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Arte - Volume único
Merce por Merce, vídeo de Nam June Paik, em colaboração com 
Charles Atlas, Merce Cunningham e Shigeko Kubota. 1978, 13:05 
min. MoMA, Nova York. 
Este vídeo é um tributo ao coreógrafo Merce Cunningham 
(Capítulo 23) e ao artista visual Marcel Duchamp (Capí-
tulo 19). Para criar este trabalho, Paik baseou-se em um 
conceito de Cunningham: o de pensar a dança como o per-
manente movimento da vida. 
Adam Rz
epk
a/RMN/Other Images/MNAM, Centro Georges P
ompidou, P
aris, F
rança.
Reprodução/Arquivo da editora 
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| CApitulo 24 | Arte e ConCeito |
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Arte conceitual
O precursor da arte conceitual, Marcel Duchamp, que morre-
ra em 1968, afirmava que a arte não é uma atividade física, mas 
mental. Sua obra crescia em reputação, enquanto valorizava-se 
cada vez mais a ideia como centro da criação artística. Segundo a 
curadora e crítica americana Lucy Lippard, ocorreu nesse período 
uma desmaterialização do objeto de arte. 
O mais proeminente artista conceitual foi Joseph Kosuth (1945-), 
que abandonou a pintura para trabalhar com a linguagem. Ele con-
siderava que focalizar a linguagem distanciaria a arte das questões 
estéticas e a direcionaria às especulações filosóficas.
Corpo, terra e fotografia
Joseph Beuys buscou estender os processos 
criativos a todos os aspectos da vida e empre-
gar a arte como ferramenta pedagógica. Ele 
chamou seus trabalhos de “esculturas sociais”. 
Algumas de suas táticas eram reminiscentes do 
Dadaísmo e outras foram inspiradas nas ações 
do grupo Fluxus, do qual participara a partir 
de 1962. Ao longo do tempo, Beuys foi se dis-
tanciando da prática da escultura e cada vez 
mais atuando como uma espécie de xamã mo-
derno, realizando rituais com os quais buscava 
influenciar o mundo a seu redor.
Joseph Beuys usava materiais como feltro, 
gordura, animais mortos, cobre, enxofre, mel, 
sangue e ossos. A força de seus trabalhos 
não estava na forma com que esses materiais 
eram apresentados, mas nas performances
ritualísticas que o artista realizava. Ele dis-
se: “A natureza de minhas esculturas não
é imutável e definitiva. Várias operações 
se dão na maior parte delas: reações quími-
cas, fermentações, mudanças de cor, degra-
dação, ressecamento. Tudo está em estado 
de mudança”. 
Joseph Kosuth. Uma e três cadeiras. 1965, 
Centro Georges Pompidou, Paris, França. 
Cadeira (82 cm x 37,8 cm x 53 cm), painel 
fotográfico (91,5 cm x 61,1 cm) e painel de 
texto (61 cm x 61,3 cm).
Neste trabalho o artista combina três 
elementos: uma cadeira real, uma 
foto dessa cadeira e uma definição de 
cadeira extraída de um dicionário. Os 
três objetos se referem à mesma coi-
sa, mas são inteiramente distintos. 
Em apenas um deles se pode sentar; 
os outros dois são linguagem verbal 
e visual. 

curador é o profissional incumbido de
conceber exposições e catálogos de arte.
Ele dialoga com os artistas, seleciona as
obras e pensa como elas podem ser agrupadas 
e dispostas para melhor aproveitar o contato 
com o público. Hoje, com a
imensa quantidade de informação dis-
ponível, a tarefa do curador é cada vez mais 
necessária.
Philippe Migeat/RMN/Other Images/MNAM, Centro Georges P
ompidou, P
aris, F
rança.
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Joseph Beuys. Coiote: eu gosto da América e a América gosta de mim. Performance, 1974.
Nesta performance, Beuys conviveu por sete dias com um coiote não domes-
ticado numa galeria de Nova York, protegendo-se apenas com um cajado de 
pastor e um manto de feltro. Sua intenção foi mobilizar a energia ancestral 
arraigada no homem e opor o saber da população indígena dizimada – para 
a qual o coiote é um símbolo de harmonia – e a América dos colonizadores.
Cindy Sherman. Fotograma de filme sem título. 21 cm x 19,1 cm 
x 24,1 cm, 1978. MoMA, Nova York.
Fotografando a si mesma, Cindy Sherman (1954-) 
criou imagens que parodiam estereótipos cinemato-
gráficos femininos. Cada imagem da série Fotograma 

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