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Arte - Volume único

participaram empresários que desejavam ser re-
conhecidos como patrocinadores de um projeto 
cultural moderno para o país. 
O MASP, criado pelo empresário de comuni-
cações Francisco de Assis Chateaubriand (1892- 
-1968), foi inaugurado em 1947. 
Como outros intelectuais europeus, a arquite-
ta Lina Bo Bardi (1914-1992) veio para o Brasil 
logo após o final da Segunda Guerra, e aqui se en-
volveu em vários projetos culturais. A arquiteta 
contribuiu na elaboração do conceito do MASP, 
propondo que o museu fosse um espaço gerador 
de conhecimento e cultura. 
Chegada da tela Senhora Cézanne, no porto 
de Santos, em 1949. Arquivo MASP.
Chateaubriand usou seu poder para 
obter a colaboração de outros em-
presários na compra de obras de arte 
para o MASP. Viajou com o crítico ita-
liano Pietro Maria Bardi (1900-1999)
pela Europa e Estados Unidos para 
montar o acervo do MASP, com traba-
lhos de Rembrandt, Monet, Cézanne e 
Van Gogh, entre outros. 
Reprodução/Acervo Museu de Arte de São Paulo, SP.
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O Museu de Arte Moderna 
(MAM) de São Paulo foi criado 
pelo industrial Ciccillo Mata-
razzo em 1948, para divulgar e 
preservar a arte moderna. Com 
a intenção de criar no Brasil um 
evento de artes visuais inspira-
do na Bienal de Arte de Veneza 
– exposição internacional que a 
cada dois anos, desde 1895, reú-
ne arte do mundo –, Ciccilo Ma-
tarazzo criou a Bienal Interna-
cional de São Paulo. A primeira 
edição desse evento ocorreu em 
1951 em um pavilhão provisório. 
A Bienal paulistana teve papel 
fundamental no desenvolvimen-
to da arte moderna brasileira, co-
locando os artistas jovens do país 
em contato com a produção artís-
tica do mundo todo e apresentan-
do o trabalho dos brasileiros aos 
críticos e jornalistas estrangeiros. 
Em poucos anos, a Bienal de São 
Paulo firmou-se como uma im-
portante vitrine de arte contem-
porânea internacional.
Antônio Maluf. Cartaz para a 1ª- Bienal 
Internacional de São Paulo, 1951. 
Guache sobre cartão, 98,3 cm x 65,6 cm.
Antônio Maluf (1926-2005) ven-
ceu o concurso para o cartaz 
desse evento, uma construção 
geométrica em que retângulos 
inscritos sugerem um espaço 
tridimensional.
Max Bill, Unidade tripartida, 1948/49. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São 
Paulo. Aço inoxidável, 115 cm x 88,3 cm x 98, 2 cm.
O grande prêmio de escultura da 1ª- Bienal de São Paulo foi concedido a esta 
obra do suíço Max Bill (1908-1994). Baseada em um conceito matemático, 
trata-se de um objeto que não tem começo nem fim. Max Bill se tornaria uma 
figura decisiva para o estabelecimento da arte abstrata no Brasil.
Lina Bo Bardi. Estudo para ocupação do 
belvedere do Parque Trianon para o MASP, 
1957. Acervo do MASP.
A arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) 
projetou a sede do MASP na Avenida Pau-
lista. Para cumprir a condição de manter 
a vista do antigo mirante do Trianon em 
direção ao centro da cidade, Lina Bo Bar-
di apoiou a estrutura de concreto do edi-
fício sobre pilares laterais, criando um 
vão livre de 74 m. 
R
eprodução/F
undação Bienal de São P
aulo, SP
.
Autvis 20
1
3/R
eprodução/Museu de 
Ar
te 
Contemporânea de São P
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.
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eprodução/Acerv
o do Museu de 
Ar
te de São P
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| CApÍtulo 21 | Depois DA guerrA |
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Affonso Reidy. Museu de Arte Moderna
1958, Rio de Janeiro.
No projeto de Reidy para o MAM Rio 
destacam-se a estrutura vazada e as 
fachadas envidraçadas. O edifício, um 
dos primeiros em concreto aparen-
te no Brasil, é suspenso por pilares 
externos que transformam o térreo 
numa grande praça coberta por uma 
laje ligeiramente curva.
No Rio de Janeiro, o industrial e colecionador Raymundo Castro 
Maya liderou o grupo de empresários que criou o Museu de Arte Mo-
derna carioca, em 1948. O MAM Rio funcionou inicialmente no edifício 
do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema,
mudando-se dez anos depois para sua sede definitiva, projetada pelo 
arquiteto carioca Affonso Reidy (1909-1964) no Aterro do Flamengo.
Luciana Whitak
er/P
ulsar 
Imagens
TEMAS INTERDISCIPLINARES
ARTE E SoCIoLogIA
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