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O primeiro poema épico da humanidade



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Arte - Volume único
O primeiro poema épico da humanidade
O Gilgamesh, poema de origem suméria, é o mais antigo texto literário conhecido. Alguns frag-
mentos dessa história foram encontrados em placas de argila datadas de 2000 a.C. O poe ma 
conta a história de um rei de Uruk, chamado Gilgamesh, e de sua amizade com Enkidu. Após 
a morte de Enkidu, Gilgamesh não consegue aceitar a natureza finita da existência humana 
e sai em busca de Utnapishtim, o único sobrevivente do dilúvio enviado pelos deuses para 
destruir o mundo. Gilgamesh acreditava que esse homem teria o segredo da imortalidade. Em 
sua jornada, Gilgamesh encontra Siduri, a deusa que prepara o vinho, a qual lhe diz:
“Gilgamesh, aonde vais com tanta pressa? Jamais encontrarás a vida que procuras. Quando 
os deuses criaram o homem, eles lhe destinaram a morte, mas a vida eles mantiveram em 
seu próprio poder. Quanto a ti, Gilgamesh, enche tua barriga de iguarias; dia e noite, noite e 
dia, dança e sê feliz, aproveita e deleita-te. Veste sempre roupas novas, banha-te em água, 
trata com carinho a criança que te tomar as mãos e faze tua mulher feliz com teu abraço; pois 
isto também é o destino do homem.”
Quando finalmente encontra Utnapishtim, este lhe revela o segredo de uma planta aquática 
que traz de volta a juventude. Gilgamesh consegue a planta, mas ela é roubada por uma ser-
pente. Ele volta então para Uruk, velho e cansado, mas apesar de todos os seus feitos, não 
pode evitar seu destino de homem mortal.
Anônimo, A Epopeia de Gilgamesh
São Paulo: Martins Fontes, 2011. p. 149.
Os sumérios eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses 
e deusas. Para eles, essas divindades tinham poder sobre as forças 
da natureza e as atividades humanas. Cada cidade tinha sua divin-
dade protetora e para ela se construíram templos chamados zigu-
rates – torres piramidais em degraus, feitas de tijolos. Alguns des-
ses templos foram reconstruídos sucessivamente 
sobre suas próprias ruínas, tornando-se cada vez 
mais altos, proclamando assim o poderio da cida-
de. Os zigurates tinham também função simbólica: 
eram vistos como uma ponte entre a terra e o céu, 
aproximando os homens dos deuses. 
Uruk, a primeira cidade suméria independente, 
tinha dois grandes templos, um dedicado a Inana, a 
deusa do amor e da guerra, e outro provavelmente 
dedicado ao deus do céu, Anu.
Mosaicos de peças cônicas de cerâmica nas paredes do templo da deusa 
Ishtar, em Vruk. 3300 a.C.-3000 a.C. Museu Nacional, Berlim.
As paredes externas dos templos sumérios eram decoradas com pe-
ças cônicas de cerâmica vermelha, branca e preta dispostas sobre 
argamassa ainda mole, formando mosaicos de padrões geométricos.
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Selo cilíndrico e a placa de argila gravada 
com bois e espigas de trigo. Período 
tardio de Uruk-Jamdat Nasr, 3300 a.C.-
-2900 a.C. Pedra. Museu do Louvre, Paris.
Além da escrita, os sumérios inventaram 
um sistema de autenticação de textos 
e documentos por meio de selos cilín-
dricos. Esses pequenos cilindros com 
incisões em baixo relevo eram rolados 
sobre placas de argila mole. O sistema 
se difundiu e foi usado por povos de todo 
o Oriente Médio até a Índia.
endo sobre a invenção da escrita

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