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Arte - Volume único
A rainha do frango assado. No fi-
nal daquela década, estimulados na 
escola pública a pintar em grandes 
dimensões, Zezão (1971-), Vitché 
(1969-) e os irmãos Otávio e Gustavo 
Pandolfo (1974-), conhecidos como 
Os Gêmeos, acabaram se dedicando 
à pintura dos muros da cidade.
Outro campo em que o Brasil 
desponta com vigor no século XXI 
é como produtor de design, tanto 
de artigos de uso cotidiano quan-
to de criações de alta tecnologia, 
como aviões a jato para o mercado 
empresarial.
Chelpa Ferro. Nadabhrama, 2003. Instalação para a 26
a
Bienal Internacional de São Paulo, 
2004. Galhos de árvore (pau-negro), motor, base de ferro e circuito elétrico.
Nessa criação, o andar do espectador aciona um pequeno motor que movi-
menta galhos carregados de vagens secas fixados às paredes. O som emitido 
pelas sementes no interior das vagens lembra o cair da chuva. 
Os Gêmeos. Grafite em parede em Lisboa, 2010. Foto de 2011.
Os Gêmeos têm realizado grafites em edificios públicos, além de projetos de 
intervenção urbana em diferentes cidades do mundo, como esta pintura que 
interage com a fachada de um prédio abandonado em Lisboa. 
Frederic S
oltan/Corbis/Latinstoc
k
Chelpa F
er
ro/Acerv
o do ar
tista
V
ictor 
Almeida/Arqui
vo da Editora
Fernando e Humberto Campana. Sandália de plástico, 2004. Foto de 2006.
O sucesso dos irmãos Fernando (1961-) e Humberto (1953-) Campana é fruto de 
uma característica da cultura brasileira: a capacidade de inventar soluções a partir 
de materiais e processos disponíveis. No projeto das sandálias feitas de plástico 
injetado, que permite grandes tiragens, com vendas mundiais, foi preservada a ges-
tualidade do trabalho manual, visível no trançado. 
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Museus: catedrais contemporâneas
A valorização do mercado de arte, o interesse 
de empresas em patrocinar iniciativas culturais e a 
aproximação entre arte e entretenimento promove-
ram a criação de espaços para as práticas culturais. 
Museus, salas de concerto, teatros e centros cultu-
rais são hoje construídos em toda parte, tornando-
-se arenas de experimentação para arquitetos do 
mundo inteiro. No projeto e concepção desses es-
paços são investidas tecnologia, expectativas e for-
ça simbólica, elementos que, na Idade Média, eram 
dirigidos à construção das catedrais (Capítulo 11). 
Esses espaços culturais têm reabilitado terri-
tórios urbanos degradados e agregado valor ins-
titucional a seus patrocinadores. A cultura tem 
sido usada como espetáculo midiático, promo-
vendo a atividade econômica. 
Adam Eastland 
Ar
t + 
Arc
hitecture/Alam
y/Glow Images 
Image Brok
er/Glow Images
OMA, Rem Koolhas e outros 
arquitetos. Casa da Música, Porto, 
Portugal, 2005. Foto de 2007.
A Casa da Música, na cidade do 
Porto, foi projetada pelo escritó-
rio internacional OMA. Apesar da 
aparência facetada do edifício de 
concreto, que é sede da Orques-
tra Nacional do Porto, o auditó-
rio é um poliedro regular com 
paredes de vidro nas extremida-
des, o que faz da própria cidade o 
cenário das apresentações. 
Frank Gehry. Museu Guggenheim Bilbao, 
Bilbao, Espanha, 1993-1997. Foto de 2012.
Com suas formas esculturais, o Museu 
Guggenheim Bilbao, projetado pelo 
arquiteto canadense Frank Gehry 
(1929-), transformou a paisagem e 
o valor econômico de um subúrbio 
industrial, a ponto de tornar-se um 
atrativo para o turismo da região e 
um símbolo para a população basca. 
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A cidade do Rio de Janeiro, sede de uma Copa 
do Mundo e de uma Olímpiada em uma mesma 
década, torna-se beneficiária de vários projetos 
de grande porte, como o Museu do Amanhã, do 
arquiteto espanhol Santiago Calatrava (1951-), 
e o Museu de Arte do Rio (MAR), do escritório 
brasileiro Bernardes & Jacobsen. No contexto 
desse inédito crescimento da importância das 
artes visuais no Brasil, foi criado um espaço de 
experimentação que se distingue hoje em todo o 
mundo: o Instituto Inhotim. Inaugurado em 2006 
no município mineiro de Brumadinho, o local é 
um parque idealizado pelo empresário Bernardo 
Paz para abrigar obras de arte contemporânea. 
Doug Aitken. Sonic pavillion, Instituto Inhotim, 
Brumadinho, MG, 2009. 
Inhotim oferece aos artistas a oportuni-
dade de criar obras especialmente para 
o local. Como a obra do estadunidense 
Doug Aitken (1968-), conhecido por tra-
balhos que investigam o espaço, o som 
e o tempo. Aitken projetou um pavilhão 
cilíndrico no qual o visitante ouve sons 
emitidos no interior da Terra, captados 
a 200 metros de profundidade. O edifício 
amplifica os sons e transmite a sensação 
mágica de que a Terra respira.
Doug 
Aitk
en/F
oto:P
edro Mot
ta/Inhotim, Brumadinho, MG.
A retomada do cinema brasileiro
Nos primeiros anos da década de 1990, o número de filmes pro-
duzidos no Brasil caiu a quase zero. No entanto, com a recuperação 
da produção nacional, 13 longas-metragens foram lançados em 1995.
O cinema da retomada marcou o início de uma nova forma de fi-
nanciamento da indústria audiovisual, através das leis de incentivo fis-
cal. A mais significativa foi a Lei do Audiovisual, de 1993, que permitia 
a empresas privadas abater do imposto de renda os valores investidos 
em obras audiovisuais. Com as leis de incentivo, o cinema nacional 
continuou dependente do Estado, mas agora de forma indireta. 
A década de 1990 trouxe produções bastante diversificadas, o 
que torna difícil agrupá-las em uma unidade temática ou estética. 
Uma tendência forte dessa época foi a valorização de dramas indivi-
duais, em lugar de filmes sobre problemas sociais. 
Entre os filmes de maior bilheteria da virada do século estão 
Carandiru
, de Hector Babenco, de 2003, com mais de 4 milhões 
de espectadores, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, lan-
çado em 2002, com público superior a 3 milhões. A expansão dos 
cinemas multiplex – complexos de quatro ou mais salas geralmen-
te localizados em shopping centers e com ingressos mais caros 
que os de salas tradicionais – e o fechamento de cinemas de rua 
levaram a uma elitização do público. 
Cartaz de Carlota Joaquina, a princesa do 
Brasil, filme de 1995 dirigido por Carla 
Camurati. 
Um marco do cinema brasileiro dos 
anos 1990 foi esta comédia de Carla 
Camurati (1960-), que levou 1,3 milhão 
de espectadores ao cinema. 
Reprodução/Europa Filmes
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Bettmann/Corbis/Latinstock
Cartaz de Central do Brasil, filme de 1998 
dirigido por Walter Salles. 
Em 
Central do Brasil (1998), do diretor 
Walter Salles (1956- ), cidades do in-
terior do Nordeste e a maior estação 
de trens do Rio de Janeiro serviram de 
pano de fundo para a jornada dos dois 
personagens principais. O filme recebeu 
vários prêmios no exterior.
Cena de O prisioneiro da grade de ferro: autorretratos, documentário de 
2003 dirigido por Paulo Sacramento. 
Usando pequenas câmeras digitais, detentos do complexo do Ca-
randiru tiveram a liberdade de filmar seu cotidiano, produzindo 
material que foi incorporado a imagens captadas pela equipe pro-
fissional. Para o espectador não fica clara a autoria do que é visto 
na tela. Nessa obra, os presos deixaram de ser apenas o objeto da 
filmagem e participaram da criação, mostrando o que se oculta atrás 
de muros e grades. 

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