Pesquisa incluída no fim de cada capítulo: assistir, ouvir, ler, contemplar e percorrer os sites indicados, sem limitações à curiosidade. Entretanto, é na página Ação



Baixar 87 Mb.
Pdf preview
Página131/353
Encontro16.07.2022
Tamanho87 Mb.
#24280
1   ...   127   128   129   130   131   132   133   134   ...   353
Arte - Volume único
alteridade é o estado 
de despir-se da própria 
identidade e colocar-se 
no papel do outro. 
Os artistas do grupo Die Brücke preparavam as matrizes e en-
carregavam-se da impressão em seus ateliês. Com sua ênfase no 
trabalho manual, retomavam também os valores da arte popular 
alemã e as tradições medievais.
Com a expansão colonial da Alemanha, que adquirira posses-
sões no sudoeste da África e na Nova Guiné, havia grande inte-
resse por coleções etnográficas entre os intelectuais. A admiração 
pela escultura africana e dos povos da Oceania foi um dos pontos 
em comum entre os artistas modernos.
As 
coleções etnográficas reúnem artefatos 
coletados por antropólogos e outros estudiosos 
em diferentes comunidades de culturas 
consideradas tradicionais ou, no contexto da 
expansão colonial, “exóticas”. Parte do acervo 
destas coleções foi preservada em museus e 
universidades. 
The Bridgeman Art Library/Getty Images/Museu 
de Artes da África e da Oceania, Paris, França.
Arte_vu_PNLD2015_U2C17_218a233.indd 223
6/17/13 11:07 AM


224
Metrópole e espiritualidade
O movimento expressionista era multifaceta-
do, com interesses distintos entre os grupos que 
se formavam na Alemanha. Alguns exploravam 
questões ligadas à metrópole; outros represen-
tavam paisagens no campo. Alguns tinham uma 
abordagem mais emocional da humanidade, ex-
pressando suas paixões individuais; outros se 
voltavam a questões do espírito. 
A vida nas metrópoles foi um tema recorrente 
entre os poetas e pintores expressionistas. Embo-
ra houvesse críticas à expansão urbana, acabara 
de ser inventado o conceito de flâneur (palavra 
francesa que significa ‘aquele que passeia’). Sur-
gia uma nova maneira de fruir e de entender a 
descontinuidade dos espaços urbanos: perambu-
lar pela cidade para experimentá-la.
Ernst Ludwig Kirchner. Rua, Desdren. Óleo sobre 
tela, 1908. Museu de Arte Moderna, MoMA, 
Nova York.
Nesta tela, Kirchner encontrou uma for‑
ma para exprimir a vida urbana moder‑
na. Com os transeuntes que ocupam uma 
calçada em cor rosa forte, a cena irradia 
certa tensão. As formas distorcidas tra‑
duzem a confusão, a intensidade e a dis‑
sonância da vida urbana.
R
eprodução/Museu de 
Ar
te Moderna, MoMA, No
va 
Y
ork, EUA.
Em Munique, outro importante grupo de artistas for-
mou-se em 1911, chamado Der blaue Reiter (O cavaleiro 
azul). Entre seus integrantes estava o russo Wassily 
Kandinsky (1866-1944). Kandinsky foi o primeiro artista 
ocidental a expor uma pintura sem nenhum objeto reco-
nhecível. Ele era um místico e detestava os valores do 
progresso tecnológico e da ciência. 
Wassily Kandinsky, Igreja em Murnau, 1910, óleo sobre cartão. Städitsche Galerie im 
Lenbachhaus, Munique, Alemanha.
Kandinsky esteve em Paris em 1905 e viu os trabalhos dos fauvistas fran‑
ceses no Salão de Outono. De volta a Munique, começou a fazer experi‑
mentações na pintura de paisagens. Em meio ao mar de cores da tela ao 
lado, Kandinsky mantém alguns elementos que servem de referência na 
paisagem retratada, como a cúpula da igreja e a cerca à direita.
Maurice Babey/Ak
g/Latinstoc
k/Galeria L
enbac
hhaus, Munique, 
Alemanha.
Arte_vu_PNLD2015_U2C17_218a233.indd 224
6/17/13 11:07 AM


| CApÍtulo 17 | Arte NovA |
225
TEMAS INTERDISCIPLINARES
ARTE E LITERATuRA
.. 

Baixar 87 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   127   128   129   130   131   132   133   134   ...   353




©historiapt.info 2023
enviar mensagem

    Página principal