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Arte - Volume único
Ópera
Cartaz italiano de 1881 para a ópera Aída.
Esta ópera, que estreou no Cairo em 1871 
e vem sendo encenada até hoje, conta a 
história de Radamés, comandante egípcio 
que, ao retornar vitorioso da guerra contra 
a Etiópia, recebe a mão da filha do faraó. 
No entanto, o herói prefere se casar com 
Aída, uma escrava etíope. 
Cena da estreia da ópera Parsifal em Bayreuth, Alemanha,
em 1876.
Wagner construiu seu próprio teatro em Bayreuth, na 
Alemanha. O edifício foi inaugurado com a ópera 
Parsifal, 
em 1876. Concebida especialmente para a ocasião, a obra 
conta a história de um jovem que sai em busca do Santo 
Graal. Bayreuth tornou-se a sede de um festival operístico, 
no qual 
Parsifal tem sido encenada desde então.
Graal: segundo a tradição dos romances de 
cavalaria, cálice de que Jesus Cristo se teria 
servido na última ceia e no qual José de 
Arimateia teria recolhido o sangue e a água que 
brotaram das chagas de Jesus na cruz.
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A beleza da vida real
A segunda metade do século XIX foi marcada 
pelo positivismo. O termo foi usado pelo filósofo 
francês Auguste Comte (1798-1857), que defen-
dia a ideia de que todo conhecimento deveria 
provir da objetividade da ciência. 
Nas artes, o espírito positivista rejeitou a visão 
de mundo do Romantismo. Crescia o número de 
artistas interessados em descrever objetivamente 
o mundo visível e real, sem intermediação de ale-
gorias. Esta tendência foi chamada de naturalismo.
Os pintores naturalistas voltaram sua atenção 
para a vida cotidiana no campo e na cidade. 
Jean-François Millet.
As respigadeiras. Óleo sobre tela, 
1857. 84 cm x 111 cm.
Museu d’Orsay, Paris.
Nesta tela o artista representou o trabalho de coleta das espigas de trigo ceifadas. As camponesas são mostradas como parte 
da natureza e, embora suas figuras exibam dignidade, são desprovidas de qualquer heroísmo. Até mesmo a luz é representada 
em gradação natural, sem o uso de brilhos artificiais. 
Durante a revolução de 1848, um grupo de artis-
tas se reuniu em Barbizon, um vilarejo próximo de 
Paris, para observar a natureza e pintar ao ar livre. 
Entre eles estava o pintor francês Jean-François 
Millet (1814-1875), que se tornou o mais renomado 
pintor naturalista. Millet eternizou em suas telas a 
reverência pela vida no campo, retratando os cam-
poneses em sua labuta diária. 
O interesse pelas pinturas do grupo de Barbizon, 
que retratavam calmas paisagens rurais, cresceu com 
as transformações ocorridas em Paris, metrópole que 
se tornava cada vez mais frenética e ruidosa.
Depois de 1850, as pinturas naturalistas feitas 
por artistas independentes e que transmitiam críti-
cas sociais passaram a ser designadas como realis-
tas. O pintor mais radical do realismo foi o francês 
Gustave Courbet (1819-1877). Em sua busca pela 
verdade visual, Courbet optou por representar 
toda a realidade, inclusive aspectos desagradáveis 
ou perigosos, focalizando com consciência crítica 
a sociedade de então. 
A questão central do Realismo não dizia 
respeito apenas a escolher um tema corriqueiro
em lugar de um tema nobre ou heroico, mas sim 
de pintar o que os olhos viam, e não ideias, como 
nas alegorias mitológicas românticas. Por essa 
razão, o Realismo, embora chocasse o observa-
dor com a crueza da verdade, foi acusado de se 
afastar da política e de limitar-se à superficialida-
de imediata do mundo contemporâneo.
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| CApÍtulo 15 | ReAlismo e fotogRAfiA |
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Gustave Courbet. Um enterro em Ornans. Óleo sobre tela, 1849-1850. 3,15 m x 6,68 m. Museu d’Orsay, Paris.
Nesta tela Courbet retratou uma cena cotidiana: o funeral de um homem comum em sua cidade natal. Courbet distribuiu as 
figuras sem nenhuma hierarquia, em uma composição linear. Usando cores austeras, mostrou a cova em primeiro plano e as 
expressões – nada teatrais, nada heroicas, nada graciosas – de pessoas comuns. O pintor declarou que esta tela representava 
o “funeral do Romantismo”.
TEMAS INTERDISCIPLINARES
ARTE E SoCIoLogIA
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