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Arte - Volume único
Cadáver requintado, 1937. Centro 
Georges Pompidou, Paris. Lápis e 
colagem de ilustrações de revistas 
sobre papel, 61,6 cm x 23,6 cm.
Nesta composição coletiva, 
os artistas usaram uma folha 
de papel dobrada em quatro. 
Em cada dobra, um deles 
acrescentou um elemento 
que se relacionava apenas 
com a porção visível do tra-
balho do outro. A imagem 
completa só pôde ser con-
templada por todos no final. 
Autvis 20
1
3/RMN/Other Images/Museu de 
Ar
te Moderna, Centro Georges P
ompidou, P
aris, F
rança.
Autvis 2013/Philippe Migeat/RMN/Other Images/MNMA, Centro G. 
Pompidou, Paris, França.
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| CApÍtulo 19 | dAdA e surreAlismo |
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Subversão da imagem
Os surrealistas usaram a colagem, a pintura, 
a fotografia e o cinema para subverter a cultu-
ra e apresentar o mundo sob uma óptica nova e
surpreendente. Encadeando situações incon-
gruentes, eles promoviam com seus trabalhos 
uma espécie de curto-circuito visual.
Marc Chagall, Passeio, óleo sobre tela, 170 cm x 163,5 cm, 
1917-1918. Museu Nacional, São Petersburgo, Rússia.
Nesta tela, Chagall faz da paisagem um plano 
monocromático recortado que lembra as expe-
riências dos pintores cubistas e futuristas. O 
verde das casas e do chão é quebrado pela toa-
lha e por objetos que sugerem um piquenique. 
A alegria do casal é tanta que a lei da gravidade 
já não se aplica. 
René Magritte, A reprodução interdita, 1937, óleo sobre tela 81,3 cm x 65 cm, Museu 
Boijmans-van Beuningen, Roterdã, Holanda. 
Um artista que explorou com ironia o tema da subversão da lógica foi o belga 
René Magritte (1898-1967). Muitas de suas pinturas são como charadas, que 
silenciosamente propõem um enigma ao espectador. O espelho que não reflete, 
mas que replica o que vê, é um tipo de ambiguidade frequente em sua pintura. 
Phillipe Halsman e Salvador Dalí. In 
voluptas mors (No prazer, a morte). 
Fotografia, 1951.
Salvador Dalí baseava seu tra-
balho no que chamou de “mé-
todo paranoico-crítico”, que 
consistia em provocar equívo-
cos na leitura visual, induzin-
do o espectador a ver imagens 
de duplo sentido. Como nesta 
fotografia concebida e ence-
nada pelo artista.
Philippe Halsman/Magnum Photos/Latinstoc
k/F
ondation Gala–S
alvador Dalí/Autvis 20
1
3
Autvis 20
1
3/RMN/Other Images/Museu Nacional, São P
eter
sburgo, Rússia.
Photothèque R. Magritte, Magritte, René/Autvis 2013/Museu Boijmans-van 
Beuningen, Roterdã, Holanda.
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Alberto Giacometti, Mulher degolada, 1932, bronze, 22 cm x 87,5 cm x 
53 cm, Centro Georges Pompidou, Paris, França.
Alberto Giacometti criou peças um tanto perturbadoras quando 
esteve em contato com o grupo no início dos anos 1930. Com 
quase um metro de comprimento, esta escultura, que mais lembra um in-
seto gigante que uma mulher, foi exibida no chão, sem nenhum tipo de pedestal. A 
peça se compõe de duas partes: uma delas, que parece uma colher, pode ser movimen-
tada pelo espectador, que assim interage com a obra. 
Man Ray, Objeto indestrutível, 1923. 21,5 cm x 11 cm x 11,5 cm, 
Tate Gallery, Londres.
Na primeira versão deste objeto, Man Ray fixou 
a foto de um olho a um metrônomo. O olho era 
uma espécie de ícone do surrealismo, por re-
presentar um portal entre o real e o onírico. 
A versão original chamava-se Objeto para 
ser destruído. Mais tarde, o artista fez uma 
tiragem de 100 cópias da obra, passando a 
chamá-la de Objeto indestrutível.
Outros artistas ousaram construir obje-
tos fazendo associações insólitas, como o 
Objeto indestrutível
, do norte-americano 
Man Ray, e a Mulher degolada, do suíço Al-
berto Giacometti (1900-1966). Tanto o Da-
daísmo quanto o Surrealismo liberaram o 
artista de qualquer programa preconcebido, 
exceto o de seguir seus impulsos e explorar 
sem amarras o território da criação.
Cena de Entr’acte, filme de 1924, 22 minutos, preto e 
branco. Direção de René Clair e roteiro de Francis Picabia.
Cenas de uma bailarina dançando tomadas de baixo 
para cima são entremeadas com uma partida de xadrez 
entre Marcel Duchamp e Man Ray. Picabia mata um per-
sonagem a tiro e tem início uma longa cena de enterro. 
A carroça que leva o caixão perde o controle, de modo 
que o cortejo fúnebre se acelera, atravessando toda a 
Paris dos anos 1920. Na corrida desenfreada, o caixão 
se rompe e o morto ressuscita. 
Cinema Dada e surrealista
Os primeiros filmes dadaístas eram criações 
abstratas, narrativas puramente visuais. Foi 
Entr’acte
(Entre atos), filme dirigido em 1924 por 
René Clair (1898-1981), na França, o primeiro a 
mostrar situações encenadas. Concebido como 
um divertimento a ser exibido no intervalo de 
um balé, o filme tinha roteiro escrito pelo poeta e 
pintor francês Francis Picabia (1879 -1953). 
Autvis 2013/Pietro Baguzzi/AKG Images/Latinstock
Mary Evans/Diomedia
Autvis 2003/Philippe Migeat/RMN/Other 
Images/Museu de Arte Moderna, Centro 
Georges Pompidou, Paris, França.
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O cinema de vanguarda, depois de passar pela arte 
abstrata e pelo Dadaísmo, floresceu entre os cineas-
tas surrealistas. O filme Um cão andaluz é uma tra-
dução da linguagem paradoxal da poesia e pintura 
surrealistas para o cinema. O inconsciente, o acaso 
e o absurdo estão presentes no roteiro escrito pelos 
espanhóis Luis Buñuel (1900-1983) e Salvador Dalí. O 
filme, que tem apenas 16 minutos, não chega a narrar 
uma história. As cenas se sucedem criando um clima 
enlouquecido de desespero entre os personagens. Al-
gumas imagens, como uma mão cheia de formigas, 
provieram diretamente dos sonhos dos autores.
Hans Richter, Fantasmas antes do café da manhã, filme de 
1928, 6 minutos, preto e branco,.
Neste filme, o artista alemão Hans Richter (1888-1976) 
utiliza trucagens sofisticadas, como inverter a se-
quência cinematográfica e alterar a velocidade do 
filme, para dar vida aos objetos e criar uma atmosfe-
ra brincalhona entre os personagens, subvertendo o 
sentido das imagens capturadas. 
Um cão andaluz, filme de 1929, 16 minutos, preto e branco.
A cena em que um homem corta o olho de uma moça com uma navalha é tão 
inesquecível quanto perturbadora. Mais uma vez, o olho comparece para 
evocar o inconsciente inatingível.
Surrealismo e Dadaísmo no Brasil
Cenário histórico
Em 1929, com o colapso da Bolsa de Valores de Nova 
York, quando todos os investidores quiseram vender suas 
ações ao mesmo tempo, ocorreram falências em várias 
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