Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
rio histórico
conta que o Egito permaneceu sob o 
domínio de 30 dinastias de faraós durante quase 3 
mil anos. O mapa nos fala muito sobre o isolamento 
dessa civilização antiga. 
Os temas subjacentes deste capítulo são a arte 
canônica
e a representação do corpo. Havia uma 
série de regras rígidas que orientavam a arte e a 
escrita sagrada no Egito antigo. Entre outros pa-
drões, a figura humana deveria ser representada 
seguindo a regra da frontalidade numa proporção 
de 19 
×
8 unidades. A arte canônica desempenha-
va função política e religiosa e colaborava para a 
manutenção da ordem do universo. O tema é tra-
tado no boxe Lendo sobre o Egito – O signifi-
cado da arte para os egípcios
, com um texto 
do professor Ciro Flamarion Cardoso, especialista 
brasileiro na cultura do Egito antigo, que afirmava 
a utilidade da arte.
Dois museus no Brasil possuem relíquias egíp-
cias em seus acervos. O Museu Nacional da Univer-
sidade Federal do Rio de Janeiro, na cidade do Rio 
de Janeiro, e o Museu de Arqueologia e Etnologia 
(MAE) da Universidade de São Paulo, na cidade de 
São Paulo. Há também peças egípcias na coleção 
da Fundação Eva Klabin, na cidade do Rio de Ja-
neiro. Sugira aos alunos que pesquisem nos sites 
dessas instituições que tipo de peças existem nas 
coleções e como elas vieram parar no Brasil: Museu 
Nacional: . Acesso 
em: 1º jun. 2013; Museu de Arqueologia e Etnolo-
gia da USP: . Acesso em: 1º jun. 
2013; Fundação Eva Klabin: br>. Acesso em: 1º jun. 2013.
A Coleção Egípcia do Museu Nacional da UFRJ 
é uma das mais antigas e importantes do gênero na 
América do Sul. A maior parte de seu acervo foi ar-
rematada por dom Pedro I, em 1826, em leilão reali-
zado na antiga Praça XV, quando da passagem pelo 
Rio de Janeiro do mercador italiano Nicolau Fiengo, 
que partira de Marselha com destino a Buenos Aires 
para vender sua coleção de antiguidades egípcias e 
clássicas. Adquiridas as peças, dom Pedro I as doou 
ao então Museu Real. Posteriormente, o imperador 
dom Pedro II acrescentou novos itens ao acervo 
quando de sua viagem ao Egito, em 1872. Além de 
múmias e sarcófagos, há na coleção shabits (esta-
tuetas funerárias mumiformes), máscaras, colares, 
esquifes, estelas (lápides funerárias com represen-
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tações do morto e com o seu nome) e vasos cano-
pos (que guardavam as principais vísceras).
A coleção de Arqueologia Mediterrânica do 
MAE foi adquirida por meio de intercâmbios com 
museus italianos, em 1964, como se pode ler no 
item sobre a história do museu. No setor C do mu-
seu há uma reprodução de uma estela existente no 
acervo do MAE, que representa a mumificação do 
morto pelo deus Anúbis. 
A coleção de antiguidades egípcias da Fundação 
Eva Klabin contém cerca de 50 objetos. Estes não 
são provenientes de escavações arqueológicas ofi-
ciais, o que impede conhecer seu local de origem 
exato, mas a coleção é composta de objetos únicos 
no Brasil, por sua qualidade e raridade. 
Leitura das imagens
Houve no Egito antigo um período no qual a 
rigidez da arte canônica foi relaxada: durante o 
domínio do faraó Akhenaton, no período de Amar-
na. Compare representações dos dois casais reais: 
Ramsés II e a rainha Nefertári, na página 41 (Ramsés II 
e a rainha Nefertári no pátio maior do templo de 
Karnak, século XIII a.C., e Akhenaton e sua família, 
1348 a.C.-1336 a.C., do Staatliche Museen, Berlim, 
na página 46).
Ramsés II e a rainha Nefertári no pátio maior do 
templo de Karnak.
Ramsés II e a rainha Nefertari
Escultura
Karnak
Arte canônica tradicional
Faraó mais que o dobro do tamanho de 
sua esposa
Rigidez formal
Representação oficial
Akhenaton e sua família, 1348 a.C.-1336 a.C.
Akhenaton, a rainha Nefertíti e as filhas
Relevo
Akhetaton, atualmente Tell el-Amarna
Período de Amarna
Faraó do mesmo tamanho que sua esposa
Formas mais movimentadas
Cena doméstica
temas interdiscipLinares

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