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Arte - Volume único
Características culturais da Polinésia
Os povos do Pacífico Sul
Costuma-se designar como culturas do Pacífico Sul as de povos nativos da Nova Zelândia e de arqui-
pélagos da Melanésia, Micronésia e Polinésia. O isolamento geográfico e a fragmentação do território em 
númeras ilhas possibilitaram a formação de grande variedade de etnias. Os povos do Pacífico Sul, no en-
tanto, têm algumas características comuns, como uma considerável similaridade linguística e um profundo 
respeito pela natureza. Creem que todas as formas da natureza, inclusive os minerais, possuem alma e agem 
intencionalmente.
Das ilhas de Samoa e Tonga são típicos os trabalhos manuais em ma-
deira, casca de árvores e plumas. As grandes esculturas em rocha 
vulcânica ainda presentes na ilha de Páscoa, chamadas moais, 
eram dedicadas ao culto dos mortos e provavelmente repre-
sentavam reis, sacerdotes ou guerreiros. Muito conheci-
das são também as danças polinésias, nas quais se com-
binam as mãos a sinuosos movimentos de quadris.
Chefe maori com rosto tatuado. Cultura maori, Nova Zelândia. Fotógrafo 
anônimo, 1860-1889. Museu do Quai Branly, Paris.
Os povos do Pacífico Sul desenvolveram padrões de desenho (linhas geo-
métricas e arabescos abstratos) que figuram nas representações de suas 
divindades, em sua pintura corporal e na decoração de objetos utilitários. 
Os chefes maoris tinham o rosto inteiramente tatuado com esses elemen-
tos. Proibida pelas autoridades francesas a partir de 1898, a tatuagem voltou 
recentemente a ser usada na Polinésia como afirmação da identidade desses 
povos. Atualmente, em todo o mundo, alguns desses padrões (vulgarmente desig-
nados “motivos tribais”) comparecem em tatuagens e em estampas de roupas, embora 
inteiramente desconectados de seu contexto original.
Reprodução/Alin
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Fim do século XIX no Brasil
Cenário histórico
Em 1888, finalmente a escravidão foi abolida no Bra-
sil. A mudança, porém, não foi acompanhada de nenhuma 
política destinada a facilitar a inserção da população negra 
na sociedade. 
Com a proclamação da República, em 1889, e a cres-
cente influência do pensamento positivista (Capítulo 15), 
tornava-se necessário um projeto de modernização 
para o país que refletisse as palavras ‘ordem e progres-
so’, introduzidas na nova bandeira. Enquanto isso, a na-
ção continuava sendo agroexportadora e dependente da 
importação de produtos industrializados. Alguns passos 
de modernização, no entanto, se evidenciavam na im-
plantação de uma rede ferroviária e na reurbanização de 
cidades.
A modernização das cidades
Com o regime republicano, tornou-se prioritá-
ria a imagem da então capital do Brasil, Rio de 
Janeiro. O prefeito Pereira Passos, que estu da ra 
engenharia em Paris e presenciara a trans 
for-
mação da capital francesa sob as reformas de 
Haussmann (Capítulo 15), esteve à frente do pro-
jeto que transformou o centro carioca.
As novidades incluíam a modernização do 
porto, a criação de avenidas arejadas e obras de 
saneamento, abastecimento de água e iluminação 
pública. O destaque da reforma era a abertura da 
Avenida Central, ligando o porto a uma praça que 
recebeu edifícios públicos monumentais, como o 
Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o novo 
edifício da Escola Nacional de Belas-Artes. Para 
a construção da avenida Rio Branco, no entanto, 
demoliram-se centenas de prédios residenciais 
antigos e a população mais pobre foi removida 
para áreas periféricas ou acabou ocupando de 
forma improvisada os morros da cidade.
Francisco Oliveira Passos e Albert 
Guilbert, Teatro Municipal do Rio de 
Janeiro, 1905-1909. Foto de 2010.
Assim como a Ópera de Paris 
no projeto de Haussmann, o 
Teatro Municipal do Rio de Ja-
neiro ganhou grande destaque 
na reurbanização da cidade. O 
projeto mesclava elementos 
clássicos com a profusão de-
corativa do barroco. 
Ismar Ingber/P
ulsar Imagens
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| CApÍtulo 16 | ImpressIonIsmo |
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A influência impressionista
Com o prêmio de viagem concedido pela Aca-
demia Nacional de Belas-Artes, vários artistas 
brasileiros no final do século XIX puderam aper-
feiçoar-se em Paris, onde entraram em contato 
não só com a produção francesa apresentada nos 
salões acadêmicos, mas também com a pintura 
impressionista. Aos poucos, o interesse por re-
presentar a atmosfera luminosa e retratar temas 
simples do cotidiano foi sendo incorporado à 
obra de alguns pintores brasileiros.
Eliseu Visconti (1866-1944) recebeu o prêmio 
de viagem ao exterior. De volta ao Brasil, já no iní-
cio do século XX, adotou tardiamente a 
forma de pintar e os temas dos impres-
sionistas: paisagens, cenas do cotidiano 
e retratos. Visconti foi encarregado de 
fazer a decoração do Teatro Municipal 
do Rio de Janeiro.
Embora pertencendo a ou tra gera-
ção, Arthur Timótheo da Costa (1882-
-1922) talvez tenha sido o artista bra-
sileiro que traba 
lhou mais próximo 
aos fundamentos impressionistas. Ti-
mótheo da Costa, de origem popular, 
traba lhou na Casa da Moeda antes de 
ingressar na Escola Nacional de Belas 
Artes do Rio de Janeiro e conquistou o 
prêmio de viagem ao exterior ali con-
cedido. 
Arthur Timótheo da Costa. Sem título. Óleo sobre tela
não datado.
Na Europa, a pintura de Timótheo da Costa foi 
aos poucos se transformando: os volumes pro-
gressivamente deixaram de ser estruturados 
pela linha e passaram a ser modelados pela 
pincelada de cor. No entanto, apenas em suas 
últimas paisagens, já na segunda década do sé-
culo XX, o artista realmente dissolve a forma, 
valendo-se da cor e da luz.
R
eprodução/Acerv
o da editora
R
eprodução/P
rojeto Eliseu 
V
isconti, Rio de J
aneiro
Eliseu Visconti, A dança das horas, painel no teto 
do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 1908.
No teto da plateia do Teatro Municipal do 
Rio de Janeiro, Visconti pintou A dança 

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