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Arte - Volume único
diferentes, tão atraentes? Colagem, 1956. 26 cm x 25 cm. Kunsthalle, 
Tübingen, Alemanha.
Esta colagem de Hamilton estabeleceu alguns temas que 
se tornaram dominantes na década seguinte. Agregando 
anúncios recortados de revistas populares, o artista su-
geria que talvez já não existisse mais distinção entre arte 
popular e arte erudita.
Gerald Holtom. Símbolo da paz. 1958.
A marca criada pelo designer inglês Gerald Holtom 
(1914-1985) para uma entidade de desarmamento 
nuclear foi difundida pelo movimento hippie e se 
tornou um símbolo universal da paz.
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Alemanha.
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A colagem não era novidade, pois já fora 
usada pelos cubistas (Capítulo 18) e largamen-
te explorada por dadaístas e surrealistas (Capí-
tulo 19), com o intuito de disparar associações 
inconscientes. O que havia de novo na imagem 
de Hamilton era a quantidade de elementos orga-
nizados para celebrar o mundo da fantasia con-
sumista – muito atraente naqueles anos. 
Nos Estados Unidos, Robert Rauschenberg 
(1925-2008) agregou elementos diversos à pin-
tura, ao produzir, em 1955, sua primeira “combi-
nação”. O termo, cunhado pelo artista, era uma 
tradução para a palavra assemblage, usada pelo 
francês Jean Dubuffet (Capítulo 21) para se re-
ferir a trabalhos em que se agregavam objetos à 
pintura. Ao abrigar no espaço da obra elemen-
tos retirados da realidade, os artistas estavam 
transitando entre os limites da pintura e da es-
cultura. 
Nos Estados Unidos, onde o direito de esco-
lha do consumidor era propagado como um indi-
cador de liberdade, os temas de interesse da Arte Pop giravam em 
torno da abundância, da fama e da mídia.
O artista norte-americano Andy Warhol (1928-1987), no início da 
década de 1960, depois de pintar uma série com 32 tipos de lata de 
sopa, se deu conta de que poderia usar a técnica serigráfica para re-
petir sobre tela a imagem dos objetos sem ter de pintá-los um a um. 
Warhol aplicou a técnica a imagens de objetos de consumo, fotogra-
fias extraídas de jornais
retratos e ídolos da cultu-
ra de massa. Em seu estú-
dio, chamado de “fábrica”, 
assistentes se ocupavam 
das impressões, de acordo 
com diretrizes do artista.
A ideia de repetição e 
reprodutibilidade estava 
na base da sociedade de 
consumo que se estabele-
ceu nos Estados Unidos 
no pós-guerra. Ao repro-
duzir muitas vezes a mes-
ma imagem lado a lado, 
Warhol apontava para a 
padronização decorrente 
dos processos industriais 
que pareciam moldar essa 
sociedade. 
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eprodução/Museu de 
Ar
te Moderna, MoMA, No
va 
Y
ork, EUA.
Andy Warhol, Duplo Elvis, serigrafia, 1963.
210,8 cm x 134,6 cm, Museu de Arte Moderna, 
Nova York.
Warhol, que tinha origem operária, desde 
muito jovem se interessara por revistas 
sobre Hollywood e seus ídolos. Ele pro-
duziu diversos trabalhos usando foto-
grafias de artistas famosos e até de si 
mesmo, quando sua imagem também se 
converteu num ícone pop.
Robert Rauschenberg. Primeiro salto de 
aterrissagem. Combinação, 1961, Museu 
de Arte Moderna, Nova York. 226,3 cm x 
182,8 cm x 22,5 cm, tecido, metal, couro, 
cabo elétrico e pintura a óleo sobre placa, 
com pneu de automóvel e prancha de 
madeira.
Nesta obra Rauschenberg nos coloca 
diante de um objeto que está no li-
miar entre o bidimensinal e o tridi-
mensional. O pneu se apoia no chão, 
parecendo ter saído da tela para nos 
encontrar no mundo real.
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eter Hor
ree/Alam
y/Other Images
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Ao observar trabalhos produzidos nesta épo-
ca, muitas vezes não é possível afirmar se os ar-
tistas estavam celebrando a cultura comercial, 
criticando a sociedade que a produzia ou cha-
mando a atenção para a Guerra Fria. O interesse 
estava em transformar informação cotidiana em 
arte. Outro exemplo disso é a obra do novaior-
quino Roy Lichteinstein (1923-1997). Seus traba-
lhos consistem em imagens colhidas de histórias 
em quadrinhos e ampliadas. 
Roy LichtensteinWhaam! 1963, Galeria Tate, 
Londres. Acrílico e óleo sobre tela, 172,7 cm x 
406,4 cm.
Esta pintura se baseia numa imagem pu-
blicada pela revista DC Comics em 1962. 
Lichtenstein escolhia um quadrinho e 
transferia a imagem, com personagens, 
textos e onomatopeias, para o contexto 
da pintura. 
Claes Oldenburg, Bolo de chão, 1962, Museu de Arte Moderna, 
Nova York. Polímero sintético e tinta látex sobre tela preenchida 
com espuma de borracha e caixas de papelão, 148,2 cm x 
290,2 cm x 148,2 cm.
Nesse período, o artista que revolucionou a ideia 
de escultura foi o norte-americano de origem sueca Claes 
Oldenburg (1929-). Ele construiu objetos cotidianos, como 
ventiladores ou fatias de bolo, maleáveis e de dimensões 
monumentais, como esta fatia de bolo de 1,50 m de altura.
Niki de Saint Phalle, Hon – uma catedral. 1966. 
Moderna Museet, Estocolmo, Suécia. Peça 
demolida depois da exposição.
A monumentalidade foi também utili-
zada pela francesa Niki de Saint Phalle 
(1930-2002) ao produzir grandes corpos 
femininos roliços e coloridos, os quais a 
artista chamava de “Naná”. Em 1966, em 
colaboração com o escultor suíço Jean 
Tinguely (1925-1991) e outros artistas, 
Niki construiu esta enorme Hon, palavra 
sueca que significa “ela”. Trata-se de 
uma figura feminina grávida que deveria 
ser adentrada pela abertura vaginal, “o 
portal da vida”. 
Autvis 2013/©Estate of Roy Lichtenstein/Galeria Tate, Londres, Inglaterra.
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eprodução/Museu de 
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te Moderna, MoMA, No
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ork, EUA.
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te Moderna, Estocolmo, Suécia
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Happening
O termo happening, que em inglês significa 
‘acontecimento’, foi criado no fim dos anos 1950 pelo 
artista norte-americano Allan Kaprow (1927-2006) 
para designar uma forma de arte que se aproximava 
da vida. Os happenings eram um tipo de espetáculo, 
com encenações que buscavam desmecanizar pe-
quenas ações cotidianas, como escovar os dentes, 
por exemplo. As ações não tinham qualquer tipo 
de enredo ou impacto dramático e tampouco havia 
uma separação clara entre o público e o espetáculo. 
happening era uma espécie de arte total que 
reunia diferentes modalidades: pintura, escul-
tura, dança, teatro e música. Em muitos desses 
eventos, os materiais e objetos eram orquestra-
dos de forma a aproximar o espectador, fazendo-o 
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