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Arte - Volume único
Câmera fotográfica 
comercializada em 1889.
SSPL/Get
ty Images/S
ociedade R
eal 
de F
otografia, Bath, Inglater
ra.
Diomedia/Museu da Ciência, Londres, Inglaterra.
O progresso tecnológico celebrado na Grande Exposição de Londres.
A câmera de George 
Eastman torna a 
fotografi a acessível.
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Arte e burguesia
Ao longo do século XIX, 
diminuiu a influência da Igre-
ja e também dos governos 
imperiais sobre a produção 
artística. Os patronos das ar-
tes passaram a ser a burgue-
sia capitalista e as academias 
(estabelecimentos de ensino 
superior de ciência ou arte), 
mantidas pelos governos.
Nos salões de arte, os artis-
tas mostravam seu trabalho, 
podendo conquistar prêmios, 
atrair compradores e receber 
novas encomendas. A crítica 
de arte, propagada por jornais 
e revistas, adquiriu o poder 
de construir ou destruir a re-
putação de atores, pintores e 
escritores. O artista passou a 
ser visto como um gênio e as 
artes, reverenciadas como ali-
mento para o espírito. 
A França consolidou sua 
posição como referência esté-
tica para o mundo. De 1852 a 1879, bairros da Paris medieval, com 
suas ruelas tortuosas, foram demolidos para a implantação de um tra-
çado urbano moderno projetado pelo barão Haussmann (1809-1891), 
prefeito responsável pela reforma da cidade.
O teatro da Ópera de Paris, projetado pelo 
arquiteto francês Charles Garnier (1825- 
-1898), fotografado em 1899.
O edifício central da cidade remode-
lada por Haussmann era o novo tea-
tro da Ópera de Paris, inaugurado em 
1875. Ornamentado com esculturas, 
o prédio combina características bar-
rocas e renascentistas, bem ao gosto 
da nova burguesia, enriquecida gra-
ças à Revolução Industrial.
R
oger V
iollet/Glow 
Images
Heritage Imagestate/Glow Images
Vista aérea do Arco do Triunfo, no centro da Praça Charles-de-Gaulle, originalmente
Place de l’Étoile (Praça da Estrela) de onde partem doze grandes avenidas. Foto de 1958.
Com a urgência de controlar as manifestações populares que se valiam do traçado labi-
ríntico da cidade antiga (de difícil acesso para as tropas policiais) e também para resol-
ver os problemas de insalubridade e circulação na cidade, o plano de Haussmann implan-
tou na capital francesa avenidas retilíneas, largas e arborizadas, chamadas bulevares.
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| CApÍtulo 15 | ReAlismo e fotogRAfiA |
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A ópera é um gênero artístico 
que surgiu de um grupo de estu-
dos sobre a cultura da antiga Gré-
cia – La Camerata Fiorentina –, 
formado por artistas e estudiosos 
na cidade de Florença, Itália, du-
rante o Renascimento. O gênero 
é fruto da ambição de unir drama 
e música num mesmo espetácu-
lo. A mais antiga peça de ópera 
a sobreviver até nossos dias é 
Eurídice
, do compositor e cantor 
italiano Jacopo Peri (1561-1633), 
um drama que se desenrola entre 
personagens da mitologia grega. 
Na ópera, a música e o texto 
dramático podem ser criados por 
compositores diferentes. O texto, 
que proporciona o enredo, é cha-
mado libreto. Pode haver uma or-
questra inteira acompanhando os 
cantores que interpretam os pa-
péis principais e o coro que narra 
os acontecimentos. 
Os intérpretes são classificados de acordo com a 
altura que seu canto alcança. Do agudo para o grave, 
as vozes masculinas são categorizadas como teno-
res, barítonos e baixos; as femininas, como sopra-
nos, mezzo-sopranos e contraltos. É de acordo com 
essas classes vocais que cada cantor é selecionado 
para determinado personagem. 
Da Itália, a ópera logo se di-
fundiu por toda a Europa. No 
século XIX, o gênero se tornou 
a forma de expressão mais pres-
tigiada e popular. Já não era 
apenas música e drama, mas 
também acontecimento social e 
cultural e até mesmo expressão 
política nos palcos dos mais de 
quatrocentos teatros da Europa. 
Na França, surgiu a Grande Ópe-
ra, que consistia em espetáculos 
com tema épico, que incluíam 
também balé, efeitos visuais e 
atraíam público do mundo todo. 
Três grandes compositores 
do gênero viveram no século 
XIX: o italiano Giuseppe Verdi 
(1813-1901), o alemão Richard 
Wagner (1813-1883) e o francês 
Georges Bizet (1838-1875), autor 
de uma das óperas mais popula-
res da história: Carmen.
Dentre as obras mais conhe-
cidas de Verdi estão La Traviata, Aída e Otelo
esta última uma versão lírica da peça homônima de 
William Shakespeare (Capítulo 12). 
Para Wagner, a ópera era a obra de arte total. O 
compositor imortalizou a lenda de Tristão e Isolda 
(Capítulo 10) e concebeu O anel dos Nibelungos
série baseada na mitologia nórdica, com quatro 
óperas e duração total de 15 horas. 
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