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Arte - Volume único
Os faraós e a monarquia divina
A religião era a base da vida cotidiana no antigo Egito. Os egípcios acreditavam em um grande 
número de deuses, e até o rio Nilo era reverenciado como divindade. Tanto a origem dos deuses 
quanto a criação do império egípcio eram explicados por meio de mitos que se entrelaçavam. 
O Sol, chamado Ra ou Ra-Atum, se criou a partir das águas escuras do caos. De sua eja-
culação surgiu a deusa das águas, Tefnut, e o deus do vento, Shu. Da união destes dois 
nasceram o homem, Geb, que é a terra, e a mulher, Nut, que é o céu. Geb e Nut tiveram 
dois filhos, Osíris e Set, e duas filhas, Ísis e Néftis. Osíris casou-se com Ísis e tornou-
-se rei do Egito. Seu filho Hórus foi o primeiro faraó. Em razão desse mito, cada faraó 
coroa do era considerado encarnação de Hórus e, como descendente do deus criador, 
era senhor do mundo e de tudo o que o mundo continha.
O hieróglifo que designa Hórus é um falcão.
Papiro da 21
a
dinastia, 1069 a.C.-945 a.C.
Os deuses eram representados em forma 
animal, humana ou uma combinação de 
ambas. Hórus, por exemplo, podia ser re-
presentado inteiramente como falcão ou 
com corpo de homem e cabeça dessa ave.
The Bridgeman Art Library/Keystone/
Museu Britânico, Londres, Inglaterra.
Pictogramas 
são desenhos 
figurativos que 
representam 
um objeto ou 
um conceito.
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| CApÍtulo 3 | EGIto |
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A arte canônica egípcia
No Egito antigo existia uma arte popular, mas 
poucos exemplares se conservaram, pois rara-
mente foram feitos com materiais duráveis. O 
que sobreviveu até nossos dias foi a chamada 
arte canônica: construções, esculturas, objetos, 
relevos e pinturas produzidos a partir de regras 
e convenções determinadas, para que pudessem 
cumprir uma função religiosa e política.
A arte canônica era vista como comunicação 
entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. 
Seus padrões extremamente rígidos tinham a 
função de ajudar a manter a ordem do uni-
verso, simbolizado pela deusa Maat, e fun-
damental para a permanência do Estado 
faraônico.
É característico da arte egípcia o 
fato de as imagens serem construídas 
sem uso de perspectiva. A perspec-
tiva obriga a esconder partes dos 
ambientes e dos personagens re-
presentados, mas os egípcios con-
sideravam necessário representar 
cada elemento com perfeita cla-
reza. Uma casa, por exemplo, era 
representada em planta, para mostrar o máximo 
de informações sobre o espaço. Já para o cor-
po humano, usavam a chamada “regra de fron-
talidade”, ou seja, representavam a cabeça, as 
pernas e os braços de perfil, mas desenhavam 
um dos olhos e os ombros vistos de frente. As 
proporções eram também bastante rígidas: para 
garanti-las, a partir do segundo milênio a.C. as 
figuras humanas passaram a ser desenhadas em 
uma grade quadriculada de 19 por 8 unidades.
Os artistas tinham também o cuidado de nun-
ca deixar um corpo esconder outro. Cada 
elemento deveria ser desenhado separa-
damente, como se fosse um símbolo. As 
imagens eram frequentemente acompa-
nhadas de palavras ou frases em escri-
ta hieroglífica, formando um conjun-
to visual repleto de significado. Os 
hieróglifos (palavra que em grego 
significa ‘escrita sagrada’) eram 
sinais que representavam ideias e 
sons, em um sistema bastante 
complexo, e seu aprendizado 
demandava longo treinamento.
Ramsés II e a rainha Nefertári, no pátio maior do Templo de Karnak, século XIII a.C.
O tamanho das figuras indicava sua posição hierárquica. O homem era sempre representado maior que a mulher; o faraó, sempre 
maior que o súdito. Neste conjunto de esculturas, por exemplo, a figura de Ramsés II tem mais que o dobro da altura da rainha 
Nefertári, sua esposa.
Roger-Viollet/Keystone
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Arte funerária
Quase todos os achados arqueológicos do An-
tigo Egito foram encontrados em tumbas e com-
plexos funerários construídos em distritos mais 
afastados do Nilo, e que se preservaram graças 
ao clima seco do deserto. 
Os antigos egípcios acreditavam que uma 
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