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Eliseu Visconti, em Paris, pintando o pano de boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Fotografia de 1907



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Arte - Volume único
Eliseu Visconti, em Paris, pintando o pano de boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Fotografia de 1907.
Cartaz do filme O regador regado, 1896.
R
eprodução/Arqui
v
o da editora
Reprodução/Projeto Eliseu Visconti, Rio de Janeiro, RJ.
Abolição da escravidão no Brasil
1888
Exposição Universal de Paris
1889
Primeira sessão de cinema
1895
Reforma urbana no 
Rio de Janeiro
1902-1906
Eliseu Visconti e a decoração do teatro 
municipal do Rio de Janeiro.
A invenção do cinema.
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O grupo de Montmartre
Na década de 1870, uma nova geração de pin-
tores frequentava o bairro de Montmartre, na pe-
riferia de Paris. Entre eles estavam Claude Monet 
(1840-1926), Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) e 
Edgar Degas (1834-1917).
Em sua maioria, esses jovens artistas esta-
vam interessados em pintar ao ar livre. Queriam 
captar a atmosfera imediata e efeitos da luz na 
paisagem, tais como os reflexos na água. Era há-
bito dos pintores fazer esboços ao ar livre para 
utilizá-los em telas que seriam produzidas no es-
túdio. O que os jovens artistas fizeram foi consi-
derar a pintura rápida e direta como definitiva. 
Esse novo enfoque acabaria por constituir um 
dos movimentos mais marcantes da arte pictóri-
ca ocidental: o Impressionismo.
O grande marco para o movimento ocorreu 
em 1874, quando trinta jovens, em vez de sub-
meterem suas obras ao júri do Salão da Aca-
demia Francesa de Arte – que certamente as 
recusaria, decidiram promover uma exposição 
independente no estúdio do fotógrafo Nadar 
(Capítulo 15). Essa mostra tornou-se uma de-
claração de independência em relação à arte 
acadêmica oficial.
O termo ‘Impressionismo’ surgiu de um comen-
tário irônico feito por um crítico sobre o quadro 
Impressão, nascer do sol,
de Monet. O crítico de-
sejava salientar o aspecto “mal-acabado” da ima-
gem, mas os artistas adotaram a denominação por 
perceberem que ela acertadamente nomeava sua 
experiência de capturar instantes fugazes. 
Claude Monet foi o mais importante pintor do 
grupo dos impressionistas. Pintava rapidamente, 
começando e concluindo seus quadros sempre 
ao ar livre. Ao se tornar um artista de sucesso, 
adquiriu uma casa em Giverny, de cujo extenso 
jardim com lago cuidou como se realizasse uma 
pintura meticulosa, criando áreas de luz e som-
bra e utilizando cores harmoniosas. 
Claude Monet, Impressão, nascer do sol, óleo sobre tela, 1872-73, 48 cm x 63 cm, Musée Marmottan Monet, Paris. 
Monet captou nesta tela o clima, as cores e a atmosfera efêmera do amanhecer. As poucas pin-
celadas, que aproveitam o contraste entre o azul e o laranja, foram suficientes para construir o 
cenário do porto, o movimento dos barcos, o reflexo das sombras e da luz do sol na água.
R
eprodução/Museu Marmot
tan Monet, P
aris, F
rança.
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| CApÍtulo 16 | ImpressIonIsmo |
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Em suas telas produzidas em 
Giverny, a vegetação e a água 
foram cada vez mais represen-
tadas como manchas de cor.
Já o pintor Edgar Degas não 
se interessou pela natureza, 
preferindo trabalhar em seu 
estúdio. Em suas composições, 
as figuras muitas vezes estão 
em movimento ou em posições 
espontâneas, nada posadas, 
como que capturadas por uma 
câmera fotográfica. Degas inte-
ressou-se pelo desafio de repre-
sentar a luz artificial usada nos 
espetáculos. Tornou-se conhe-
cido pelas imagens de bailari-
nas em ensaios e apresentações 
de balé. 
Edgar Degas, A banheira, 1886, pastel sobre cartão, 60 cm x 83 cm, Museu D`Orsay, Paris.
Degas costumava trabalhar com pastel (tipo de pigmento em bastão, como giz), ma-
terial que até então era empregado apenas em esboços.
R
eprodução/Museu d’Or
say
, P
aris, F
rança.
As invenções da nova arte
Em Paris, os impressionistas encontravam 
os temas que lhes interessavam retratar: o coti-
diano, a movimentada vida urbana e a nova era 
industrial, mas também os lugares de desfrute 
junto à natureza. Por mais variados que esses 
temas pareçam, adotá-los significava recusar os 
motivos históricos, mitológicos e religiosos con-
sagrados pela tradição acadêmica.
Uma característica do Impressionismo era a 
forma como os pintores exploravam as possibi-
lidades do uso da cor. Com o desen-
volvimento da fotografia, capaz de 
gravar a realidade tal qual ela é, os 
artistas valorizaram as propriedades 
da luz e da cor em suas pinturas.
Alfred Sisley, Ventania, óleo sobre tela, 1897, Museu 
Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Outra característica singular dos impressionis-
tas era deixar a pincelada visível, de modo que 
a própria confecção da imagem se mantivesse 
presente. A direção da pincelada reforçava o 
volume dos objetos e a dinâmica da composi-
ção. Nesta tela do francês Alfred Sisley (1839- 
-1899), note como cada pincelada dá forma ao 
movimento das ondas. 
R
eprodução/Museu Nacional de Belas 
Ar
tes,Rio de J
aneiro,RJ
.
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A fascinação pelo Japão e sua cultura tomou conta do Ociden-
te, depois que a Marinha dos Estados Unidos forçou a abertura do 
Japão para o comércio exterior, em 1853. Rapidamente, objetos de 
laca, rolos de pintura, porcelanas e gravuras japonesas tornaram-se 
cobiçados na Europa. O interesse dos artistas pela gravura japo-
nesa foi tão grande que essa febre foi batizada como “japonismo”. 
O aspecto da estética japonesa que seduzia os artistas ocidentais 
era a ausência dos efeitos de claro-escuro para representar volumes. 
Os objetos eram representados sem sombras, como se fossem pla-
nos, e eram dispostos com enquadramento pouco convencional, a 
ponto de, quando situados em primeiro plano, aparecerem cortados.
Hiroshige (Ando Tokutaro). Uma das imagens da série 100 vistas famosas de Edo. Xilogravura, 1857, 
Japão. Aproximadamente 37 cm x 23,5 cm.
Ao representar apenas parte do cavalo em primeiro plano, o artista japonês Hiroshi-
ge (1797-1858) intensificou a impressão de vastidão entre o observador e o espaço 
urbano. Tal arranjo gera uma composição assimétrica e descentralizada – uma espan-
tosa novidade na Europa de então.
Fine 
Ar

Arc
hi
ve/Other Images/Museu de 
Ar
te Brooklyn, No
va 
Y
ork, EUA.
Vlue/Shut
ter
stoc
k/Glow Images
Newton dividiu um feixe de luz solar com um prisma trans-
parente, obtendo uma faixa contínua de cores, que chamou 
de espectro da luz solar.
Para experimentar o efeito do con-
traste simultâneo, fixe o olhar num 
mesmo ponto desta figura. Depois 
de algum tempo, você terá a im-
pressão de que o quadrado cinzen-
to interno se tinge aos poucos de 
azul. Quando isso acontecer, olhe 
para o espaço em branco ao lado. A 
imagem aparente que ali se forma-
rá terá cores complementares às 
da figura original.
Temas inTerdisciplinares
arTe e Física
.. 

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