Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
linguagens híbridas. Este parece ser o maior de-
safio para o ensino de Arte hoje.
Para enfrentar a prática das linguagens, na ter-
ceira etapa do método o aluno vai vivenciar verda-
deiramente a arte na seção Ação. Ele vai produzir 
material em linguagem cênica, musical, audiovisual, 
gráfica e plástica. Ao longo dos 26 capítulos exis-
tem 31 propostas de Ação; 10 ações em linguagens 
visuais, 8 ações em linguagem musical, 5 ações em 
linguagem teatral, 5 ações em linguagem audiovisual 
e 3 ações em linguagem corporal. Há ainda 1 pro-
posta de ação em linguagem teatral, como atividade 
complementar, neste Manual. 
Na Unidade 1 – Antiguidades, em que Ações 
estão intimamente ligadas à relação do indivíduo 
com a natureza
, o aluno vai trabalhar com: ritmo, 
coro, danças tradicionais, surgimento das cidades, 
representação do corpo, objetos rituais, canto com 
sílabas, raízes, grafite, carimbo, formas visuais da es-
crita. 
Na Unidade 2 – Cultura ocidental, as Ações 
estão ligadas às elaborações culturais do Oci­
dente
. Nestas Ações os alunos vão tratar de ques-
tões ligadas ao livro, como adaptação teatral, no-
tação musical, fotografia, teoria das cores, imagem 
em movimento e radionovela, entre outras. 
Na Unidade 3 – Arte contemporânea, as 
Ações
exploram a inteiração entre as linguagens 
em níveis mais complexos
, e muitas das propostas 
envolvem linguagens híbridas: cena de ficção, de-
sign
de um objeto usando material reciclado, com-
posição em parceria, capa de disco, documentário, 
performance
, vídeoclipe e flash mob, entre outras.
Muitas destas propostas de ações devem ser 
executadas por grupos pequenos ou grandes. Algu-
mas delas são individuais. Todas as Ações foram 
pensadas para serem executadas com materiais 
simples e acessíveis. Todas as propostas estão 
acompanhadas de instruções detalhadas para aju-
dar o professor na condução dos trabalhos, e os 
alunos a realizar ações bem-sucedidas. 
Nas Ações de artes visuais há uma preocupação 
em explorar o desenho, a pintura, a composição, a lin-
guagem da fotografia, o trabalho com materiais diver-
sificados, a construção de objetos, a reciclagem. Há 
também propostas que exploram a relação do corpo 
com objetos, a representação do corpo e da subjetivi-
dade, além da relação entre linguagem visual e verbal. 
É preciso desenvolver no aluno uma disposição para 
tratar as ideias de forma visual. É fundamental dese-
nhar, fazer gráficos, anotações visuais, experimentar 
e, sempre que possível, derrubar as barreiras entre a 
linguagem visual e a musical, a corporal e a verbal.
Os conteúdos de música abordam principal-
mente a música brasileira ao longo do século XX: a 
gênese da música brasileira, as mídias, a gravação 
sonora, as festas, as lutas, as misturas, os avanços 
sociais e tecnológicos ocorridos no Brasil. A abor-
dagem valoriza as relações: música e diversão, mú-
sica e política, música e outras artes. 
As Ações de música sugerem uma escuta atenta e 
crítica. Relacionam o som a uma época, ao local e ao 
contexto em que é produzido. A letra, o ritmo, a me-
lodia, a harmonia, o arranjo e os instrumentos musi-
cais serão explorados. Há sugestão de trabalhos com 
composição, gravações musicais, experimentação da 
voz e de outras potências sonoras corporais, além de 
trabalhos híbridos, como criação de imagens a partir 
de sons e notação musical experimental.
O princípio metodológico do teatro na escola é 
o jogo teatral. Em um jogo todos participam de for-
ma concreta e engajada na realização de um obje-
tivo comum. Para atingi-lo, é necessário se colocar 
em estado de jogo, em um lugar de concentração 
e atenção, um lugar extracotidiano. O prazer de 
quem joga não está em vencer o jogo, mas em fazer 
estripulias testando suas regras e limites. Estar em 
cena é um estar em jogo, mas um jogo complexo.
Nesses jogos teatrais os mais variados elementos 
são experimentados de formas expressivas e inusi-
tadas, como o corpo (alongamento, torções, novos 
modos de andar e de usar a voz), o espaço e o tempo 
(usar o espaço da sala de diferentes formas, brincar 
com as carteiras, usar a quadra e o pátio durante os 
ensaios, correr em câmera lenta, explorar diversos 
ritmos), a relação com o outro (jogos de confiança, 
contato com o corpo do outro, trabalhar em coleti-
vo). E experimentam-se visões de mundo, modelos 
para apreender a realidade em movimento.
É nas Ações, praticando, experimentando a voz, 
os movimentos, os gestos, os sons, as cores, as ima-
gens, os materiais e as tecnologias, que o aluno de-
senvolve a linguagem. Mas é preciso rigor. As ações 
devem ser feitas com empenho, o professor precisa 
cobrar qualidade, a experiência deve ser refeita em 
busca de bons resultados. Não se deve esquecer, no 
entanto, que o processo é mais valioso em termos 
de aprendizagem que o produto final. É na troca de 
experiências que se aprendem formas mais elabo-
radas de linguagem.
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manual do professor |
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O professor deve ficar atento às habilidades que 
cada um dos educandos pode trazer para comparti-
lhar com o grupo. Um aluno que já pintou um muro, 
que já trabalhou com tintas de parede, pode ajudar 
na atividade de grafite. Da mesma forma, um alu-
no que toca um instrumento deve ser convidado a 
colaborar de maneira mais ativa nas Ações de mú-
sica. Um jovem que mostra um papel de liderança 
com o grupo deve ser aproveitado para organizar 
atividades especializadas que envolvem grandes 
grupos, como as de audiovisual. O protagonismo 
dos jovens na escola aumenta o envolvimento e o 
comprometimento destes com a realização das pro-
postas, o que consequentemente trará maior quali-
dade às Ações realizadas.
Na realização das Ações é importante o papel 
do professor estimulando o aluno a produzir conhe-
cimento, a pensar sobre o que ele realizou, e a criar 
discursos críticos e reflexões sobre a sociedade em 
que vive.
Introduzindo complexidades 
O livro propõe, no desenrolar dos três anos do 
Ensino Médio, um processo bastante variado, na 
lin 
guagem e nos procedimentos, mas seguindo 
sempre uma metodologia clara e sistemática. 
O conceito antropológico de cultura norteia e 
acompanha o desenvolvimento do Contexto e das 
Ações
ao longo das três unidades. 
A distinção entre os dois mundos: o da natureza e o 
da cultura. O papel ativo do homem em sua e com sua 
realidade. O sentido de mediação que tem a natureza 
para as relações e comunicação dos homens. A cultura 
como o acrescentamento que o homem faz ao mundo 
que não fez. A cultura como o resultado de seu traba-
lho. Do seu esforço criador e recriador. O sentido trans-
cendental de suas relações. A dimensão humanista da 
cultura. A cultura como aquisição sistemática da expe-
riência humana.
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Entendendo a cultura como um processo de 

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