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Arte - Volume único
de filme sem título apresenta uma heroína que pare-
ce ter saído de um filme que já assistimos.
Beuys foi um dos primeiros a 
levantar o tema da ecologia no âm-
bito da arte. Para a Documenta de 
Kassel de 1982, o artista enviou um 
esquema para o plantio de sete mil 
carvalhos nas ruas da cidade.
A partir da década de 1970, a 
fotografia se destacou na produ-
ção artística, não apenas como do-
cumentação e representação, mas 
como linguagem capaz de expres-
sar conteúdos elaborados. Alguns 
artistas conceituais usaram seu pró-
prio corpo como meio, realizando 
performances
, que constituíam um 
tipo de arte efêmera. Assim, muito 
do que foi produzido no decorrer da 
década de 1970 foi registrado em fo-
tografias e filmes.
Jeff Wall. O quarto destruído. 159,1 cm x 234 
cm, 1978. Galeria Nacional, Ottawa.
O fotógrafo canadense Jeff Wall 
(1946-) realizou enormes fotogra-
fias coloridas, na forma de transpa-
rências retroiluminadas. Wall queria 
criar imagens que tivessem a gran-
diosidade e a violência da pintura dos 
românticos, como Goya (Capítulo 14) 
e Delacroix (Capítulo 14). Para ele, a 
fotografia permitia abrir um mundo 
ficcional como o do cinema. Nesta 
imagem de 1978, nada é arbitrário: 
até mesmo as cores são planejadas, 
como numa pintura.
Caroline 
T
isdall/Galeria R
ené Bloc
k, No
va 
Y
ork, EUA.
Cindy Sherman/Galeria Metro, No
va 
Y
ork, EUA.
Reprodução/Galeria Nacional, Ottawa, Canadá.
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| CApitulo 24 | Arte e ConCeito |
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Christo e Jeanne-Claude. Cortina do vale. Colorado, Estados Unidos, 1970. Foto 
de 2004.
Em 1970, os artistas instalaram uma gigantesca cortina num vale 
do estado do Colorado. O casal custeia seus imensos trabalhos ven-
dendo desenhos preparatórios, projetos, registros e por vezes até 
retalhos destas ações transitórias, que permanecem montadas por 
pouco tempo.
Robert Smithson. Cais em espiral. Aterro de 1,45 km de 
comprimento, 1970. Foto de 2002.
O escultor estadunidense Robert Smithson (1938-
-1973) procurou dar uma dimensão geográfica a 
suas ideias. Entre outros projetos de grande por-
te, contratou caminhões para construir um cais 
espiralado no Grande Lago Salino de Utah. O lago 
salino faz referência à origem da vida na água sal-
gada do oceano primordial. A espiral, por sua vez, 
é uma forma fundamental da natureza, encontrada 
em galáxias, conchas e moléculas de DNA.
Fotografia de Walking on the wall, Trisha Brown, 1971. Foto de performance realizada em 
2010, no Museu Whitney, em Nova York.
Trisha Brown (1936-), Ivone Rainer (1934-) e Steve Paxton (1939-), representantes do 
que ainda hoje se conhece como a dança pósmoderna americana, cada um a seu modo, 
contribuíram para alargar o campo da dança, saindo do espaço teatral para invadir as 
ruas, incluindo não profissionais em suas 
performances, integrando movimentos coti-
dianos à dança e, assim, combatendo o caráter espetacular das artes vivas.
Outros limites para a dança
Dançarinos, escritores, músicos, cineastas, artistas de 
vários campos, iniciaram um intenso trabalho de troca e 
colaboração no início dos anos 1960, que culminou em uma 
série de performances na Judson Memorial Church, no 
Village, em Nova York. Deste movimento, surgiu o Judson 
Dance Theater. Em 1972, reuniram-se em um grupo experi-
mental; o Grand Union. O que unia estes artistas era o gosto 
pela experimentação, o caráter político de suas práticas e 
a convicção de que a dança moderna havia se tornado uma 
barreira à criação. 
Andrea Mohin/The New York Times/Latinstock
George Steinmetz/Corbis/Latinstoc
k
W
olfg
ang V
olz/Laif/Other 
Images
Alguns artistas passaram a criar ao ar livre, traba-
lhando com materiais disponíveis no ambiente rural
visando estabelecer em suas obras uma relação com a 
natureza. Essas intervenções na paisagem foram cha-
madas de Arte da Terra. 
A partir da década de 1970, o casal de artistas Chris-
to (1935-) e Jeanne-Claude (1935-) realizou intervenções 
monumentais na paisagem utilizando grande quantida-
de de tecido.
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Arquitetura ou anarquitetura?
A figura que melhor representou o espírito questionador, 
na arquitetura da década de 1970, foi Gordon Matta-Clark 
(1943-1978). Junto a um grupo de jovens, Matta-Clark ocu-
pou espaços industriais em desuso em áreas degradadas 
da cidade de Nova York e fez intervenções em construções 
condenadas à demolição. Com estas ações que chamavam 
atenção para a lógica econômica que guiava o mercado 
imobiliário, criou o conceito de Anarquitetura.
Matta-Clark recortou paredes e pisos de imóveis aban-
donados, interligando de maneira orgânica os espaços or-
togonais em que estamos acostumados a viver. A partir de 
meados da década de 1970, suas ações, que eram feitas à 
revelia da administração pública, passaram a ser reconhe-
cidas e ele foi convidado a atuar oficialmente em imóveis 
condenados. 
No lado oficial da arquitetura dos anos 1970, enfrentan-
do o desafio de romper com a estética modernista, surgi-
ram alguns edifícios que eram concebidos como se fossem 
construções industriais. Um exemplo desta arquitetura, que 
foi chamada de High Tech, é o Centro Nacional de Arte e 
Cultura Georges Pompidou, em Paris, projetado pelo italiano Ren-
zo Piano (1937-) e pelo inglês Richard Rogers (1933-). O edifício 
foi inaugurado em 1977 com uma grande retrospectiva da obra de 
Marcel Duchamp (Capítulo 19). Tal como ocorrera com relação à 
Torre Eiffel (Capítulo 17), sua construção causou polêmica entre a 
população parisiense, preocupada com o impacto negativo de sua 
linguagem industrial em um bairro tradicional.
Renzo Piano e Richard Rogers. Centro Nacional 
de Arte e Cultura Georges Pompidou. Paris, 
1977.
Esse projeto buscou aproximar o edifício, 
tanto tecnológica quanto visualmente, a 
uma refinaria de petróleo. Toda a estru-
tura, equipamentos de serviço e a pró-
pria circulação entre os andares foram 
instalados exteriormente, deixando o 
espaço interno livre de colunas, de modo 
a garantir flexibilidade máxima ao uso 
interno do edifício. 
Gordon Matta-Clark. Intersecção cônica
Paris, 1975. 
Intersecção cônica foi a contribuição 
deste arquiteto para a Bienal de Paris 
de 1975. O projeto consistia em uma 
incisão em edifícios do século XVII 
que seriam demolidos para a cons-
trução do Centro Nacional de Cultura 
Georges Pompidou. 
Gianni Dagli Or
ti/The 
Ar
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R
eprodução/Licenciado por 
A
UTVIS, Brasil, 20
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