a arquitetura para celebrar 
suas conquistas. Roma é uma cidade em que cons-
truções grandiosas de épocas diferentes interagem 
para formar um espaço urbano de grande variedade. 
Algumas das construções feitas pelos romanos há dois 
mil anos sobrevivem até os dias de hoje. Os romanos 
antigos se preocuparam em construir espaços de 
lazer, como teatros e banhos públicos, monumen-
tos para celebrar vitórias e equipamentos urbanos 
de utilidade pública, como mercados e sistemas de 
água e esgoto. O tema é tratado em Temas inter-

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