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Arte - Volume único
Torre Eiffel
. Destinada a ser a maior atração 
da Exposição Universal de 1889, deveria ser desmontada 
ao final do evento. A estrutura foi criticada por artistas e 
intelectuais conservadores, que a viam como um excesso 
da engenharia e a consideravam desprovida de qualidades 
estéticas. Para os admiradores, no entanto, tratava-se de 
um novo tipo de beleza derivado da engenharia moderna. 
Na última década do século XIX, Paris pre senciou inven-
ções tecnológicas espantosas, como o cinema e o avião.
Gustave Eiffel, Torre Eiffel, 1887-1889, Paris.
Com 300 metros de altura, a obra tornou-se a mais alta construção do mundo 
de então, ultrapassando as pirâmides do Egito e as catedrais góticas. Mais que 
qualquer outro monumento, a torre Eiffel, nas margens do rio Sena, incorpora a 
crença do século XIX no progresso científico.
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| CApÍtulo 16 | ImpressIonIsmo |
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Desde a invenção da fotografia na França (1837), 
alguns fotógrafos, cientistas e artistas vinham bus-
cando formas de registrar imagens em movimento. 
Vários equipamentos ópticos que produziam a 
ilusão de movimento, seja com desenhos anima-
dos ou fotografias sucessivas, foram inventados 
nesta época, batizados com nomes de origem 
grega que evocavam suas qualidades técnicas, 
como praxinoscópio (‘visão da ação’) ou zootró-
pio (‘movimento circular vivo’, ou ‘roda da vida’).
Nos Estados Unidos, em 1879, George Eastman 
já comercializava um filme flexível de celulose 
transparente contendo em um dos lados uma emul-
são química sensível à luz, que substituía o vidro 
como suporte para o negativo fotográfico. Anos 
depois os irmãos Lumière criaram na França o ci-
nematógrafo, equipamento que permitia filmar e 
projetar imagens em movimento. 
Lumiere Pictures/Album/Latinstoc
k
Auguste e Louis Lumière. A chegada 
do trem na estação de Ciotat. Filme 
cinematográfico, 1895.
Em dezembro de 1895 teve lugar a 
primeira sessão de cinema em Pa-
ris, com filmes curtos produzidos 
pelos irmãos Lumière, mostrando, 
por exemplo, um trem chegando na 
estação.
Henri de Toulouse-Lautrec. Cartaz anunciando a dançarina La Goulue no cabaré Moulin Rouge, 
em Paris, 1893.
Especialmente em seus cartazes que anunciavam espetáculos de cabarés parisien-
ses, Toulouse-Lautrec capturou o espírito da vida noturna da chamada Belle Époque
nome dado ao período do final do século XIX em Paris. 
A industrialização também trouxe mudanças à produção gráfica. 
O aumento da demanda de comunicação, a ampliação do público lei-
tor nas principais cidades da Europa e dos Estados Unidos 
multiplicaram os produtos impressos para além do livro e do 
jornal. Para alimentar o sistema de produção e consumo era 
preciso produzir cartazes, rótulos, embalagens e revistas. Os 
impressos coloridos eram geralmente feitos com a técnica da 
litografia, que permitia criar imagens nas quais letras e dese-
nhos podem estar mais integrados. Os artistas que criavam 
estas peças gráficas passaram a usar imagens cada vez mais 
simplificadas, mas com forte apelo estético.
O francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), inspira-
do nas gravuras japonesas e na pintura de Degas, revolucio-
nou a linguagem dos cartazes. 
R
eprodução/Museu de ar
tes decorati
vas, P
aris, F
rança.
A técnica da litografia se baseia no 
princípio físico de que óleo e água não 
se misturam. A imagem é desenhada 
numa superfície lisa de pedra, 
utilizando-se lápis oleoso. Em seguida 
molha-se a superfície desenhada. As 
áreas cobertas pelo lápis repelem a 
água, permanecendo secas. A pedra 
é então entintada com tinta a base de 
óleo, que adere às áreas secas. Por fim, 
uma folha de papel é colocada sobre a 
imagem para que as áreas de tinta se 
transfiram ao papel.
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Paul Cézanne, Mont Sainte-Victoire. Óleo sobre tela, 1904-1906. 
Museu Kunsthaus, Zurique, Suíça.
Cézanne estava obstinado em representar a natureza 
tal qual a percebemos, com a tridimensionalidade e a 
dinâmica proporcionada por nosso cérebro, que reúne 
em uma só imagem os impulsos nervosos provenientes 
dos dois olhos.
Pós-impressionismo
No final da década de 1880, reproduzir na pin-
tura os aspectos visuais da realidade parecia in-
suficiente para os jovens pintores, que tomaram 
caminhos diferentes, produzindo, porém, obras 
singulares. Paul Cézanne (1839-1906), Vincent 
van Gogh (1853-1890) e Paul Gauguin (1848-1903) 
estão entre os artistas que foram mais tarde cha-
mados de pós-impressionistas. 
Durante sua vida, Cézanne travou uma luta 
diária com a pintura. Seu objetivo era buscar, 
para além do olhar “superficial” dos impressio-
nistas, uma conciliação entre arte e a essência 
da natureza. Pintando paisagens, retratos e na-
turezas-mortas, Cézanne tentou construir um 
mundo a partir de cores e formas básicas, como 
cones, esferas, cubos e cilindros. 
The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone/ Museu K
unsthaus, Zurique, Suiça.
O holandês Van Gogh mudou-se para Paris 
em 1886, onde foi apresentado aos pintores im-
pressionistas por seu irmão 
Theo, que era comerciante de 
obras de arte. Van Gogh bus-
cava uma pintura emocional, 
que pudesse ser impregnada 
pela intensidade de seus sen-
timentos. Suas pinceladas 
sinuosas imprimem em suas 
imagens um movimento e uma emoção nunca an-
tes experimentados por um pintor.
Vincent van Gogh, Trigal com cipreste, óleo 
sobre tela, 1889, Galeria Nacional, Londres.
No último ano de sua vida, Van Gogh 
representou esta paisagem ensolara-
da e a considerou como uma das me-
lhores telas daquele verão. Ele tam-
bém reproduziu esta composição em 
um desenho e em outras duas telas.
R
eprodução/Galeria Nacional, L
ondres, Inglater
ra.
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O francês Paul Gauguin, em busca de um refúgio 
da civilização, mudou-se primeiramente para o inte-
rior da França. 
Mais tarde foi para o Taiti, onde acreditava estar em 
contato com a verdade do homem e da natureza. O in-
teresse pelas sociedades tradicionais tomou conta da 
elite cultural europeia na virada do século. Como Gau-
guin, muitos viam nessas sociedades uma autenticidade 
que supostamente se perdera no processo civilizatório.
The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone/F
undação R
udolph Staec
helin, Basel, Suiça.
Paul Gauguin. Nafea faa ipoipo?. Óleo sobre tela, 1892, Kunstmuseum Basel, Basileia, 
Suíça.
Gauguin deu títulos em idioma local a muitas de suas pinturas. “Na-
fea faa ipoipo?” significa “Quando você se casará?”. Mesmo antes de 
Gauguin viver na Polinésia, a cor já havia assumido em suas telas um 
sentido simbólico, não se limitando a ser um elemento estético da com-
posição. No clima tropical do Taiti, Gauguin pôde vivenciar contrastes 
de cores que não encontrava na Europa.

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