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Arte - Volume único

participou de grandes exposições internacio-
nais e realizou inúmeros painéis públicos no 
mundo todo. Muitas de suas imagens são refe-
rências explícitas à homossexualidade. Haring 
foi uma das primeiras vítimas de Aids, doença 
que adquiriria proporções catastróficas na dé-
cada seguinte. 
Keith Haring, sem título, 1982, Fundação Keith 
Haring, Nova York.
Desenhando em espaços públicos, como o 
metrô, Haring criou um vocabulário grá-
fico em que reapareciam imagens como 
bebês engatinhando, cães que dançam e 
óvnis. Na década de 1980, transportou 
seus desenhos já conhecidos pelo público 
para lonas coloridas.
F
undação K
eith Haring, No
va 
Y
ork, EUA.
Stan Honda/AFP/Other Images
Judy Chicago, O jantar de gala, 1974-1979. Porcelana 
pintada e bordado. The Brooklyn Museum of Art, Nova 
York.
Esta obra consiste em uma enorme mesa 
triangular em que a artista homenageia 39 
mulheres, tanto reais quanto míticas. Para 
cada homenageada há um serviço de jantar 
completo, em que o prato e o guardanapo são 
decorados com elementos que fazem alusão a 
sua personalidade. Judy escolheu a pintura em 
porcelana e o bordado por serem linguagens 
tipicamente praticadas por mulheres e fre-
quentemente tratadas como artesanato, não 
como arte. O trabalho foi feito em colaboração 
com ceramistas, pintoras e bordadeiras. 
Ao longo da década de 1980, a 
expressão da sexualidade e a afir-
mação do universo feminino foram 
temas constantes. O primeiro gran-
de trabalho artístico assumidamen-
te feminista foi O jantar de gala
da norte-americana Judy Chicago 
(1939-).
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Mágicos da Terra
Um marco importante no debate artístico 
ocorreu em 1989, na exposição Mágicos da Ter-
ra
, em Paris, um dos eventos comemorativos do 
bicentenário da Revolução Francesa. O projeto 
se propunha a investigar quem eram os artistas 
e o que era a arte no mundo naquele momento. 
A exposição apresentava obras de 50 artistas 
contemporâneos norte-americanos ou europeus 
e 50 de outros países. Entre os participantes es-
tavam o alemão Anselm Kiefer e o fotógrafo ca-
nadense Jeff Wall. Artistas da cultura aborígene 
da Austrália, da comunidade Yuendumu, criaram 
coletivamente uma pintura de areia no chão do 
grande salão do parque de La Villette. Do Brasil, 
foram convidados Cildo Meireles (1948-) e Mes-
tre Didi (1917-).
Alguns críticos consideram que a exposição 
não alcançou seu objetivo, apresentando um 
olhar exótico para arte não ocidental. O evento, 
porém, marcou uma mudança de interesse do 
centro para a periferia do sistema mundial, que 
iria dominar os debates do final do século XX.
Mestre Didi, Opá Igi Ejo Meji atinEyé Kar Ióri (Cetro com serpente e pássaro no topo), sem data. 
O baiano Mestre Didi cria objetos rituais desde criança. Aprendeu com os mais 
antigos a manipular os materiais, confeccionando objetos e emblemas que dão 
forma às entidades sagradas da cultura ioruba (Capítulo 8). De antiga linhagem 
Ketu, Mestre Didi se autodefine como sacerdote-artista.
Chéri Samba. Marcha de apoio à campanha sobre a Aids (SIDA é a sigla em francês). 
Óleo sobre tela. 1988, 1345 cm x 2000 cm.
Esta pintura do congolês Chéri Samba (1956-), um dos participantes da 
mostra Mágicos da Terra, representa uma passeata em apoio à campa-
nha sobre a Aids. O artista considera que a leitura dos textos faz o pú-
blico se deter mais longamente diante de sua pintura.
Philippe Migeat/RMN/Other Images/Museu Naciona, P
aris, F
rança.
R
eprodução/Mestre Didi/Acerv
o do ar
tista
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| CApítulo 25 | Depois Do MoDernisMo |
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Cena de Zelig, filme de 1983 dirigido por Woody Allen. 
Neste filme, o nova-iorquino Woody Allen (1935-), 
criou uma paródia de documentário ao contar 
a história de Leonard Zelig (interpretado pelo 
próprio diretor), homem capaz de transformar-
-se fisicamente, assumindo as características de 
quem se aproximasse. Em diversas sequências 
em branco e preto, o personagem é visto intera-
gindo com personagens históricos. O filme punha 
em xeque a crença de que a imagem filmada tem 
necessariamente caráter documental.
Visões caleidoscópicas
Nos anos 1980, destacaram-se diretores que lança-
ram um olhar particular sobre determinadas situações 
políticas, sexuais ou étnicas, formulando discursos 
que incentivavam a disseminação da diversidade. Fu-
gindo das categorias habituais de aventuras, romances 
ou comédias, alguns filmes focalizavam as incertezas 
filosóficas do final do século XX.
Cena de Blade runner (1982), de Ridley Scott. 
Neste filme do inglês Ridley Scott (1937-), Los Angeles é 
uma metrópole pós-industrial e a decadência está por toda 
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