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Arte - Volume único
Impressionismo e ciência
Embora os impressionistas não tivessem se dedicado a teorias 
científicas, estudiosos de óptica e fisiologia reconheceram a 
importância das observações sobre luz e cor feitas por esses 
pintores e transportadas para suas telas. 
Os artistas provavelmente tinham conhecimento da experiên-
cia feita por Newton no século XVII, a qual demonstrou que a luz 
solar branca era composta de cores. 
Os impressionistas procuravam representar os efeitos da cor 
predominante da luz solar em suas pinturas.
Eles dedicaram atenção ao modo como a cor de um objeto 
interagia com seu entorno, e o contraste simultâneo assim 
provocado – situação em que as cores complementares se 
reforçam mutuamente, parecendo mais vivas. Esses pintores 
aproveitaram tal propriedade para salientar as áreas de 
contraste em suas pinturas.
Reprodução/Acervo da autora 
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| CApÍtulo 16 | ImpressIonIsmo |
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Os artistas impressionistas perceberam que, justapondo pequenas pince-
ladas de cores puras, forma-se na retina do observador uma superfície 
cujas cores finais são mais puras que as obtidas com a mistura de pig-
mentos. Tal efeito é também chamado de síntese óptica.
Georges Seurat, A parada do circo, óleo 
sobre tela, 1884, 99,7 cm x 149,9 cm, Museu 
Metropolitano de Arte, Nova York.
O francês Georges Seurat (1859-1891) 
levou ao extremo os princípios técni-
cos utilizados pelos impressionistas, 
ao inventar um método que chamou de 
pontilhismo. O procedimento consistia 
em aplicar na tela pequenos pontos re-
gulares de cores puras, que se somavam 
opticamente aos serem observados a 
certa distância.
Reprodução/Museu Nacional de Belas Artes,Rio de Janeiro,RJ.
Monet estudou a fundo essa relação entre a luz e as cores, 
realizando séries de pinturas em que uma mesma vista é 
retratada em diferentes horários do dia ou em diferentes 
estações do ano. O que muda de uma pintura para outra é a 
luminosidade, as relações de luz e sombra, as cores e, em 
consequência, o clima emocional das cenas.
Claude Monet, Montes: efeito de neve, óleo sobre tela, 
1891, Galeria Nacional da Escócia, Edimburgo, Escócia.
Claude Monet, Montes de feno: fim do verão, manhã
óleo sobre tela, 1888, Museu D’Orsay, Paris.
Reprodução/Galeria Nacional da Escócia, Edimburgo, Escócia.
Hervé Lewandowski/RMN/Other Images/Museu d’Orsay, Paris, França.
Reprodução/Acervo da autora
Justapondo-se cores opostas, como neste exemplo 
de síntese óptica, pode-se obter um tom neutro, cuja 
luminosidade será a média das luminosidades das 
cores componentes. Observe esta figura de longe.
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Auguste Rodin. Cidadãos de Calais, bronze, 1885-1895. Hôtel de Ville, Calais, 
França.
Este monumento evoca um episódio da Guerra dos Cem Anos 
(1337-1453), quando cidadãos da cidade francesa se ofereceram 
como reféns ao exército da Inglaterra. Rodin retrata os mártires 
a caminho da execução, não como heróis idealizados, mas como 
um grupo de homens comuns resignados com sua decisão. 
P
aul Maeyaer
t/The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone
A. Giraudon/The Bridgeman 
Ar
t Library/K
eystone
Uma revolução 
na escultura
Foi o francês Auguste Rodin (1840-1917) 
quem re volucionou o conceito de escultura 
no final do século XIX. Rodin usou todo tipo 
de recurso em suas representações com a in-
tenção de expressar sentimentos. Seu traba-
lho foi tratado com descaso pelos críticos, até 
vencer, em 1884, um concurso para uma escul-
tura pública, com a obra Cidadãos de Calais
As obras mais conhecidas de Rodin foram 
feitas para os salões de arte e para encomen-
das públicas, como os monumentos em ho-
menagem aos autores franceses Victor Hugo 
(1802-1885) e Honoré de Balzac (1799-1850). 
No entanto, as peças produzidas como estudos 
para encomendas oficiais e só exibidas publi-
camente anos mais tarde são hoje considera-
das suas pesquisas mais ousadas. Nessas peças 
Rodin costumava deixar à mostra as marcas do 
processo de fundição e a ação das ferramentas, 
tal como os impressionistas deixavam as mar-
cas das pinceladas nas pinturas.
Avanços da 
tecnologia
Um dos marcos do avanço da engenharia no final do sé-
culo XIX foi a 

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