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Arte - Volume único
Hollywood e os anos 1930
Walt Disney, 1937, Branca de Neve. 83 minutos, colorido.
Na década de 1930, Disney produziu o primeiro dese-
nho animado de longa metragem da história: 
Branca 
de Neve e os sete anões. O filme é composto de mais 
de 250 mil desenhos.
Charles Chaplin em Tempos modernos, 1936. 87 minutos, preto e 
branco.
Entre as inúmeras criações de Chaplin, 
Tempos modernos abor-
da questões sociais. Embora o filme aparentemente verse sobre 
o conflito entre o homem e a máquina, Chaplin retrata a todo 
momento a miséria em que o país havia submergido com a de-
pressão econômica. 
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| CApítulo 20 | Arte e soCiedAde |
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Muralismo mexicano
A Revolução Mexicana de 1910 foi um movi-
mento popular que nasceu como uma revolta cam-
ponesa contra os latifundiários. Os proprietários 
de terra, herdeiros de colonizadores espanhóis, ex-
ploravam os trabalhadores descendentes de povos 
nativos, como os mexicas e os maias (Capítulo 9).
Na década de 1920 os artistas estavam ávidos 
para reviver a riqueza cultural das antigas civili-
zações e, ao mesmo tempo, fazer do México uma 
nação moderna. Em busca de uma linguagem que 
pudesse alcançar as massas, optaram pelas gran-
des figurações murais com temática histórica e 
pelo uso das xilogravuras. 
Entre os expoentes dessa nova estética, que 
culminou com o movimento muralista, estava 
Diego Rivera (1886-1957). Para Rivera, o papel 
das artes era ensinar ao público novas formas de 
ver o mundo moderno. Considerando a arte uma 
ferramenta poderosa, Rivera dizia: “Toda obra de 
arte é propaganda”.
Enquanto Rivera e os demais muralistas cria-
vam suas obras em paredes para se comunicar 
com o povo, a artista mexicana Frida Kahlo 
(1907-1954) optou por trabalhar numa esfera 
mais privada e introspectiva. Em decorrência de 
um acidente, Frida passou longo tempo acama-
da, durante a adolescência. Seu pai a estimulou 
a pintar autorretratos, gênero a que se dedicou 
pelo resto da vida. 
A artista expressou seu desejo de reviver as 
tradições de seu país usando indumentárias e 
joias típicas e colecionando em sua casa, que 
hoje é um museu, arte e objetos das civilizações 
pré-colombianas.
Diego Rivera. O homem, controlador do universo, 1934. Afresco 485 cm x 11,45 m 
Palácio das Belas Artes, Cidade do México. 
Este painel foi realizado para o Rockfeller Center, em Nova York. Mas 
quando Rivera pintou a figura de Lênin, Rockfeller desfez o contrato 
e o painel foi destruído. Mais tarde, Rivera recriou o mural no Mé-
xico. No centro, um homem controla o universo ao manipular a tec-
nologia. À esquerda, trabalhadores abraçam o socialismo e à direita 
aparecem personagens que representam o mundo capitalista.
R
eprodução/Banxico/P
alácio das Belas 
Ar
tes, Cidade do México, México.
R
eprodução/Banxico/Museu de ar
te Moderna da Cidade do México,México.
Frida Kahlo. As duas Fridas, 1939. Óleo sobre tela, 68 x 68 cm. Museu de Arte 
Moderna, Cidade do México.
Nesta pintura, Frida representa seu lado europeu paterno, em roupagem 
vitoriana, e o lado mexicano materno, em vestimenta mexicana tradicional. 
As duas Fridas estão ligadas por uma artéria que alimenta os dois corações. 
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Arte e sociedade no Brasil
Cenário histórico
Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o governo provisório 
apoiado pelos militares. A economia do país estava 
abalada: a quebra da Bolsa de Nova York tivera graves 
repercussões sobre o comércio mundial do café e sobre 
a economia brasileira. 
Em 1937, um golpe liderado pelo próprio presidente Vargas 
deu início ao chamado Estado Novo. O Congresso Nacional 
foi fechado e iniciou-se um período de governo autoritário, 
centralizado na figura do ditador, que fez uso de repressão e 
censura contra os que se opunham a suas decisões. 
Interesses sociais
Na década de 1930, a nova realidade econômi-
ca levou os artistas a se interessarem pelo papel 
social da arte. Os intelectuais de países 
colonizados, como México e Brasil, se 
viram diante da necessidade de cons-
truir uma identidade nacional. Para tan-
to, buscaram nas tradições regionais, na 
figura do trabalhador e nas injustiças so-
ciais os elementos para seus trabalhos.
Pinturas como Os operários marcaram a gui-
nada de Tarsila do Amaral para os temas sociais. 
Tarsila do Amaral, Os operários, 1933. Óleo sobre tela, 150 cm x 
230 cm. Acervo Artístico Cultural dos Palácios do Governo 
do Estado de São Paulo.
Nesta tela a artista justapõe uma massa de tra-
balhadores ao cenário das fábricas. Os operários, 
muitos deles imigrantes, tem um semblante melan-
cólico, não parecendo felizes com seu papel.
T
ar
sila do 
Amaral/Acerv

Ar
tístico-Cultural dos P
alácios do Go
verno do Estado de São P
aulo.
No centro do Modernismo teatral estava 
Oswald de Andrade, personalidade cínica e 
polêmica, que buscou um teatro radicalmente 
inovador. Oswald escreveu três peças: O rei da 

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