Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



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Arte - Volume único
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Outras formas de arte contemporânea discu-
tem também os limites legais da autoria. A apro-
priação de um material não pressupõe dar-lhe 
novo tratamento, mas sim reutilizá-lo em outro 
contexto.
Esses e outros conceitos, como o de recicla-
gem, estão associados ao excesso de informação. 
Para reagir contra esse ambiente de saturação, 
manipula-se e reaproveita-se não só o lixo pro-
duzido pela sociedade contemporânea funda-
mentada no consumo, mas também imagens, fil-
mes, textos, objetos e sons que inundam nosso 
cotidiano, tanto em forma física quanto imaterial. 
Frente a essa proliferação, alguns artistas consi-
deram não mais haver sentido em produzir no-
vidades. O desafio parece estar em operar os ar-
quivos, transformar o que já foi feito, criar novas 
relações entre as proposições do passado.
Em um mundo em que todos podem se expres-
sar, o artista tem a possibilidade de estabelecer 
uma relação com seu público, oferecendo-lhe es-
paço e reconhecendo-lhe a contribuição, que não 
se limita à de espectador, pois esse público pode 
se apropriar da obra e subverter a criação. Para 
esses artistas, a esfera das relações humanas é o 
verdadeiro lugar da obra de arte.
A arte tornou-se uma forma de ativismo. Nas 
comunidades mais periféricas, tem potência 
transformadora: uma maneira de resgatar identi-
dades e um caminho para a educação. 
Diante desse cenário, alguns curadores de-
claram que arte é educação. Outros insistem que 
arte é indagação, questionamento, formas ver-
bais e não verbais de interação com a sociedade.
Depois de tudo o que percorremos, discutimos
pesquisamos e realizamos neste livro, podemos 
retomar, como encerramento, as questões 
que Paulo Bruscky lançou na Introdução:
O que é arte? Para que serve?
Mônica Nador. Autoria compartilhada, Pavilhão das Culturas 
Brasileiras, São Paulo, 2011.
A arte tornou-se pedagógica. Muitos artistas ensinam, 
estimulam e proporcionam o prazer da criação a seu 
público. Mônica Nador faz pinturas em paredes de 
casas na periferia de São Paulo, em colaboração com 
seus moradores. Em 2011, Nador produziu estamparia 
de tecidos com a colaboração do público na exposição 
“Autoria compartilhada”.
Caravana Carbono Neutro, Amazonas. Foto de 2013.
A caravana Carbono Neutro é uma iniciativa 
que visa a conscientização ambiental da popu-
lação da Amazônia, alertando sobre a necessi-
dade de reduzir as emissões de gás carbônico 
na atmosfera e sobre os efeitos das mudanças 
climáticas. A caravana viaja por todo o estado 
do Amazonas utilizando textos, música e in-
ternet em oficinas educacionais e artísticas. 
André Lobato, o Kaveira, um dos organizado-
res, afirma: “Minha vontade de transformar o 
mundo continua igual à de um adolescente de 
15 anos”.
Autoria compar
tilhada/Acerv
o J
amac
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o Caravana Carbono Neutro/Apaverde
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