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Como saber a idade de objetos muito antigos?



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Arte - Volume único
Como saber a idade de objetos muito antigos?
O método mais eficiente para datar artefatos pré-históricos 
é a radiometria, técnica que mede o grau de radioatividade 
natural emitido pelo objeto. Esse método só pode ser usado 
para datar materiais de origem animal e vegetal, o que inclui 
o carvão usado nas pinturas. A radiometria mede a presença 
de um isótopo do carbono, chamado carbono-14, substância 
que as plantas absorvem da atmosfera e acaba fazendo parte 
da cadeia alimentar de outros organismos. Quando plantas e 
animais morrem, começam a perder esse material em uma 
velocidade conhecida. Calculando-se quanto carbono-14 resta 
em um material orgânico, pode-se saber há quanto tempo 
esse organismo morreu. Entretanto, se o método for usado 
para datar uma escultura de madeira, por exemplo, sabe-
remos com alguma precisão quando a árvore morreu, mas 
não quando o objeto foi esculpido, já que isso pode ter ocor-
rido décadas mais tarde.
Stonehenge, 3100 a.C.-1500 a.C. Planície de 
Salisbury, Wiltshire, Inglaterra.
As pedras externas de Stonehenge, 
algumas formando dólmens, estão ali-
nhadas em círculos concêntricos. As 
pedras centrais formam uma ferradu-
ra. No centro, um altar se alinha a uma 
pedra pontiaguda posicionada fora do 
círculo, a qual direciona nosso olhar 
para o nascente. Os astrônomos afir-
mam que um alinhamento perfeito com 
o nascer do Sol teria ocorrido nos sols-
tícios de verão há cerca de 4 mil anos. 
Possivelmente, estruturas como essa 
serviam para a observação dos movi-
mentos do Sol, da Lua e das estrelas.
As sociedades estratificadas apresentam 
organização complexa, com uma hierarquia e 
com privilégios e deveres para cada segmento 
da sociedade. Nem todas as pessoas trabalham 
diretamente no sustento e na manutenção do 
grupo. Foi nas primeiras sociedades estratificadas 
que surgiu o trabalho especializado.
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| CApÍtulo 1 | o NASCIMENto DA CultuRA |
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Ulisses J
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utura P
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Os primeiros povos do Brasil
Cenário histórico
Devido à grande quantidade de gelo retido nas re-
giões polares durante a última glaciação (que se en-
cerrou há cerca de 15 mil anos), o nível do mar estava 
cerca de 120 metros abaixo do atual. As praias esta-
vam afastadas vários quilômetros das atuais linhas 
da costa, expondo planícies litorâneas hoje submer-
sas. Nessas condições, o atual estreito de Bering era 
uma passagem de terra firme que interligava a Ásia e 
a América do Norte, permitindo a migração humana.
Atualmente se acredita que essa migração tenha 
ocorrido em diversas levas, que povoaram as regiões 
da América em épocas diferentes. No Brasil, foram 
descobertas evidências de presença humana a partir 
de 30 mil anos atrás.
Os sambaquis
Enquanto os grupos humanos nômades que 
viviam nas regiões que hoje conhecemos como 
Amazônia, Planalto Central e sul do Brasil foram 
aos poucos domesticando animais e plantas e 
tornando-se sedentários, as populações do litoral 
tiveram desenvolvimento bem diferente. Socie-
dades bastante desenvolvidas se instalaram nas 
planícies litorâneas, aproveitando um ambiente 
rico em peixes e moluscos, no qual se encontram 
florestas e mangues. Muitos vestígios deixados 
por essas populações podem ter sido cobertos 
pela elevação do nível oceânico no final da Era 
Glacial. Os sítios arqueológicos, encontrados em 
toda a costa brasileira, são chamados sambaquis, 
palavra que em língua tupi significa “monte de 
conchas”.
Sambaquis. Sítio arqueológico de Laguna, Santa Catarina. Foto de 2011.
Os sambaquis são grandes amontoados de conchas, que podem 
alcançar de 2 a 60 metros de altura. Em algumas dessas forma-
ções, as conchas foram depositadas ao longo de um milênio. Em 
alguns sambaquis, há restos de peixes. A maioria deles contém 
sepultamentos humanos. 
Allmaps/Arqui
v
o da editora
Equador

OCEANO
PACÍFICO
55º O
OCEANO
ATLÂNTICO
Trópic
o de C
apricór
nio
Sítio do Físico 
(Parque Estadual do
Bacanga – São Luís/MA)
Camboinhas (RJ)
Cubatão (SP)
Sambaqui submerso IPATSE 
(Ilha do Cardoso – Cananeia/SP)
Guaratuba (PR)
Camboriú (SC)
Torres (RS)
Sambaquis
Limites atuais
km 
0
550
Adaptado de: VICENTINO, Claudio. 
Atlas Histórico Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2011.
Sambaquis
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Os arqueólogos acreditam que as sociedades sambaquieiras 
construíram esses volumes como monumentos, procurando dar-
-lhes visibilidade. Os sambaquis em geral estão em cenários aber-
tos, de modo que do topo de um deles se pode observar outros. 
Essas civilizações pesqueiras e navegadoras podem ter sido es-
tratificadas, pois tudo indica que mobilizaram mão de obra espe-
cialmente para a construção dessas elevações. É possível que o 
culto aos ancestrais fosse um aspecto importante de suas tradi-
ções culturais.
Pintura rupestre
Em quase todas as regiões do Brasil há sítios arqueológicos com 
pinturas rupestres. Na região Sul, os grafismos geralmente consis-
tem em incisões e desenhos geométricos. No Planalto Central são 
comuns as representações de animais, principalmente cervídeos, 
peixes e pássaros. Na Amazônia, embora os sítios arqueológicos te-
nham sido ainda pouco estudados, as figuras antropomórficas e as 
formas geométricas são bastante frequentes. No Nordeste ocorrem 
representações da figura humana e de animais agrupadas, formando 
cenas de caça, dança, guerra, sexo e rito, entre outras. Em muitas 
dessas cenas, as figuras seguram armas, cestos e outros objetos.

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