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Robert Capa. Fotografia, 1944. Desembarque das tropas norte-americanas na Normandia em 6 de junho 1944 (Dia D)



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Arte - Volume único
Robert Capa. Fotografia, 1944. Desembarque das tropas norte-americanas na Normandia em 6 de junho 1944 (Dia D).
Móbile de Alexander Calder, 2006.
Robert Capa/Magnum Photos/Latinstock
Imagens da guerra.
O centro do mundo é 
Nova York e a arte 
é abstrata.
R
eprodução/Exposição 
“Calder no Brasil”

P
aço Imperial, Rio de J
aneiro, 20
06.
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Imagens da guerra
O desfecho brutal da Segunda Guerra Mundial nor-
teou a vida política e cultural dos anos que se segui-
ram. As imagens do conflito ainda estão presentes na 
memória coletiva mundial e o tema parece inesgotá-
vel para a indústria cinematográfica. 
Depois da guerra, Robert Capa (1913-1954), fotó-
grafo húngaro que registrou os soldados que se es-
quivavam da defesa alemã, no Dia D em 1944, fundou 
com o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) e 
outros fotógrafos a agência Magnum, uma cooperati-
va de trabalho fotográfico. Cartier-Bresson aliava em 
suas imagens a composição notável e o talento para 
captar um instante cheio de significados. 
Um dos relatos mais tocantes a respeito da guerra 
foi realizado por um autor de mangá, tipo tradicio-
nal de narrativa ilustrada japonesa. Kiji Nakazawa 
(1939-) escreveu e desenhou a história Gen: pés 
descalços
, lançada em episódios na revista semanal 
Shonen Jump
durante a década de 1970, no Japão.
Henri Cartier-Bresson. Refugiados. Fotografia, 1947.
Nesta imagem, Cartier-Bresson registra um momento 
único, quando um navio de refugiados vindo da Euro-
pa acabava de chegar a Nova York: o encontro de mãe 
e filho separados pela guerra. 
Henry Moore. Perspectiva do abrigo do metrô, 1941. Tate Gallery, 
Londres. 48,3 cm x 43,8 cm, lápis, cera, tinta e aquarela sobre papel.
Na Inglaterra, Henry Moore (1898-1986) desenhou cenas 
de aviões abatidos, edifícios em escombros e a série co-
nhecida como Abrigo, retratando pessoas que se refugia-
vam nos túneis do metrô durante os bombardeios alemães 
sobre Londres.
Keiji Nakazawa, página de Gen: pés descalços. vol. 1 – O nascimento de Gen, 
O trigo verde, Conrad, 2011.
Nakazawa tinha sete anos e vivia em Hiroshima quando a primeira bomba nuclear explodiu no Japão, em 1945. Usando 
a linguagem do mangá, contou de forma assustadora como ele e a mãe, bem como seu país, sobreviveram à tragédia. 
Gen: pés descalços tornou-se um argumento pacifista e foi publicado em diversas línguas.
Henri Car
tier
-Bresson/Magnum Photos/Latinstoc
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g/Latinstoc
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ondres, Inglater
ra. 
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a/Conrad Editora/Gen Pés Descalços 
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| CApÍtulo 21 | Depois DA guerrA |
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O Neorrealismo no cinema italiano
O líder fascista Benito Mussolini, interessado no cine-
ma como forma de propaganda, financiou a produção ci-
nematográfica na Itália a partir da década de 1930, quando 
promoveu a criação do Festival de Cinema de Veneza e 
dos superequipados estúdios da Cinecittà, em Roma.
No pós-guerra, a sociedade italiana estava dividida e 
empobrecida pelo desemprego. Diante dessa realidade, 
muitos cineastas começaram a adotar uma forma narrati-
va crítica, com o intuito de retratar a sociedade em crise. 
Os filmes dessa época foram chamados de neorrealistas. 
Entre os diretores marcantes desse movimento estão 
Roberto Rosselini (1906-1977) e Vittorio De Sica (1902- 
-1974), que muitas vezes também atuou como ator. Roma, 
cidade aberta
, de Rosselini, é considerado por alguns 
críticos como o filme fundador da estética neorrealista

Os filmes neorrealistas se caracterizavam pela pre-
dominância de cenas filmadas nas ruas, pela preferên-
cia por atores não profissionais e o enfoque em temas 
sociais. Grande parte das produções se baseia em fatos 
históricos e coloca os dramas cotidianos do homem co-
mum no centro da narrativa. Optando pelos planos mais longos 
(ou seja, sequências de maior duração, filmadas sem cortes) e 
recusando a utilização de efeitos visuais, os diretores preten-
diam aproximar-se da realidade de maneira humanista. 
Roma, cidade aberta, filme de Roberto 
Rosselini, 1945. 98 minutos, preto e 
branco.
Apesar da fria acolhida na Itália, este 
filme ganhou o primeiro prêmio no Fes-
tival de Cannes, na França, em 1946. O 
enredo se inspira na história verídica 
de um sacerdote torturado e assas-
sinado pelos nazistas por ajudar as 
forças da resistência. A narrativa, que 
transcorre em Roma, entrelaça várias 
histórias de tortura e morte de pessoas
ligadas à resistência antinazista.
Ladrões de bicicleta, filme de Vittorio De Sica, 1948. 93 minutos, preto e branco.
Neste filme, considerado o melhor trabalho de De Sica, Roma está devastada pela guerra. 
Um pai de família consegue um emprego para colar cartazes, mas no primeiro dia tem sua 
bicicleta roubada. 
Excelsa/Mayer-Burstyn/The Kobal Collection/
AFP/Other Images
Carlo Montuori/Photos 1
2/Diomedia
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Arte do pós-guerra
Na Europa devastada, os artistas, buscando no-
vos valores, deixaram de lado as formas grandio-
sas e passaram a procurar o sublime no que resta-
ra da destruição, na novidade da reconstrução e 
no prazer da liberdade reconquistada.
O escocês Francis Bacon (1909-1992) causou 
impacto com uma pintura que se dispôs a profanar 
os valores mais intocáveis da sociedade, como a 
religião e as normas de comportamento social. A 
pintura de Bacon incomodou o público e a crítica 
no pós-guerra. Hoje, no entanto, ele é visto como 
um dos mestres do século XX.
Na arte, a palavra 
sublime é muitas vezes usada para 
designar uma beleza que surge de algo terrível. 
Francis Bacon, Cabeça VI, Óleo sobre tela, 1949, 93 cm x 76.5 cm. Arts 
Council Collection, Londres.
Combinando um retrato do papa Inocêncio X, pintado em 1650 por 
Velázquez e o grito de um personagem do filme O encouraçado 
Potemkin, de Eisenstein, (veja o boxe abaixo), Bacon reduziu a 
figura solene do papa a um tremor apavorado. 
Auti
vs 20
1
3/The Bridgeman 
Ar
t Library/Ar
ts Council Collection, L
ondres, Inglater
ra.

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