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Arte - Volume único
Boa viagem: 10 mil objetos confiscados no 
aeroporto. 2004. 2 metros de altura.
Nesta instalação projetada pelo 
artista para a 26
a
Bienal de São 
Paulo, em 2004, Cai Guo-Qiang 
reuniu objetos cortantes como 
tesouras, facas e alicates confis-
cados pelo departamento de segu-
rança do aeroporto de São Paulo 
em um avião de 9 metros feito 
de bambu trançado, segundo uma 
técnica tradicional chinesa.
A artista Ester Mahlangu, bordando um tapete.
Foto de 2009.
Mahlangu é uma divulgadora da inteligência 
visual de sua cultura. Ela desenha a mão livre, 
sem projetar ou medir. Embora puramente abs-
tratas à primeira vista, suas composições se 
baseiam em um sistema simbólico. 
Emilie Chaix/Photononstop/Latinstoc
k
Philippe Migeat/RMN/MNAM, Centro Georges P
ompidou, P
aris, F
rança.
Esther Mahlangu (1935-), que participou da 
mostra Mágicos da Terra, faz parte da comuni-
dade Ndebele, que, ao contrário de muitas outras 
da África do Sul, conseguiu preservar suas tradi-
ções ancestrais. A herança artística é ali passada 
de mãe para filha: quando uma jovem atinge a 
puberdade, retira-se da sociedade para aprender 
padrões cerimoniais tradicionais. 
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Um artista que nos leva a pensar o 
mundo a partir do choque de culturas 
é o indiano Anish Kapoor (1954-), que 
vive na Inglaterra e cujas obras susci-
tam discussões em torno das percep-
ções humanas. 
Anish Kapoor. Marsyas, 2002, Tate Modern, Londres. 
Feita para o museu Tate Modern, em Londres, esta 
escultura temporária era composta de três anéis 
de aço unidos por uma única membrana de PVC. 
Dois anéis foram posicionados verticalmente, em 
cada extremidade do ambiente, enquanto um ter-
ceiro, central, está suspenso horizontalmente. A 
escultura é fruto da geometria gerada pela junção 
das três estruturas de aço pela membrana. Kapoor 
associa a membrana vermelha à pele de Mársias, 
sátiro da mitologia grega que foi esfolado vivo 
pelo deus Apolo.
Shirin Neshat. Silêncio rebelde, da série Mulheres 
de Alá. Fotografia feita por Cynthia Preston.
27,9 cm x 35,6 cm, 1994.
Nesta imagem, Shirin posa com roupagem 
tradicional do mundo muçulmano e traz 
o rosto coberto por caligrafia islâmica, 
enquanto um rifle aponta para o alto. A 
mescla de elementos visuais evidencia a 
tensão que permeia o tema.
Em seus filmes e fotografias, a artista iraniana Shirin Neshat 
(1957-) questiona referências e códigos culturais, religiosos e 
sociais do mundo muçulmano. Radicada nos Estados Unidos, 
desenvolveu nos anos 1990 a série fotográfica Mulheres de Alá
que discute o papel da mulher na sociedade islâmica. 
O Brasil é matriz
cultural
Na virada do milênio, também o Brasil assumiu o papel de 
matriz cultural e se tornou centro da atenção de criadores das 
mais diversas linguagens. O país desponta como nação em que 
a diversidade cultural alimenta a arte e a cultura, o que se revela 
na música, nas artes visuais, na cultura popular, no design, na 
moda, no grafite, entre outras áreas. Os brasileiros são vistos 
como inventores de uma estética calorosa, sensual, festiva, mas 
também questionadora.
A mineira Rivane Neuenschwander (1967-) é um exemplo 
da nova geração de artistas empenhados em reduzir a distân-
cia entre criador e espectador, conceito estabelecido no Brasil 
em fins da década de 1960 por Lygia Clark e Hélio Oiticica 
(Capítulo 23). 
V
iew Pictures/Alam
y/Other Images
Shirin Neshat/Cynthia P
reston/Cor
tesia Galeria Gladstone, No
va 
Y
ork, EUA.
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| CApÍtulo 26 | ARtE DE NoSSo tEMpo |
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Ernesto Neto. Antropodino. Instalação para o Armory Show, Nova York, 2009.
Esta grandiosa estrutura orgânica, constituída de peças de madeira encaixadas, envoltas por camadas de 
malha transparente interligadas a uma grande cobertura também de malha, da qual pendem “gotas” contendo 
pigmentos, isopor e ervas, lembra as formas de grandes répteis do passado. 
O artista carioca Ernesto Neto (1964-) (Capítu-
lo 23) envolve pessoas em formas orgânicas colo-
ridas feitas de membranas tênseis, que promovem 
experiências sensoriais e convidam ao prazer. De 
“gotas” de lycra preenchidas com ervas e temperos 
emanam aromas. Piscinas de bolinhas plásticas, 
colchões deformáveis e túneis de crochê suspen-
sos levam o visitante a vivenciar o prazer de ser 
envolto pela maciez.
Rivane Neuenschwander. Eu desejo o seu desejo. Instalação, 2003. 
Fitinhas coloridas impressas com desejos de várias pessoas. 
Dimensões variáveis. Foto de 2011. 
Apresentada pela primeira vez em 2003, em Paris, essa 
obra se refere a uma tradição popular brasileira: as fitas 
do Senhor do Bonfim, imagem da igreja do mesmo nome
em Salvador. Muita gente amarra essa fita no pulso e faz 
três pedidos; segundo a tradição, quando a fita se rom-
pe, os desejos serão atendidos. Neuenschwander pediu 
a amigos que escrevessem seus desejos e imprimiu-os 
em fitas coloridas. Em Paris, os visitantes da exposição 
podiam levar as fitas, carregando assim os desejos de 
outros em seus braços. Em troca, deixavam seus próprios 
desejos anotados, de modo que a artista pudesse confec-
cionar novas fitas para a exposição seguinte. 
Natasha Har
th/Coleção 
Th
yssen-Bornemisza/Galeria de 
Ar
te Moderna Queensland, 
Austrália.
Zuma P
ress/Diomedia/Thompson Drill Hall, No
va 
Y
ork, EUA.
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Explorando os sentidos do 
som, o grupo Chelpa Ferro se for-
mou em 1995. Seus três integran-
tes, os cariocas Barrão (1959-) e 
Sergio Mekler (1963-) e o paulista 
Luiz Zerbini (1959-), propuseram-
-se a desenvolver um trabalho que 
integra som, imagens e objetos. 
O Brasil tem chamado atenção 
do mundo na cultura de rua. Grafi-
teiros e pichadores brasileiros têm 
sido tema de exposições interna-
cionais. O grafite apareceu nas ruas 
do país na década de 1980. Em São 
Paulo, Alex Vallauri (1949-1987), 
usando a técnica do estêncil, espa-
lhou pela cidade personagens como 

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